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			<title>FUTEBOLSC.COM > Artigos</title>
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			<description>FUTEBOLSC.COM > Artigos</description>
			<language>pt-BR</language>
			<copyright>© Todos os direitos reservados.</copyright>
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				<title>FUTEBOLSC.COM > Artigos</title>
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				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						IV Carta aos jogadores do Figueira
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/9540/45/iv-carta-aos-jogadores-do-figueira</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Alguns pediram que eu voltasse com as cartas de apoio escritas no ano passado e acho que é o momento. Pode não chegar, pode não fazer diferença, mas acho que muita coisa do que está escrito pode servir para a reflexão de nós, torcedores. <br />
<br />
Eu não só ACREDITO, como estou muito confiante. A carta abaixo é o que eu falaria antes do jogo pra cada um deles. Concordem ou não, aí está... esta é a hora da virada!<br />
<br />
Prezados jogadores do Figueirense,<br />
<br />
Vários de vocês, os que estavam aqui no ano passado, já receberam cartas como esta, que têm o intuito de manifestar o apoio de nós, torcedores, ao time e pedir a dedicação de cada um de vocês, mostrar que estamos juntos nesta batalha por uma vaga na Série A.<br />
<br />
Quando a primeira carta foi escrita, em 2008, estávamos a três rodadas do final do Brasileiro e precisávamos de três vitórias para ter chances de evitar o rebaixamento. Conseguimos as três vitórias, mas por uma combinação inesperada de resultados, caímos. Mostramos que tínhamos totais condições de permanecer na primeira divisão, caímos no saldo de gols. <br />
<br />
Mas fomos para a Série B com a certeza de estar entre os favoritos para o acesso, pela forma como descemos, pelo quanto o clube cresceu nos últimos anos e por termos permanecido por 7 anos na primeira divisão... lá é o lugar do Figueirense, e de todos vocês. Se estão neste clube, é porque têm futebol de Série A, porque o nosso objetivo sempre foi “subir”, e não apenas “participar” da segundona.<br />
<br />
O que aprendemos no ano passado? Que se todos nos unirmos, torcedores, jogadores, técnico e diretoria, temos condições de alcançar o nosso objetivo. E que pode ser tarde descobrir tudo isso faltando só três rodadas. Então, vamos nos mobilizar já. Estamos agora há seis partidas do final do campeonato e não podemos deixar a diferença na tabela nos desanimar.<br />
<br />
Os nossos principais rivais têm jogos difíceis e certamente vão perder pontos, não precisamos nos preocupar com eles. Cabe a nós conquistarmos os nossos.<br />
<br />
E nós, torcedores, temos certeza absoluta de que esse time tem condições de vencer não apenas 5, mas as 6 partidas que faltam para comemorar o acesso. O Figueirense já provou grandeza neste campeonato. Venceu o Vasco em São Januário, quando todos duvidavam, e tem que partir com o mesmo espírito para Brasília, Natal e São Caetano. Vencendo estes, no Scarpelli podem contar com apoio total e irrestrito da torcida. Estaremos juntos buscando as vitórias que nos faltam para voltar ao lugar de onde nunca poderíamos ter saído.<br />
<br />
Temos condição de vencer qualquer adversário, mas precisamos conseguir isso. E não será difícil. Voltamos ao G4 recentemente com quatro vitórias. Perdemos alguns pontos depois, mas isso tem que ficar no passado. Se conseguirmos mais quatro vitórias, podem ter certeza que chegaremos à penúltima rodada já de volta à zona de acesso e faremos uma verdadeira final contra o Duque de Caxias, com o Scarpelli lotado.<br />
<br />
Tem mais: no ano passado, conseguimos as vitórias sendo a rabeira da tabela. Agora, somos topo. Somos um clube temido. Esqueçam os jogos dos rivais... vamos fazer a nossa parte que dá. <br />
<br />
Se algum de vocês não acredita mais no acesso, por favor, peçam pra não jogar. E o mesmo vale para a torcida. Se alguém não acredita, não vá ao estádio. Esta virada vai ser a virada de quem ACREDITA. E, ao final do campeonato, todos vamos colher os bons resultados.<br />
<br />
É preciso pensar como time. Um acesso pesa muito na carreira de cada um de vocês. É como um título. Quando alguém analisar a carreira de um jogador, o argumento “este subiu com o Figueirense” pode ser uma referência muito maior que uma boa atuação em um jogo isolado.<br />
<br />
Ainda não é hora de sofrimento. Mas é preciso tomar atitude já. É reta final. São apenas seis jogos. E agora que já perdemos onde podíamos, vamos embalar para um acesso inesquecível, tão importante para a nação alvinegra como aquele de 2001, que eternizou Abimael. Para os que não conhecem esta história, uma conversa com Fernandes, resolve.<br />
<br />
Cada um de vocês têm seu desafio pessoal. E todos eles passam pelo acesso do Figueira. Dos que foram desprezados em outros clubes aos que estão ganhando sua primeira oportunidade, passando pelos que amam este clube, como o Wilson, que poderia muito bem estar jogando a primeira divisão, mas acreditou – e certamente ainda acredita – no acesso.<br />
<br />
O primeiro desafio é em Brasília, mas tenham certeza de que a distância física não será barreira pela energia que cada um de nós, torcedores, estaremos mandando, cada um ao seu jeito. Figueira, sua glória é lutar... diz um trecho do nosso hino. E é esta LUTA que esperamos de vocês.<br />
<br />
Abraços, <br />
<br />
Wilson Junior e toda nação alvinegra
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				</description>
				
				<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 16:41:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						A roupa do rei de Madri
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/8669/45/a-roupa-do-rei-de-madri</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<img src="/imagens/item_8669.jpg" alt="" border="0" /> <br /> Kaká ejeitou a 5, mas pode herdar a 10 <br /><br /><br /><em></em> <br /><br />A decisão mais difícil Kaká já tomou: aceitou deixar o Milan para jogar no Real Madrid.<br />
<br />
Agora, o craque brasileiro pode se deliciar com uma dúvida bem menos ardorosa: qual o número da camisa que vai usar no novo clube.<br />
<br />
O Real ofereceu-lhe o emblemático número 5, que por tanto tempo pertenceu a Zidane. O próprio francês, agora consultor da comissão técnica madridista, apoiou a idéia, ciente de que seu legado cairia em bons pés.<br />
<br />
Kaká não quis. Preferiu evitar comparações com Zidane, este já um imortal na história do futebol. Foi a razão que ele deu na coletiva de imprensa. Mas vai muito além. O príncipe quer construir uma história própria no Real Madrid.<br />
<br />
Mas, afinal de contas, com que roupa vai desfilar o novo galã da capital espanhola?<br />
<br />
O craque disse na coletiva que o Real lhe entregaria uma relação dos números disponíveis, mas tirando a camisa 5, os únicos números vagos são aqueles superiores a 25. <br />
<br />
Será que Kaká vai adotar um daqueles números estratosféricos? Inventar uma camisa 82, referente ao ano de nascimento, como Ronaldinho Gaúcho fez para usar a 80 no Milan?<br />
<br />
Vale lembrar que o número 22 escolhido por ele no rubronegro italiano foi em razão da data de nascimento, 22 de abril de 1982.<br />
<br />
Outra opção é esperar a saída de algum jogador ou impor a condição de novo astro do time e dar um “chega pra lá” na camisa de alguém. Neste caso, Kaká provavelmente optaria por um de seus números já tradicionais. <br />
<br />
- camisa 8, usada no São Paulo e na seleção brasileira, pertence ao volante argentino Fernando Gago<br />
<br />
- camisa 22, número que marcou os tempos de Milan, está com expressivo zagueiro do Torres<br />
<br />
- camisa 10, atual número do ídolo na seleção e clássica representação de “craque do time", atualmente em posse do meia holandês Sneijder.<br />
<br />
O meu palpite inicial era pela camisa 22, número que já é marca de Kaká, aproveitando-se da inexpressividade de Torres no elenco madrilenho.<br />
<br />
No entanto, existe algo que muito me instigou: no site do Real Madrid, Sneijder já não tem mais a camisa 10, originando um duplo 23 entre ele e seu compatriota Van der Vaart. Será algum sinal??<br />
<br />
Minha aposta atual passa a ser a camisa 10. Além da coincidência no site e de ser o clássico número do craque, é emblemático para o ambicioso projeto do Real Madrid: conquistar sua Liga dos Campeões de número 10 no ano de 2010.<br />
<br />
E vocês, apostam em qual camisa para o novo rei de Madri?
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				</description>
				
				<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 11:31:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O príncipe vira rei: inevitável!!
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/8663/45/o-principe-vira-rei-inevitavel</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<img src="/imagens/item_8663.jpg" alt="" border="0" /> <br /> Kaká é o trunfo do Milan na busca pela décima Liga dos Campeões <br /><br /><br /><em></em> <br /><br />O anúncio oficial da ida de Kaká para o Real Madrid foi apenas a confirmação de uma transferência que se fazia inevitável pelas circunstâncias nas quais se encontram todos os envolvidos na negociação.<br />
<br />
Os ventos do destino criaram uma situação da qual nem o jogador nem os clubes poderiam escapar. Some-se uma grave financeira mundial aos títulos que não chegaram para o Milan na temporada e à ausência da equipe na última Liga dos Campeões. Adicione o fracasso de um Real Madrid pé-no-chão e sua carência por um grande ídolo.<br />
<br />
A negociação foi boa para todas as partes: Kaká é a solução dos problemas do Real Madrid. A transferência é a solução das dívidas do Milan. E a camisa branca do time merengue é o gás que o craque precisava para continuar jogando no mais alto nível.<br />
<br />
Vamos entender um pouco mais cada lado dessa história??<br />
<br />
MILAN – o pomposo clube italiano não soube se adequar a uma temporada de plebeu. Fora da Liga dos Campeões, deixou de receber todo o dinheiro que a maior competição de clubes do mundo proporciona. Precisava apertar os cintos, lacrar o bolso, mas em vez disso contratou caros medalhões como Ronaldinho Gaúcho, Shevchenko e Beckham. <br />
<br />
O investimento até cobriria uma parte do rombo se, com ele, viessem também os títulos. Mas as faixas de campeão não deram as caras por Milanello na temporada. O clube caiu cedo na Copa da Uefa, na Copa da Itália e ficou bem distante da rival Inter no Italiano.<br />
<br />
Com tudo isso, os cabelos de Adriano Galliani só não caíram quando ele fechou o balanço financeiro da temporada por um motivo bem simples: o responsável pelo futebol milanista já não os têm. A conta rubra deixou negra a situação do Milan. Era a hora de se desfazer do maior ídolo para deixar as contas em dia. <br />
<br />
Claro que, atendendo à torcida, o Milan poderia fazer um esforço para manter Kaká e se desfazer de outros jogadores, mas essa é uma hipótese romântica demais para a realidade mercadológica do futebol atual.<br />
<br />
A perda de vários elementos seria muito mais difícil de recompor. O volume do vai-vem no futebol europeu já não é mais o mesmo e não há tantos bons jogadores no mercado. <br />
<br />
Além disso, o Milan não tinha como recusar os caminhões de dinheiro do Real Madrid. Se declinasse a oferta, dificilmente voltaria a receber outra semelhante. <br />
<br />
O tempo desvaloriza o jogador. Não por queda de rendimento ou porque ele fique velho, a experiência até faz bem, mas o tempo de “vida útil” diminui e o contrato se aproxima do fim. Quando ele termina, o jogador fica livre para decidir seu destino e o clube não leva nada em troca.<br />
<br />
O Milan aproveitou o potencial de Kaká ao máximo, como poucas vezes se viu no futebol. Tirou-o do São Paulo ainda jovem, a “preço de banana” como se dizia na época, e formou um craque maduro, que se tornou o melhor jogador do mundo, o maior ídolo da exigente torcida rossonera. <br />
<br />
A recompensa por esse trabalho veio primeiro em forma de títulos e, agora, o clube italiano colhe os benefícios financeiros. Uma valorização de aproximadamente 800%. Além disso, criou com o jogador uma relação de eterna e mútua gratidão, que pode o trazer de volta um dia.<br />
<br />
Por mais contraditório que pareça, a saída para o Real eternizou Kaká em Milanello.<br />
<br />
REAL MADRID – a política pés-no-chão implantada por Ramón Calderón não deu certo no clube merengue. O título espanhol já não sacia o apetite do maior campeão europeu de todos os tempos – e nem nacionalmente o Real, repleto de holandeses, conseguiu se impor.<br />
<br />
Além de conquistas, o torcedor madridista ficou carente de títulos. Não soube se adequar a um elenco de jogadores “apenas” bons – precisava de grandes astros, dignos de Hollywood. Estava com saudades de um tempo não muito distante em que o clube era o centro das atenções no mundo do futebol. Uma era galáctica, de craques como Ronaldo, Zidane, Figo e Beckham, juntos, do mesmo lado do gramado.<br />
<br />
Ciente das carências, Florentino Pérez voltou à cena cheio de promessas e, claro, faturou as eleições presidenciais do clube. A proposta do dirigente era a de repetir a gestão anterior e o projeto ganhou na Europa o apelido de Galáxia 2.0.<br />
<br />
O técnico contratado para comandar a nave foi Manuel Pellegrini. O chileno que projetou o até então inexpressivo Villarreal em nível europeu chegou com a promessa de que teria em mãos o melhor elenco do globo terrestre.<br />
<br />
Para mostrar que não estava de brincadeira, o Real Madrid apelou para seus dois maiores trunfos: o money power, poder do dinheiro, e a grandeza mundial do clube. Com as duas cartas na mão, partiu para a realização de um sonho antigo: a contratação de Kaká.<br />
<br />
Kaká tem a imagem necessária para ser o maior astro da capital espanhola. Kaká tem a bola necessária para fazer do Real Madrid um clube vencedor. Nunca um jogador aliou futebol e marketing tão bem como o brasileiro. <br />
<br />
Por mais discreto que tente ser, o craque é sempre o centro das atenções, vende camisa e tem apelo junto à torcida feminina. Tudo isso sem ser polêmico e problemático como Cristiano Ronaldo, o astro que mais se aproxima dele nos tempos atuais.<br />
<br />
Era de Kaká que o Real precisava.<br />
<br />
KAKÁ – ídolo em Milão ele já é. Não vai deixar de ser porque está de saída. A resistência em sair no começo do ano, quando foi assediado pelo Manchester City, foi prova do quanto ele valoriza e tem carinho pelo Milan.<br />
<br />
Melhor jogador do mundo pela Fifa, campeão da Liga dos Campeões, campeão do mundo pela seleção brasileira, campeão do mundo entre clubes, campeão italiano, campeão de tudo e admirado por todos. Na Itália, por mais que jogasse 60% do que sabe, continuaria sendo amado e idolatrado. O craque é inteligente, sabe disso e não queria se acomodar. <br />
<br />
Kaká precisava de um novo desafio, arrebatar novos seguidores e não havia momento mais ideal para deixar o Milan. Com a saída de Carlo Ancelotti, o clube está encerrando um ciclo, do qual o brasileiro fez parte como protagonista. A perda do brasileiro será menos sentida no atual momento de renovação. É hora de dar espaço para outros.<br />
<br />
Havia também uma preocupação com a imagem. Kaká não poderia trocar o Milan por um clube de nível inferior. Era preciso manter o status, continuar entre os maiores, na mídia, nos holofotes. E, nessas condições, apenas três destinos eram possíveis: Manchester United, Barcelona e Real Madrid.<br />
<br />
Se desafio era a questão, Real Madrid era a melhor resposta. A cobrança por lá é enorme, uma das mais pesadas do mundo. Os torcedores e a imprensa não entendem as derrotas ou empates, exigem vitórias, títulos e bom futebol. Na capital espanhola, Kaká terá de mostrar todo seu repertório o tempo todo. E ele está adorando isso.<br />
<br />
O que pouca gente tem comentado é o objetivo real deste ousado projeto do clube espanhol: a conquista da décima Liga dos Campeões, um marco histórico não só para o Real Madrid, mas para o futebol europeu e mundial. E Kaká tem tudo para ser o grande responsável por esse momento. Este é o grande objetivo do craque.<br />
<br />
Se conquistar o décimo título europeu dos merengues e for ídolo no Real Madrid, já sendo idolatrado no Milan, Kaká tem tudo para alcançar a condição de mito do futebol mundial. É para isso que ele caminha.<br />
<br />
E assim como a transferência, o trocadilho é inevitável, no Real Madrid, Kaká vai passar de príncipe a rei.
					]]>
				</description>
				
				<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:17:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Lições de Guardiola
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/8613/45/licoes-de-guardiola</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Lionel Messi é o melhor jogador do mundo na atualidade. Samuel Eto’o é o atacante com faro de gol mais apurado dos últimos tempos. Thierry Henry é qualidade com experiência nessa trinca de atacantes. Xavi Hernandez é o maestro e Andrés Iniesta está por toda parte, sempre onde deve estar. Daniel Alves é abusado na medida certa. <br />
<br />
O Barcelona tinha todas as peças para se tornar o que a final da Liga dos Campeões o consagrou: o grande time da temporada, na Europa e no mundo. Mas foi além: encantou, jogou o tão proclamado ‘futebol bonito’ que os saudosistas e os apaixonados insistem em pregar. Neste ponto, mérito total de Josep Guardiola.<br />
<br />
O técnico espanhol implantou o esquema com três atacantes na medida certa, soltando as feras aos poucos ao longo da temporada. E teve a coragem de manter seu ousado esquema numa decisão em jogo único contra a equilibrada equipe do Manchester United. Correu os riscos, colheu os benefícios. Equipe nenhuma no mundo pode se abrir contra uma trinca de frente que tenha Messi, Henry e Eto’o. E usá-los juntos muitas vezes é também uma forma de se defender.<br />
<br />
O jogo bonito<br />
<br />
É possível jogar bonito e ser vitorioso, mas os defensores do futebol de resultado não precisam se preocupar. Para que isso aconteça, é preciso ter as peças. Como tem o novo campeão europeu. Como tinha o Brasil na Copa de 70. Como tinha o Palmeiras de 1996, campeão paulista com Luxemburgo. E nem sempre é garantia de sucesso, vide a seleção brasileira em 82.<br />
<br />
Além de ter as peças, é preciso saber usá-las. A seleção brasileira de 2006 tinha o melhor material humano dentro das quatro linhas. Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho, Adriano, Ronaldo, Juninho Pernambucano, Zé Roberto – todos em grande fase ou muito próximos dela. Veja se eles jogaram com a leveza do Barcelona atual?<br />
<br />
Uma das principais diferenças entre aquela seleção de Parreira e o time de Pep Guardiola está na utilização dos espaços. O Barça abre o jogo. Daniel Alves estica na direita, Henry abre pela esquerda. O adversário tem que se espalhar e falta gente pra conter a habilidade do resto da turma, com a movimentação intensa de Messi, Xavi e Iniesta, alternando entre os dois lados do campo. Enquanto isso, o Brasil de 2006 parecia um time de pebolim – ou totó – com os jogadores engessados em suas posições.<br />
<br />
Bota ponta, Dunga! <br />
<br />
Como as águas passadas têm um ditado próprio para elas, vamos tratar de atualidade. Mais até do que seu antecessor, Dunga tem as peças para fazer o Brasil jogar como o Barcelona, numa edição reformada do: ‘bota ponta, Telê’. A equipe que conquistou a tríplice coroa na Espanha trouxe o argumento que eu esperava para defender o esquema de três atacantes na seleção brasileira – algo que amigos próximos refutam classificam como “muito arriscado”.<br />
<br />
A base do funcionamento do clube catalão é a movimentação. E o Brasil tem atacantes e meias com a leveza necessária para que ela aconteça. Robinho, Alexandre Pato e Nilmar são jogadores que podem atacar abertos pelos dois lados do campo, abastecendo o nosso Eto’o, que não seria Obina, mas Luís Fabiano (ou Ronaldo, quando estiver na forma que exige uma Copa do Mundo).<br />
<br />
No meio-campo, temos a indispensável genialidade de Kaká, aliada uma série enorme de Xavis e Iniestas abrasileirados. Para ficar nos mais jovens e já chamados pelo menos uma vez por Dunga: Ramires, Hernanes, Anderson, Lucas. Todos em plena condição de atacar e defender com a mesma competência e habilidade. Até o Elano pode fazer essa função, para agrado da teimosia do nosso treinador.<br />
<br />
Defender é preciso<br />
<br />
Alguns jogos, claro, exigem um pouco mais de cuidado na marcação. Para a final da Liga dos Campeões, por exemplo, a missão de carregar o piano barcelonista ficou com o pouco conhecido Busquets. Pode ser o pretexto para Dunga escalar seus Josués e Gilbertos Silvas, o que nos permitiria até liberar nossos laterais mais que os do Barça.<br />
<br />
Outra lição de Guardiola está no cuidado com a defesa. O espanhol, que não é bobo nem nada, também cuida muito bem do setor. Repare que os ofensivos Sylvinho e Dani Alves raramente jogam juntos. Aliás, o canhoto só jogou contra o Manchester porque o dono da direita estava suspenso. <br />
<br />
No Barcelona, um dos laterais é sempre mais defensivo. E a final da Liga dos Campeões teve o zagueiro Puyol cuidando da direita, enquanto o brasileiro Sylvinho se arriscava na esquerda. Cauteloso, mas sem abdicar do ataque. Mesmo sem muita manha, o capitão do Barça foi à linha de fundo pelo menos duas vezes e levou perigo à área do adversário.<br />
<br />
O falso lateral<br />
<br />
Transferindo a questão para a seleção brasileira, significa dizer que, para ter uma equipe mais leve e perigosa na frente, Dunga não pode escalar o mesmo Daniel Alves ao mesmo tempo que Kleber, Marcelo ou André Santos – nossas principais opções do lado esquerdo são altamente ofensivas. Ou seja, teríamos que escalar um lateral mais contido na canhota ou optar por Maicon, que sabe fazer bem essa função mais defensiva, pois já atuou várias vezes assim na Inter de Milão.<br />
<br />
O recurso de utilizar um terceiro zagueiro como lateral disfarçado também funciona. No Brasil, vários técnicos já recorreram a esse artifício com sucesso, incluindo dois times que foram campeões no segundo semestre do ano passado. Em vários jogos do Internacional, o agora palmeirense Marcão fez a função de lateral esquerdo no time campeão da Copa Sul-Americana. Já o são-paulino André Dias foi por diversas vezes o lateral-direito de Muricy Ramalho, iniciando as ações ofensivas do Tricolor por aquele lado.<br />
<br />
Sonho e realidade<br />
<br />
Para a Copa das Confederações, Dunga tem a chance de armar um time com: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kleber; Anderson, Ramires e Kaká; Robinho, Luís Fabiano e Alexandre Pato (Nilmar). Nada muito distante do Barcelona, campeão europeu. E falta de tempo para entrosar os jogadores não serve como desculpa. Mas não espere nada disso. O fato é que veremos três volantes menos ousados, com Kaká, Robinho e Luís Fabiano. Um time forte... mas de resultado, não de plástica.<br />
<br />
Guardiola x Dunga<br />
<br />
Pep Guardiola é um técnico jovem e que logo no início da carreira pegou um dos maiores clubes do mundo para comandar. Trajetória bem parecida com a de Dunga. Os dois foram volantes de destaque na década de 90. A diferença é que o técnico espanhol aprendeu com Johan Cruyff, enquanto o brasileiro aprendeu com Parreira. <br />
<br />
Dizer que um foi campeão do mundo e outro não, seria comparar Romário a Raul. Ainda assim, Guardiola foi medalha de ouro na Olimpíada de Barcelona-92, marcando o gol do título. Dunga foi prata em Los Angeles-84 e já como treinador levou o bronze de Pequim-2008.<br />
<br />
Usando a expressão mais do que batida, Guardiola fez de seus limões uma limonada. É possível que Dunga também produza algum suco. A diferença está no sabor. O espanhol soube dar um toque de açúcar. Já a bebida brasileira tende a ser servida com o amargo da casca e o azedume do limão.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Admirando o Barça. Sofrendo com a seleção.
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				</description>
				
				<pubDate>Thu, 28 May 2009 12:28:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Agradecimento ao Figueira
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/7489/45/agradecimento-ao-figueira</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Prezados leitores,<br />
<br />
mais uma vez vou deixar vazar minha veia alvinegra neste espaço para homenagear o belo final de campeonato feito pelo Figueirense na Série A de 2008. O ano vai ficar marcado pelo descenso, é verdade, mas trata-se de um rebaixamento muito diferente de todos os que eu já vi. É uma queda de cabeça erguida, consciente dos erros anteriores e marcada por um renascimento que quase evitou a tragédia anunciada.<br />
<br />
Honrados jogadores,<br />
 <br />
Muito obrigado pelas quatro semanas mais mágicas que este clube já presenciou ao longo de sua história. Já tivemos momentos mais gloriosos, de mais alegria, mas a magia vista nas últimas três rodadas deste Campeonato Brasileiro foi descomunal, de emocionar, uma história daquelas para ser passada de geração em geração. E, por incrível que pareça, muito diferente daquelas que se contam às crianças, esta não teve um final feliz.<br />
 <br />
Mas deixemos o final um pouco de lado para tirar uma lição do que aconteceu nesta reta final. Comprometimento. Esta é a palavra. Por parte dos torcedores, dos jogadores, da diretoria e até de um técnico que não tinha nada a ver com a história e foi chamado de louco por assumir uma situação dessas. <br />
 <br />
Pelas nossas contas, precisávamos de três vitórias em três jogos. Talvez menos que isso, mas era melhor se garantir. Todo mundo duvidou do Figueirense. Diziam que teríamos de contar com um milagre para ficar na primeira, porque as três vitórias eram praticamente impossíveis. <br />
 <br />
Nós, torcedores do Figueira, discordamos. ACREDITAMOS nas três vitórias, no VENCER, VENCER, VENCER... lançamos a campanha do EU ACREDITO, mandamos as cartas e fizemos o pacto para estar ao lado de vocês em cada um desses três jogos, confiantes de que cumpririam a missão, passo a passo.<br />
 <br />
Veio a virada sobre o Náutico, buscamos mais três pontos contra o Botafogo no Engenhão e fechamos com chave de ouro na emocionante e inesquecível partida contra o Inter. O placar desfavorável de 1 a 0 ao final do primeiro tempo poderia ter sido o balde de água fria, o fim de tudo, mas havia um objetivo a cumprir, um compromisso dos jogadores com a torcida que compareceu e cumpriu sua parte até o fim. Vieram três gols, uma virada espetacular, de fazer emocionar o mais frio dos torcedores. Missão cumprida.<br />
 <br />
A lágrima citada na última carta já estava no rosto. Faltava saber qual seria o gosto quando chegasse à boca. Um trajeto demorado. Lágrima que foi escorrendo devagarinho enquanto esperávamos notícias da Vila Belmiro. Vai, Santos... faz um gol! Não fez... e as lágrimas encharcaram o rosto com o gosto amargo da frustração. Prestem atenção: escrevi frustração, e não vergonha. Fomos rebaixados, mas de cabeça erguida, por lutar até o final, por termos acreditado na permanência e feito o máximo para que ela acontecesse.<br />
 <br />
Como eu disse lá em cima, as quatro semanas foram mágicas. No entanto, pagamos o preço por todas as semanas anteriores. De um futebol descomprometido, de derrotas e de empates cedidos no último minuto. Falta de atenção. Caímos no saldo de gols e a atuação desses três últimos jogos prova que poderíamos ter feito um campeonato muito melhor, bem longe da situação de perigo. Mas discutir os erros do passado não é o propósito desta carta, já que elas também não existiam naquele tempo.<br />
 <br />
Não adianta querer achar um culpado. Somos todos. Jogadores, diretoria, os treinadores que por este clube passaram e nós, torcedores. Sim, a torcida também tem sua parcela de culpa. Precisamos sentir a agulha na garganta para gritar por socorro. ACREDITAR, acreditamos, desde o começo. E acreditamos tanto que não acreditávamos nos tropeços que nos levaram à zona de rebaixamento. Foi aí que a manifestação se fez necessária. E se tivéssemos agido antes? Se em vez de reclamar, reclamar, reclamar, tivéssemos mostrado todo o nosso apoio? Será que chegaríamos ao ponto que estamos? Talvez não. <br />
 <br />
Serviu como lição. De que o apoio tem que ser constante e, na maioria das vezes, funciona mais do que a cobrança - também necessária, mas em sua devida medida e ao seu devido tempo. Tenho a certeza de que aprendemos e de que o comportamento da torcida será muito diferente daqui pra frente. E será muito importante que assim seja na Série B que nos aguarda. Paixão não tem divisão e cabe também a nós, torcedores, devolver o Figueirense ao lugar que ele merece, por tudo o quanto cresceu nestes anos seguidos de primeira divisão.<br />
 <br />
É duro cair para a Série B depois de tão acostumados a permanecer na elite? Sim, é duro. Mas é preciso encarar a realidade de frente.<br />
 <br />
O importante é que caímos, sim, mas caímos de pé, de cabeça erguida. E voltamos para a Série B numa situação muito diferente daquela em que enfrentávamos no ano de 2001, na última vez em que disputamos a segunda divisão. Ao longo dos últimos 7 anos, o Figueira ganhou projeção, respeito e não há dúvidas de que seremos temidos por nossos adversários em 2009.<br />
<br />
Muitos falam em iniciar uma reação, eu discordo. A reação já foi iniciada nesses três jogos que encerraram nossa participação na Série A. A arrancada rumo à primeira divisão já foi dada. Infelizmente, levaremos 38 jogos e não apenas os três que faltavam para seguirmos na elite, mas tudo conspira a nosso favor. Por mais que alguns tenham saído, a essência fica, o espírito de luta mostrado neste final de campeonato tem que ser o mesmo e cabe aos que ficaram passar essa energia àqueles que virão.<br />
<br />
De qualquer forma, temos no comando um treinador que certamente saberá como motivar esses jogadores para o retorno. Emocionou demais ouvir o Pintado falando, ao final do jogo contra o Inter, que o lugar do Figueirense é na primeira divisão. Mostra bem o quanto este digno treinador vestiu a camisa, assimilou a realidade do clube e tem noção do potencial que terá em mãos para o ano que chega.<br />
<br />
Os dias que se seguiram ao rebaixamento foram tristes para toda a nação alvinegra. É como fechar as malas e dar tchau no portão para alguém que se ama, com a esperança de voltar logo, mas sem a certeza de quando será esse retorno. É a sensação da cortina se fechando no palco após um grande espetáculo. É como acordar de um grande sonho.<br />
<br />
Mas é na dificuldade que se prova a grandeza. E chegou a hora do Figueirense mostrar ao futebol brasileiro qual é o seu verdadeiro lugar. Aventureiro de Série A?? Duvido. Temos a maior torcida do estado, uma torcida que foi exemplo neste final de 2008. Temos um clube que soube se estruturar. E temos verdadeiros guerreiros em campo. Por mais que o elenco se renove, a essência fica e os jogadores que sobem da base sabem bem o que significa jogar pelo Figueirense.<br />
<br />
O ano de 2009 vai mostrar ao Brasil, a todos aqueles que não acreditavam, que o Figueira é uma realidade. Espero do fundo do coração que este final de ano tenha servido como lição. Juntos... torcedores, jogadores, diretoria e treinador, vamos fazer do novo ano um ano de vitórias alvinegras. Temos um Catarinense, uma Copa do Brasil e uma Série B pela frente. E uma honrada história de reviravolta na retaguarda. Não tenho dúvidas de que será um sucesso.<br />
<br />
Obrigado, jogadores. Contem sempre com a gente. E para aqueles que saíram ou venham a sair, espero que levem o Figueirense sempre em suas recordações como um clube diferente de todos os que vocês já viram. Grandiosidade não é só tamanho de torcida ou estrutura, é espírito.
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				</description>
				
				<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 13:26:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						III Carta aos jogadores do Figueira
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/7395/45/iii-carta-aos-jogadores-do-figueira</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />O estado de Santa Catarina vive um momento delicado, mas pode esboçar um sorriso já no próximo domingo com a permanência do Figueirense na Série A do Campeonato Brasileiro, garantindo assim dois representantes catarinenses em 2009. É importante, até para o Avaí.<br />
<br />
A carta abaixo foi feita em nome de toda a torcida alvinegra.<br />
<br />
---<br />
Bravos guerreiros do Figueira,<br />
<br />
mais uma vez vocês nos emocionaram. Foram 90 minutos de agonia. Por 90 minutos, sofremos com vocês a cada lance. Podíamos estar longe, mas estávamos juntos. Cada um ao seu estilo, no radinho, na TV, em oração. E todos muito bem representados por aqueles que foram ao Engenhão. Por gente que abriu mão de um final de semana em casa, com a família, e superou muito chão, muita estrada pra dar essa força a mais ao nosso Figueira. Como foi bom ver as nossas bandeiras tremulando no estádio dos caras a cada gol que marcamos!! <br />
<br />
Esses ônibus, esses carros só saíram de Santa Catarina porque a torcida sempre ACREDITOU em vocês. E parece que estávamos certos. Dois jogos, duas vitórias. Não foi fácil, foi no suor de cada um de vocês, mas não é surpresa alguma para aqueles que acreditavam. Como também não vai ser surpresa a terceira vitória, no domingo, com uma grande festa no Scarpelli. <br />
<br />
Nós prometemos, nós vamos cumprir. No domingo vocês encontrarão um estádio lotado, jogando com vocês do pontapé inicial ao apito final. Não é jogo de título, mas é assim que vamos encarar, pelo compromisso firmado para os últimos três jogos. Milhares de torcedores cantando, apoiando até o fim; Acreditando na vitória. Fazendo uma grande festa nas arquibancadas pra celebrar a permanência do Figueirense na Série A e agradecendo a vocês pela garra apresentada nessa reta final.<br />
<br />
Ainda falta o jogo contra o Inter, mas escrevo com toda essa certeza porque vocês já mostraram pra gente, nos últimos dois jogos, que podemos contar com a dedicação de cada um. É assim que tem que ser. Somos os torcedores da arquibancada e vocês são os torcedores dentro de campo. É isso que temos visto. Das defesas do Wilson aos gols do Tadeu, passando por quem fica do lado de fora, como o nosso querido e não menos importante Ceará, que foi visto chorando no jogo contra o Náutico e entende como poucos o significado deste momento.<br />
<br />
“Por ti torcemos, por ti vibramos, Figueirense... és o nosso campeão”, diz um trecho do nosso hino. E é exatamente o que vai acontecer neste domingo. Vamos torcer, vamos vibrar e, se preciso for, vamos chorar. Mas que sejam lágrimas de alegria, a explosão de tudo isso que estamos passando ao longo das últimas semanas, principalmente pelo futebol, é claro, mas também pelo sofrimento da população catarinense. Que a nossa vitória seja o símbolo de uma imensa volta por cima.<br />
<br />
Nos últimos dias, Santa Catarina tem sido o centro das atenções, por conta de uma triste situação que foge ao controle do homem. O povo brasileiro tem manifestado um carinho especial pelo nosso estado. Um estado que vocês estão representando muito bem nas últimas semanas e para o qual vocês têm a chance de dar uma enorme contribuição neste fim de semana. Para que na segunda-feira as manchetes negativas fiquem de lado e os jornais publiquem: “Santa Catarina garante dois representantes na primeira divisão do futebol brasileiro”.<br />
<br />
Esqueçam a tabela, esqueçam os outros resultados. A nossa missão para as últimas três rodadas era “vencer, vencer, vencer”, como diz o hino da torcida, que em outro trecho cita: “Figueira, sua glória é lutar”. Esse é o espírito. Se lutarmos, se cumprirmos o último “vencer” do nosso objetivo, o destino vai se encarregar de nos recompensar com a permanência na primeira divisão.<br />
<br />
O momento é nosso, tudo está conspirando a nosso favor. O Figueira é o único clube que venceu os dois jogos nas últimas duas rodadas. O pior já passou e essa nova fase, desde a chegada do Pintado, tem sido fantástica. Não só pelos resultados, mas pela entrega de cada um. A mesma entrega que vocês terão por parte da torcida ao longo de cada um desses dias que virão até a partida contra o Inter. Estamos juntos e juntos vamos sair dessa.<br />
<br />
Repito que essa situação, o risco de rebaixamento, foi obra do acaso. Mais uma prova jogada em nosso caminho para mostrar a grandeza do escudo que vocês carregam no peito. Aliás, olhem para esse símbolo. Provavelmente, muitos de vocês não sabiam do que se tratava quando eram crianças. Mas desde aquele tempo já tinha muita gente sofrendo pra ver esse escudo no lugar que ele merece estar: na primeira divisão, representando o estado de Santa Catarina. Aconteceu!<br />
<br />
Hoje, o Figueirense é uma realidade para o Brasil. Hoje, qualquer criança sabe o que é o Figueira, reconhece esse escudo que vocês levam no peito. Há 7 anos, somos o orgulho catarinense na elite do futebol nacional. E continuaremos sendo, graças a vocês. Para que os filhos de vocês saibam o que é o Figueira... e tenham orgulho em dizer: “O MEU PAI JOGOU LÁ”. Para que vocês tenham orgulho em dizer que jogaram aqui!! E que fizeram parte de um capítulo importante na história do clube! Para que vocês tenham um final de ano feliz e possam colher frutos melhores em 2009.<br />
<br />
A torcida alvinegra ACREDITA em vocês. E encerro com versos de uma música da Resistência Alvinegra, que representa muito bem o sentimento de cada torcedor: “Figueira para sempre é o que nós iremos ser... eternamente, eu sou Figueira até morrer... nas horas tristes, nos momentos de prazer... Figueira para sempre”. E que os momentos do domingo a noite sejam de puro prazer. <br />
<br />
Espero de coração que estas humildes cartas tenham ajudado vocês a sentirem um pouco mais do nosso apoio, a afastar as nuvens que pairavam sobre o nosso clube. Tem que ser assim. Cada um fazendo o máximo que pode. Do cara que mora longe e escreve ao cara que imprime e leva para o aeroporto, passando por cada um que se emociona e passa adiante. Estamos unidos, fazendo o nosso máximo. Contamos com o máximo de vocês dentro de campo.<br />
<br />
Um forte abraço.
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				</description>
				
				<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 13:54:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						II Carta aos jogadores do Figueira
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/7363/45/ii-carta-aos-jogadores-do-figueira</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Queridos jogadores,<br />
<br />
Tentarei ser um pouco mais direto nesta segunda carta. Porque EU ACREDITO que vocês já entenderam o que significa para essa nação alvinegra permanecer na primeira divisão do Brasileiro. EU ACREDITO que vocês já entenderam a grandeza da camisa que vocês estão vestindo, a história recente do nosso Figueira, e EU ACREDITO que vocês sabem o quanto mereciam estar numa posição melhor no campeonato.<br />
<br />
Toda a mensagem daquela primeira carta foi muito bem assimilada por vocês e isso ficou bem claro na virada pra cima do Náutico. Que vitória! Que garra que vocês mostraram. Era disso que estávamos falando na primeira carta, de entrega. Foi de emocionar observar como o apoio das arquibancadas se traduzia no comportamento de vocês em campo. Jogadores e torcedores na mesma sintonia. Foi a vitória típica de uma arrancada rumo à permanência, tenham certeza. <br />
<br />
Aquela virada foi a virada do coração. Era assim que tinha de ser, afinal estávamos de técnico novo há apenas 3 dias. Agora é na bola também. E estou certo de que o Pintado sabe o melhor caminho para ficarmos. Mesmo tendo chegado há pouco, ele vibrou tanto quanto vocês a cada gol, ao final daquela vitória. Um cara que se entrega desse jeito, não está de pouco caso com a nossa situação. Confiem nele!<br />
<br />
Mas queria falar um pouco mais sobre esse Botafogo que vocês vão enfrentar, sobre estar longe de casa e sobre a nossa situação.<br />
<br />
O duelo com o Botafogo pela Copa do Brasil ainda está fresco em nossa memória, como já citei na primeira carta. Eliminamos um clube carioca na semifinal e em pleno Maracanã, com mais de 60 mil torcendo contra, graças a um gol do Cleiton Xavier aos 43 do segundo tempo. Um gol bem naquele espírito de entrega até o último minuto que vocês entenderam bem e que precisam manter nesses últimos dois jogos.<br />
<br />
O que marcou depois daquele jogo, porém, foram as palavras do Carlos Augusto Montenegro, então presidente deles, que chamou o Figueirense de time “medíocre”. Uma ofensa que até hoje não esquecemos e que vocês têm que levar pra dentro de campo. Afinal, é isso que vão pensar da gente mais uma vez se não sairmos de lá com um bom resultado.<br />
<br />
Medíocre??? Medíocre é o Botafogo que não paga salário em dia aos jogadores – e aqui no Figueira ninguém passa por isso. Medíocre é o clube que leva um gol no primeiro minuto de jogo e se entrega. Medíocre é o time que baixa a cabeça depois de levar dois empates seguidos. Medíocre é o time que não tem forças para reagir quando falta pouco tempo para o final do jogo. Medíocre é o time que se abala quando tem um jogador expulso. Medíocre é o time que não vibra com seus torcedores ao final de uma vitória dramática. Acho que vocês sabem do que estou falando. <br />
<br />
Aquele jogo contra o Náutico mostrou que vocês não são nada medíocres. Muito diferente disso. Vocês têm a oportunidade de voltarem do Rio como heróis. E, desta vez, o jogo é no Engenhão, com bem menos gente, menos pressão e menos dedicação por parte do nosso adversário. Mas a pegada tem que ser a mesma, do início ao fim. Pra conseguir uma vitória expressiva e dizer ao Brasil que o Figueira ainda vai ficar muito tempo na primeira divisão. <br />
<br />
Aliás, quem está há mais anos consecutivos na Série A? Botafogo ou Figueirense? Pois é, a história recente também joga a nosso favor. O Botafogo esteve na segundona em 2003, já o nosso Figueira não sabe o que é Série B desde 2001. Já são sete anos seguidos na primeira divisão e teremos muito mais depois desses dois jogos.<br />
<br />
E não pensem que por estarem longe de Florianópolis, estarão sem a nossa vibração. Vários de nós farão sacrifícios imensos para ir ao Engenhão, representando aqueles que não podem ir, mas que estarão ligados na partida, com o radinho na orelha, mandando a energia mais positiva que vocês possam receber e se emocionando a cada gol marcado.<br />
<br />
Por fim, um apelo que pode parecer distante do futebol, mas que pode ensinar muito para todos nós. A população catarinense, como vocês bem sabem, passa por um momento difícil. Pessoas perdendo as casas, muitas sem ter onde ficar. O orgulho deste estado está ferido. E vocês podem dar esperança a esse povo. Não só à grande maioria alvinegra, mas também àqueles que não ligam tanto para o futebol. É a oportunidade de mostrar que é possível dar a volta por cima quando tudo parece estar perdido, como vocês estão fazendo em campo.<br />
<br />
Neste domingo, vocês são os desabrigados, que estão longe de casa e que vão superar esse obstáculo na base da raça, para voltar ao lugar onde são queridos com a sensação de dever cumprido, para construir uma nova história daí em diante.<br />
<br />
O momento conspira a nosso favor – e os resultados do final de semana comprovaram isso. Estamos com vocês, bravos guerreiros do Figueira. E lembrem-se: uma grande festa, jamais vista na carreira de cada um, vos aguarda na volta a Florianópolis para o derradeiro jogo contra o Internacional. <br />
<br />
Saudações alvinegras desta torcida que ACREDITA no potencial de cada um de vocês.
					]]>
				</description>
				
				<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 12:00:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Carta aos jogadores do Figueira
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/7336/45/carta-aos-jogadores-do-figueira</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Não só pelo Figueirense, é pelo bem do futebol catarinense que publico a carta abaixo. Se não é das mais bem escritas, é das mais inspiradas e sinceras. É o respiro de quem ainda tem esperança.<br />
<br />
Em momentos críticos como esse, os jogadores têm de entender o quanto representam e quanto apoio têm. Injeção de ânimo, de positividade. Confiança. É disso que o alvinegro precisa para não cair.<br />
<br />
Não é fácil escrever em nome de uma torcida, mas válido sempre é.<br />
<br />
Estimados jogadores,<br />
<br />
aqui quem vos escreve é um dos muitos anônimos que estão sofrendo com a situação atual do Figueirense. O propósito desta carta é passar uma noção do que temos pela frente nesses próximos 3 jogos. Talvez vocês não tenham idéia do momento que nós estamos passando... talvez vocês não estejam enxergando a luz, mas ela existe.<br />
<br />
O Figueirense vem de 7 anos consecutivos na primeira divisão e não pode cair justo no ano em que o principal rival vem nos fazer companhia. E NÃO VAI CAIR se vocês se doarem um pouco mais em campo. Se jogarem com o coração, se entenderem a grandeza da camisa que estão defendendo.<br />
<br />
Estamos de técnico novo, que bom! Ele vai nos ajudar a procurar o melhor caminho, que ótimo!! Mas são vocês que estarão em campo, vocês que vão suar a camisa e vocês é que vão ficar marcados como heróis ou vilões. Vocês é que sofreram ao longo do campeonato inteiro, vocês é que sabem o quanto estamos preocupados, o quanto queremos ficar. O próprio Pintado sabe disso.<br />
<br />
Em 2001, conquistamos o acesso de forma heróica com um gol do Abimael, que pode até ser um desconhecido para a grande maioria de vocês, mas que estará guardado para sempre na memória de nós torcedores, como um dos maiores de nossa história. O mesmo pode acontecer com vocês, se forem os heróis que estamos precisando no momento.<br />
<br />
Em 2007, chegamos a uma final de Copa do Brasil e por muito pouco não ficamos com o título. Não foi fácil bater de frente com times da tradição de Botafogo e Fluminense, mas jogamos de igual para igual contra ambos. Alguns de vocês estiveram lá e podem se lembrar disso!! A superação veio da raça e da compreensão de cada um do quão importante era aquele passo para a história do Figueirense.<br />
<br />
Muitos de vocês estiveram na conquista do Catarinense deste ano mesmo... mais um título que veio na vontade e que fez do Figueirense o clube mais vezes campeão do estado. Um estado que pode iniciar um novo capítulo na história do futebol brasileiro se tiver dois representantes na Série A de 2009. E este capítulo está nos pés de vocês.<br />
<br />
O que temos pela frente? <br />
<br />
Um jogo no Scarpelli contra o ameaçado Náutico. Sejamos realistas: vocês são mais time que eles!! E estão EM CASA!! E vão conquistar essa vitória pra mostrar que não é qualquer um que bate o pé em nossa porta pra sentar no sofá, não!! Aqui quem manda é a gente... e o Náutico vai entender muito bem isso, sabem por quê?? Porque nós, torcedores, estaremos ao lado de vocês... incentivando cada jogada, aplaudindo o esforço de cada um!! Intimidando o visitante junto com vocês!! Mostrando que tradição em Série A temos nós!! E que nós é que vamos ficar!!<br />
<br />
Na seqüência, um Botafogo longe de casa. Um Botafogo que já nos provamos sermos capazes de superar na Copa do Brasil de 2007. Não teve Maracanã lotado que nos fez baixar a cabeça. E não vai ter Engenhão. Talvez muitos de vocês nem lembrem ou nem saibam, mas foi o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, quem desdenhou do clube que hoje vocês defendem. Querem passar por pequenos? É isso que seremos se cairmos. E isso não será bom para a carreira de vocês. Então, que marchemos como grandes ao Rio para mais uma vez impor respeito a esse Botafogo.<br />
<br />
E, na última rodada, tenham certeza... depois de terem vencido Náutico e Botafogo, vocês darão de frente com a maior festa, a maior corrente positiva já vista na carreira de cada um de vocês. Que venha o Inter, provavelmente despreocupado com o futuro. Se para eles, é só uma despedida antes das férias, para a gente vai ser decisão. Vai ser o jogo em que vocês vão provar para a gente que merecem vestir essa camisa. <br />
<br />
Estar neste clube não é pouca coisa. Perguntem aos que já estiveram aí e saíram. Perguntem ao Chicão, ao André Santos, ao Cícero, ao Soares, Carlos Alberto. Se não fosse pelo Figueira, nenhum deles estaria onde estão.<br />
<br />
Vocês sabem que não precisávamos passar por isso. Que tudo parecia fácil e que perdemos pontos de bobeira. Que vocês tinham capacidade de estar em melhor condição na tabela. Vocês sabem. <br />
<br />
Se as coisas deram errado lá atrás, se teve gente que não cooperou pelo bem do clube, paciência... tudo que temos são esses três jogos. Tenham certeza que a salvação heróica vai ficar marcada no currículo de cada um de vocês. Vocês não estão no Figueirense, vocês SÃO esse clube hoje. E é por isso que estamos com vocês. <br />
<br />
Contem com o nosso apoio! Estaremos com vocês jogo após jogo nessas últimas 3 vitórias que estão por vir... A energia que vocês vão receber das arquibancadas será diferente. Nós acreditamos na força do Figueira, que tantas vezes foi demonstrada nos últimos 10 anos e que agora está com vocês. Empenho é tudo o que pedimos. <br />
<br />
Para que o ano de 2009 possa ser diferente e cheio de alegria. Para que vocês não tenham de carregar o carimbo do rebaixamento no currículo de vocês pelo restante da carreira. Pra frente, Furacão!!! NÓS ACREDITAMOS NO NOSSO FIGUEIRA!!<br />
<br />
Um forte e sincero abraço de toda a nação alvinegra. 
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 11:19:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O fator Gattuso
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/7087/45/o-fator-gattuso</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />E não é que o Milan perdeu de novo no Italiano? Dois jogos, duas derrotas. Depois do Bologna, o Genoa... que adversários! Lanterna do campeonato ao lado do Cagliari... que companhias!! O que acontece com o rubronegro de Milão? <br />
<br />
Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Pirlo, Shevchenko, Pato, Seedorf... peças de qualidade não faltam! A reação automática é olhar para o banco de reservas. Em qualquer clube brasileiro, Carlo Ancelotti já estaria na rua. Não é o caso. O treinador tem todo o respaldo do presidente Adriano Galliani e precisa fazer muito pior para perder o cargo. <br />
<br />
Se o defeito não está no comando, onde está, então? Essa é uma pergunta que pode, sim, ter resposta. A falta de fibra apresentada contra o Genoa levou-nos a entender de que o Milan sente falta da figura de Gennaro Gattuso no meio-campo. A ausência do volante não é a causa das derrotas, mas seu retorno pode ser crucial para o retorno às vitórias.<br />
<br />
Por mais que o talento dos demais seja indiscutível, o Milan sem Gattuso é um time sem alma. Falta o líder, o cara que grita com os demais, que acorda o restante da equipe para a realidade. Pirlo não tem esse perfil. Pirlo é cérebro, Gattuso é coração. E, sem ele, o rubronegro não tem a menor vibração.<br />
<br />
Carlo Ancelotti precisa mudar o time nesse sentido. Caso não possa contar com Gattuso na próxima rodada, precisa colocar alguém com energia para exercer a função de líder emocional. Talvez seja o caso de resgatar Emerson, que pode não estar em sua melhor forma, mas por bastante tempo foi o Gattuso da nossa seleção.<br />
<br />
Aliás, o Milan padece de um mal muito parecido com o que vive a Seleção Brasileira: perda de respeito. Não deveria ser assim, mas os adversários, ainda que mais fracos, crescem contra o rubronegro, cientes de que podem vencê-lo. Foi o caso do Bologna, que depois de vencer o time de Milão, teve uma exibição muito fraca diante da Atalanta.<br />
<br />
O próximo duelo da equipe rossonera é contra a líder Lazio, que venceu os dois jogos disputados. Cenário ideal para a reabilitação moral. Ou para a perda total da mesma. A rapidez do argentino Zárate casou bem com a força de Pandev e a zaga milanista vai ter bastante trabalho com os atacantes da Lazio.<br />
<br />
Inter no caminho inverso<br />
<br />
Enquanto tudo dá errado para o Milan, a rival Internazionale trilha o rumo contrário. A sorte e a dúvida estão ao lado da campeã. Foi assim que José Mourinho e companhia bateram o Catania no sábado. O desvio da zaga na trivela típica de Quaresma e a certeza do juiz num lance difícil para qualquer legista garantiram a vitória interista. “É assim que se ganha um campeonato”, afirmou o treinador português após a partida, arrogante como sempre, mas com uma pitada de razão.<br />
<br />
O gol assinalado em lance duvidoso já levou muita gente a levantar a suspeita de que a Inter será favorecida na campanha pelo tetra. É muito cedo para uma acusação desse porte, mas tenham certeza de que o lance já está anotado na caderneta dos reclamões de plantão, ávidos por mais uma falha de arbitragem para instaurar a teoria da conspiração.<br />
<br />
Ainda no jogo da Inter, vale destacar a boa atuação de Maicon e a produtiva entrada de Mancini, que não pode ficar fora desse time. Conhecendo bem o perfil de Mourinho, já podemos nos preparar para um intenso rodízio do brasileiro com os portugueses Figo e Quaresma. O técnico português é daqueles que valoriza o elenco.<br />
<br />
Amauri é seleção!!<br />
<br />
Brasil ou Itália? Não se sabe. Quem for mais rápido, leva o atacante. O site da Gazzetta dello Sport destacou que Amauri afirmou, em momentos diferentes, estar “à disposição do treinador”, tanto para Dunga quanto para Lippi. O fato é que, pelo menos na Itália, o brasileiro está cheio de moral. <br />
<br />
Uma moral construída com gols decisivos como o deste domingo, diante da Udinese. Atacante vive de gol e Amauri conhece muito bem o caminho das redes. Iaquinta teve umas três oportunidades claras... não marcou. O brasileiro aproveitou uma sobra de bola e mudou o placar. Está explicado?<br />
<br />
Vira-virou!!<br />
<br />
A Roma começou com tudo pra cima do Palermo. Chegou com facilidade ao primeiro gol e achou que tinha o jogo na mão. De fato tinha, mas precisava se esforçar pra isso. O Palermo foi mais esperto. Organizado, buscou a virada e mereceu o placar de 3 a 1. <br />
<br />
Doni, desta vez, foi um coitado. Não teve culpa em nenhum dos gols. Até poderia ter saído com mais firmeza no terceiro, mas foi pego de surpresa pelo bom passe de Fábio Simplício. Entre os brasileiros, foi o meia do Palermo quem mais se destacou. Adaptado à função de armador, deu duas assistências para gol e criou uma outra oportunidade que poderia ter resultado no quarto gol.<br />
<br />
The Champioooons!!<br />
<br />
A Liga dos Campeões começa nesta terça-feira e já dispensa apresentações. Cada vez mais grandiosa, chega para a edição 2008/2009 com várias novidades na fase de grupos. Clubes pouco conhecidos como Cluj, Aalborg, Anorthosis e BATE Borisov se juntaram aos gigantes do futebol europeu e despertam curiosidade. Como vão se portar? Se estão onde estão, algum mérito eles têm.<br />
<br />
Qualquer prognóstico é difícil com a temporada tão no começo. Gigantes tradicionais como Real Madrid, Barcelona, Juventus, Inter de Milão, Manchester United e Liverpool sempre serão favoritos, mas o número de clubes em condição de levar o título é muito maior. Estou curioso pelo desempenho do Chelsea, com Felipão vivendo a sua primeira Liga dos Campeões. Vai prevalecer o espírito copeiro do gaúcho?<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Esquentando a pipoca para os imperdíveis jogos da Liga.
					]]>
				</description>
				
				<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 21:05:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Só isso, Chile?
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/7063/45/so-isso-chile</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Não me agradou em nada a goleada brasileira diante do Chile neste final de domingo. Não pelo futebol apresentado. Não pelas marcações da arbitragem. Não pelas alterações feitas por Dunga. Foi pelo resultado mesmo e pela ineficiência do ataque chileno. Admito: não queria que o Brasil ganhasse. E conheço um bom punhado de gente que também não queria. Estranho? Sim. Mas posso apostar que a vitória da Seleção Brasileira em Santiago foi uma das menos comemoradas em todos os tempos.<br />
<br />
A torcida contra cresce na mesma proporção em que a Seleção perde a simpatia do público. É isso que acontece. Vou falar por mim, sabendo que estou expressando o sentimento de muitos, mas sem tomar a palavra de ninguém. Não é nenhum tipo de antipatriotismo. É uma questão do mal pelo bem. Não quero torcer por Dunga como técnico. Não quero torcer por Josué e Mineiro. Não quero torcer pelo contra-ataque. Não quero um Gilberto Silva que foi excomungado do Arsenal. Não agüento o mala do Robinho.<br />
<br />
Sentimentos como esses se misturam com a simpatia por um ou outro atleta. Não acho, por exemplo, que Júlio César, Lúcio e Luís Fabiano tenham algo a ver com a antipatia do time brasileiro. Mas acabam pagando o pato. Pato. Eis outro que corre o risco de ser queimado jogando sob a tutela de Dunga como técnico. Melhor não ser convocado mesmo para não associar sua imagem com a de um time fracassado.<br />
<br />
O pior de tudo é que muitas vezes não adianta torcer contra. Hoje, por exemplo, o Chile não ajudou em nada. Talvez no pênalti não convertido pelo Brasil, que contou com o mérito do goleiro, sim, mas também com uma cobrança mal feita por Ronaldinho Gaúcho. De resto, o time chileno conseguiu dar mais raiva que o brasileiro. Dominaram as ações ofensivas por quase toda a partida, mas ameaçaram pouco o gol defendido por Júlio César. Um festival de finalizações erradas e tentativas de ludibriar a arbitragem.<br />
<br />
A nossa maior esperança, enquanto chilenos por um dia, era o craque Valdívia, que bem conhecemos por aqui. Mas nem o Mago resolveu. Começou no banco e foi expulso logo no começo do segundo tempo. Expulsão injusta, sob um ponto de vista mais chileno do que brasileiro. Luís Fabiano fez faltas piores – ou, no máximo, do mesmo nível – e recebeu apenas um amarelo. E o Chile acabou prejudicado no momento em que mais se aproximava do gol, aproveitando a vantagem numérica que deixou de existir naquele momento.<br />
<br />
A inoperância do ataque e a fragilidade deixaram até escapar um “bem feito” quando Luís Fabiano marcou o terceiro gol brasileiro. Era a antipatia mudando de lado. Afinal, a seleção chilena fez lembrar muito nessa partida o nervoso que o Brasil tem nos feito passar de uns tempos pra cá.<br />
<br />
Não significa, porém, que eu vá buscar a velha camisa amarela na gaveta e torcer como um louco contra a Bolívia. Afinal, se os chilenos não servem como parâmetro, o time boliviano fora de La Paz soa como um catado do campinho aqui perto de casa (repleto de bolivianos, por sinal). De coração? Espero que a Seleção Brasileira pense assim também, suba no salto, esqueça da bola e seja pega de surpresa. Quem sabe assim as coisas mudem e, com técnico de verdade, voltemos a torcer pelo Brasil.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Secando a amarelinha, mesmo em velada consciência.
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				</description>
				
				<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 01:35:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Tira-gosto à italiana
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/7047/45/tira-gosto-a-italiana</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Começou a edição 2008/2009 do Campeonato Italiano! Uma temporada que promete ser das melhores. Milan, Roma e Juventus se reforçaram para derrubar a hegemonia da atual tricampeã Inter de Milão, mas a equipe do matador Ibrahimovic também traz várias caras novas e não vai largar o osso facilmente. Melhor que isso: numa surpreendente rodada de abertura, merecidamente ou não, nenhum dos favoritos ao título ganhou e pelo menos três outros clubes despontaram como promissores: Udinese, Lazio e Torino.<br />
<br />
Milan 1 x 2 Bologna<br />
<br />
A grande surpresa da rodada foi a derrota do Milan em casa diante do Bologna. A festa estava toda armada para a estréia de Ronaldinho Gaúcho, a volta de Shevchenko ao San Siro. As imagens que antes do jogo mostravam o presidente Adriano Galliani orgulhoso, sorridente, e o técnico Carlo Ancelotti com ar de confiança, mudaram em menos de 90 minutos. O mandatário careca assumiu uma expressão assustada, enquanto o treinador apelou para seus cigarros para aliviar a tensão.<br />
<br />
O placar, porém, é enganoso. O Milan dominou o jogo ao longo dos 90 minutos, com uma atuação excelente do estreante Ronaldinho Gaúcho. Totalmente à vontade com a camisa 80, o brasileiro foi a referência do ataque milanista e cansou de deixar os companheiros na cara do gol, como aconteceu no gol de Ambrosini. <br />
<br />
A partida poderia muito bem ter terminado em 5 a 2, com cinco assistências do craque gaúcho. Por falta de sorte e de pontaria, no entanto, os gols não saíram e o Milan inicia esta temporada exatamente como encerrou a última: buscando recuperação.<br />
<br />
Sampdoria 1 x 1 Inter<br />
<br />
Não foi um resultado totalmente ruim para a dona do scudetto. E serviu para mostrar que a formação do ataque adotada por José Mourinho tem tudo para dar certo. Mancini e Figo nas pontas, com Ibrahimovic centralizado e muita movimentação. Foi assim que saiu o gol da Inter, numa tabela genial de Ibra e Mancini, com a finalização sempre certeira – ainda que destrambelhada – do atacante sueco.<br />
<br />
Roma 1 x 1 Napoli<br />
<br />
A Roma precisa aprender uma coisa: time que pretende ser campeão tem de mandar no jogo quando está em seu estádio. Isso é que é ser mandante. Em ritmo lento, porém, viu o Napoli brincar na grande área pra fazer o gol de empate e deixou o adversário segurar o resultado de 1 a 1 mesmo jogando com um a menos pela maior parte do segundo tempo. <br />
<br />
Como ainda é a primeira rodada e a próxima só acontece em duas semanas, dá tempo de corrigir. Mas a equipe da capital não pode continuar vacilando em casa se não quiser amargar mais um vice.<br />
<br />
Fiorentina 1 x 1 Juventus<br />
<br />
Um dos jogos mais bacanas da rodada. A Juventus fez 1 a 0 com um renascido Nedved e não deixou de atacar após o gol, mesmo com a Fiorentina em cima, buscando o empate. A expulsão do brasileiro Felipe Melo aos 39 do segundo tempo parecia ter minado as chances da Viola, mas o fantástico gol de Gilardino aos 44 provou o contrário. Um belo cartão de visitas do ex-milanista em sua chegada a Florença. <br />
<br />
Acredito que Gila tem tudo para dar certo na Fiorentina, com a seqüência de jogos que não conseguiu estabelecer quando estava no rubronegro de Milão. A parceria Gila-Mutu ainda não foi colocada em prática porque o atacante romeno está contundido, mas tem tudo para aterrorizar as defesas adversárias.<br />
<br />
As boas surpresas<br />
<br />
O campeonato começou com um gol de Di Natale. Ou melhor, dois. O segundo deles foi a maior pintura desta rodada de abertura. Pois é, a Udinese prova desde já que valeu à pena todo o sacrifício para manter o craque no Friuli. Não é fácil para um clube de médio porte resistir às ofertas milionárias, mas a Udinese pode ganhar muito mais com a permanência do camisa 10. É time pra incomodar os grandes na briga por vagas na Liga dos Campeões.<br />
<br />
O grande resultado da rodada foi obtido pela Lazio. Tudo bem que era contra o Cagliari, um forte candidato ao rebaixamento, mas começar goleando por 4 a 1 fora de casa é sempre estimulante, ainda mais porque o resultado deu à equipe a liderança provisória da tabela. E um destaque todo especial para o argentino Zárate. Estreando, o atacante de apenas 21 anos fez dois gols e mostrou desde já que tem tudo pra ser uma das revelações do campeonato.<br />
<br />
Por fim, um bom início também do Torino, que mostrou autoridade diante do Lecce em casa e ganhou por 3 a 0. Resultado importantíssimo para dar confiança a uma equipe que ainda precisa reconquistar o respeito que já teve um dia.<br />
<br />
É uma pena que agora o campeonato faça uma pausa para as Eliminatórias. Ficamos com uma rodada de estréia perdida no meio do nada e só a partir da segunda os clubes terão a oportunidade de estabelecer uma seqüência de jogos para mostrar sua real condição. Serviu pelo menos como um bom tira-gosto dessa ótima temporada que está por vir.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Ansioso para ver Ronaldinho Gaúcho em ação mais uma vez.
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 12:20:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Ah, a Euro!!
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6803/45/ah-a-euro</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Foram exatos 22 dias de uma disputa emocionante. Um evento de primeiro mundo, com organização exemplar. Em campo, grandes partidas, belos lances, exibições verdadeiras de raça e amor à camisa. Sem falar na qualidade das transmissões. Pouco mais de três semanas que deixaram até o futebol nacional em segundo plano. Corinthians, São Paulo, Flamengo dividiam as discussões nos bares com Itália, Portugal, Turquia, Holanda... Foi fantástico acompanhar a Eurocopa 2008, ainda que pela televisão, e observar como o país do futebol vai aprendendo, aos poucos, a respeitar e admirar o que vem de fora. Como bem definiu o slogan da TV Record, a Eurocopa “é muito mais que futebol”. <br />
<br />
Foram partidas emocionantes e de alta qualidade técnica do começo ao fim – salvo algumas raras exceções como Áustria x Polônia. De resto, só jogão. E é de trás pra frente que vamos analisar o que suíços e austríacos tiveram a honra de ver em seus gramados.<br />
<br />
A decisão<br />
<br />
Que jogo, que xadrez, que final!! E que exibição do time da Espanha. A Fúria exibiu contra a Alemanha aquilo que há muito tempo se espera: personalidade. O que se viu em Viena foi uma seleção espanhola hiper-determinada, disposta a entregar a alma em troca da taça. E foi exatamente assim que se definiu o confronto.<br />
<br />
Sabedores de que o time alemão não desperdiçaria uma chance sequer, como vinha sendo ao longo de toda a Euro, os espanhóis simplesmente anularam o rival. Podolski e Lahm não encontravam espaço pela esquerda - e as alternativas pelo meio paravam na ótima marcação da Fúria. Desta forma, a Alemanha, pouco ameaçou o gol do ótimo Casillas.<br />
<br />
A atuação do meio-campo espanhol foi perfeita. Marcos Senna era um leão à frente da zaga, já contando com o bom trabalho dos falsos volantes que o acompanhavam e davam início ao combate. Xavi, Iniesta e Fábregas são jogadores de boa marcação que sabem o que fazer com a bola nos pés. Com isso, o contra-ataque era um “deus-nos-acuda” para a marcação alemã. O trio disparava com leveza invejável - e ainda tinha a companhia de David Silva.<br />
<br />
Ainda que Villa desfalcasse a equipe, o técnico Luís Aragonés soube aproveitar muito bem a presença de área de Fernando Torres. Não foram poucas as vezes que ‘El Niño’ ficou no mano a mano com a zaga alemã. Aliás, foi justamente numa dessas ocasiões que saiu o gol do título... um gol de artilheiro, que contou com a saída errada de Lehmann.<br />
<br />
Só não deu para entender a alteração de Joachim Low no intervalo, trocando Phillip Lahm por Jansen. Por mais que o objetivo fosse proteger melhor a defesa, o baixinho era um dos poucos do time com ginga e habilidade para superar o bloqueio espanhol, como já fizera na semifinal diante da Turquia.<br />
<br />
Kevin Kuranyi, mais um brasileiro naturalizado, também não entrou bem. Nervoso, pouco produziu na frente e ainda parava bons lances com falta. Na melhor oportunidade, cruzou forte demais para Mario Gómez. Entrou para ser o salvador da pátria, mas não era a pátria certa.<br />
<br />
O título europeu não só comprovou a personalidade, como dá ao time espanhol a confiança que faltava para bater de frente com os grandes. Agora campeã européia, a Espanha é uma seleção temível, sim, que merece o respeito até de Brasil e Argentina. Quem sabe não pinta, enfim, uma boa campanha em Copa do Mundo. Até hoje, a única seleção que conquistou o planeta logo após vencer uma Euro foi a Alemanha de 72-74.<br />
<br />
As surpresas<br />
<br />
Para chegar à decisão, Alemanha e Espanha superaram nas semifinais as grandes surpresas do torneio: Turquia e Rússia.<br />
<br />
Os turcos foram, por um momento, os queridinhos da Euro, pela forma como conseguiram chegar às semi, com vitórias sempre no soar do gongo. Foi assim na primeira fase, contra a Suíça e a República Tcheca, e depois, nas quartas-de-final, com o histórico duelo diante da Croácia. O gol sofrido aos 13 do segundo tempo da prorrogação foi uma sentença de morte não aceita pelos turcos, que chegaram aos pênaltis moralmente vitoriosos para selar a vaga. E quando sonhar com uma nova glória parecia demais, a desfalcadíssima seleção turca deu um trabalho danado para a Alemanha, que penou para conseguir os 3 a 2. Uma campanha para ser lembrada tanto quanto a do terceiro lugar na Copa de 2002.<br />
<br />
Já a Rússia chegou, digamos, com um pouco mais de mérito entre os últimos quatro. Muito disso em função da complicada vitória sobre uma Holanda que era sensação até então. Uma trajetória com o dedo justamente de um holandês. Sem jogadores badalados, o técnico Guus Hiddink fez o meia Arshavin, camisa 10 da Rússia, voltar do torneio como um dos atletas mais valorizados do último mês. Na definição dos semifinalistas, um possível título russo já era encarado com naturalidade. Faltou, porém, o comprometimento do jogo anterior. O time relaxou demais... e levou mais uma goleada da Espanha.<br />
<br />
Favoritos pelo caminho<br />
<br />
As quartas-de-final trataram de mudar tudo que se pensava sobre as seleções favoritas até então.<br />
<br />
A Holanda, tida como melhor equipe da competição, depois da excelente primeira fase com goleadas sobre Itália e França, parou na marcação russa. De nada valeram os gols. De nada valeu o show. Os holandeses deixam mais uma vez a marca do bom futebol, da habilidade... e só.<br />
<br />
Já a Itália, passou a Euro tentando se reabilitar do “sacode” que levou da Holanda logo na estréia. Donadoni mexeu aqui, mexeu ali, empatou com a Romênia. Mexeu mais um pouco e ganhou da França. A vaga tinha um semblante de renascimento. Parecia que, a partir dali, tudo iria mudar. Donadoni, então, mudou o time mais um pouco, para superar os desfalques de Pirlo e Gattuso. E o “catadão” italiano não se achou diante da Espanha. Uma derrota nos pênaltis, para ser ainda mais amarga. E foi ali que os espanhóis começaram a acreditar.<br />
<br />
Também tinha Portugal. A primeira fase foi tranqüila. Liderança garantida em dois jogos, a seleção lusitana se deu ao luxo de jogar com os reservas diante da eliminada Suíça. O que não estava muito nos planos era a segunda posição da Alemanha na outra chave. Jogar com croatas, austríacos e poloneses seria bem mais tranqüilo. E, faltou, mais uma vez, o bendito do centroavante. Nuno Gomes marcou, Postiga também, mas o bombardeio no fim do jogo com a Alemanha era digno de mais. Há quem culpe Cristiano Ronaldo. Realmente o melhor do mundo não jogou tudo o que sabe. Mas a coisa já estava bem esquisita quando Felipão foi anunciado como técnico do Chelsea bem no meio da Euro.<br />
<br />
O resto<br />
<br />
O resto... bom, o resto foi resto mesmo.<br />
<br />
A França vai ser órfã de Zidane como foi de Platini até o surgimento de Zizou. Grupo da morte é uma ova. O time francês até tem alguns bons jogadores, mas não fez cócegas nem na Romênia, que só tinha o Mutu. E ganha prêmio quem entender como Trezeguet não tem lugar nessa seleção. Medíocre.<br />
<br />
A República Tcheca foi traída pelo azar. Com os melhores da linha contundidos, só sobrou Petr Cech. Sozinho, o goleirão do Chelsea ainda vacilou no gol da Turquia. E ficou por isso mesmo.<br />
<br />
A Suécia provou que Ibrahimovic, sozinho, não faz milagre. Muito menos quando está se tratando de um problema no joelho.<br />
<br />
A Grécia... enfim, essa parou em 2004. Jura que alguém acreditava de novo neles?<br />
<br />
Pra finalizar, Áustria e Suíça já mandaram um recado à Polônia: jogar em casa faz mesmo a diferença... desde que se tenha um time!!<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Torcendo pra não vingar a idéia do Platini de aumentar o número de participantes para 24. Aí vira Copa do Mundo...
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 03:03:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O gigante sueco
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6667/45/o-gigante-sueco</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Que final de Campeonato Italiano!! Um dos roteiros mais bem escritos pelos deuses do futebol, cheio de heróis e vilões, voltas e reviravoltas. Materazzi quase foi o grande vilão, mas foi salvo pelo sueco Ibrahimovic, o mocinho da vez, um cara que garantiu pra sempre o respeito dos italianos após a atuação do último domingo.<br />
<br />
Foram 38 rodadas de indas e vindas, como em qualquer campeonato de pontos corridos no mundo, mas com um final eletrizante. A Inter de Milão disparou na ponta, fez um primeiro turno fantástico, demorou 26 rodadas pra conhecer a primeira derrota e, com tudo, isso deu a impressão de que levaria o tri da maneira mais tranqüila possível, pra coroar o ano de seu centenário.<br />
<br />
O vacilo de Júlio César contra o Napoli, no jogo que derrubou a invencibilidade, mostrou que as coisas não seriam assim tão fáceis. E as maiores emoções ficaram guardadas para as três últimas rodadas.<br />
<br />
Primeiro, a vitória do Milan sobre a Inter a apenas três rodadas do final. O que poderia ser a consagração do centenário, com uma festa justamente diante do maior rival, virou sinal de alerta. Pior: o rubronegro comemorava ali o tão sonhado lugar entre os quatro primeiros, posição que o levaria à próxima Liga dos Campeões.<br />
<br />
A penúltima rodada, então, merece um Oscar. Tudo pronto para a comemoração interista, em casa, contra o modesto Siena, já sem pretensão alguma. E não é que eles complicaram? O empate em 2 a 2 no segundo tempo foi deixando a Inter nervosa, até que veio o pênalti. Tudo pronto para um repeteco de 2007: Materazzi na bola para fazer o gol do título contra o Siena, da marca penal, exatamente como no ano passado... até que Manninger defendeu. A Roma ganhava o jogo dela e ficava a um ponto da liderança. Bateu o desespero na equipe de Milão e ninguém conseguiu tirar a igualdade do placar.<br />
<br />
Tudo para a última rodada. Ironicamente, os jogos de Inter e Roma, que pleiteavam a taça, eram justamente contra Parma e Catania, que lutavam para não cair. Um verdadeiro vale-tudo na rodada final. A Roma sonhava, mas não tinha obrigação, já que havia praticamente “desistido” do título há algum tempo. A pressão estava toda sobre a Inter, que não podia perder o scudetto depois de 32 rodadas seguidas na liderança. Seria uma decepção enorme para o ano do centenário.<br />
<br />
Começam as partidas do domingo decisivo. A Roma demora apenas 9 minutos para fazer o primeiro gol, com Vucinic. As atenções se voltam todas para a chuvosa cidade de Parma. E a Inter não conseguia sair do zero com o time da casa. Foi assim até o final da etapa inicial. Faltando 45 minutos para o final do campeonato, o título estava com a Roma.<br />
<br />
Foi aí que Roberto Mancini resolveu arriscar. Olhou para o banco e viu entre suas opções o sueco Ibrahimovic, artilheiro da equipe na temporada. Ibra não jogava desde março, porque se contundiu. Foi praticamente descartado para o restante do campeonato, mas recuperado às pressas quando a coisa apertou. Quase entrou como titular, mas não tinha condições para jogar os 90. Naqueles 45 finais, porém, era imprescindível.<br />
<br />
Pois Ibrahimovic entrou, aos 6 do segundo tempo... e resolveu!! Precisou de 10 minutos para fazer o primeiro, dcepois ainda fez o segundo e saiu consagrado como o grande herói do tricampeonato italiano para Inter!! Justo, muito justo, para um craque com a capacidade desse gigante sueco. <br />
<br />
E Ibrahimovic não é só o herói da conquista deste ano, é o mais autêntico campeão italiano da atualidade. Dentro de campo, venceu os campeonatos de 2005 e 2006 com a Juventus – por mais que os títulos tenham sido revogados, a campanha foi mérito dos jogadores e entre eles estava o sueco. Depois, repetiu o feito com a Inter em 2007 e 2008 pela Inter de Milão.<br />
<br />
Com 193 centímetros, poderia ser apenas mais um grandalhão do futebol nórdico. Porém, o camisa 8 da Inter consegue reunir em todo seu corpanzil a força e a habilidade, é um dos atacantes mais completos do mundo e foi o maior injustiçado na eleição da Fifa em 2007. Ibra merecia estar, no mínimo, entre os cinco primeiros do mundo e não entrou nem na lista dos 30. Espero que a justiça seja feita em 2008.<br />
<br />
Sorte da Inter de Milão ter um craque como ele no elenco. Afinal, só o gigante sueco teve a capacidade de resolver.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Achando que bom é o Acosta...
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 20 May 2008 12:04:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Parabéns
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6629/45/parabens</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Coisa ruim ou coisa boa? A escolha é de cada um. Muitas vezes o que é negativo ganha mais destaque na mídia, até por um senso de responsabilidade. É preciso mostrar o que acontece de errado, para que se aprenda com os erros, para que a justiça se faça presente. Não se pode suprimir, no entanto, o lado positivo dos fatos, e que são muitos por sinal. Assim, após uma semana de tantas comemorações pelo Brasil e pelo mundo, vou dedicar a coluna exclusivamente a parabenizar aqueles que fazem sorrir.<br />
<br />
Começo dando os parabéns ao Palmeiras, digníssimo campeão paulista, com uma bela goleada na decisão contra a Ponte Preta. Parabéns ao competente Vanderlei Luxemburgo, que sabe como poucos montar uma boa equipe, não apenas dentro de campo, mas também na escolha do elenco. E parabéns ao Valdívia, esse irreverente chileno que arranca sorrisos até de quem não é palmeirense e que surpreende não apenas pelos dribles, mas também pela humildade de reconhecer, por exemplo, a importância do ex-comandante Caio Junior para o sucesso que conquistou no futebol paulista.<br />
<br />
Parabéns também ao “meu” Figueirense, que se faz cada vez mais gigante no futebol de Santa Catarina, com a conquista do título estadual pela 15ª vez na história, deixando para trás todos os rivais. Que o único clube catarinense na elite do futebol nacional repita esse sucesso no Brasileirão.<br />
<br />
Parabéns ao Flamengo, campeão do Rio de Janeiro com uma virada sobre o Botafogo na decisão. Parabéns a Joel Santana, que fez um trabalho excelente desde o ano passado e foi muito transparente ao conduzir o clube até o final, mesmo tendo acertado um merecido contrato com a seleção da África do Sul. Parabéns novamente ao Flamengo pela escolha de Caio Junior como sucessor. Mesmo vice-campeão em Goiás, o ex-técnico do Palmeiras tem tudo para fazer uma ótima campanha com o Fla no Campeonato Brasileiro.<br />
<br />
Parabéns ao Internacional, não apenas pela conquista do Campeonato Gaúcho, mas pela vontade com a qual encarou a final, buscando o gol sempre, mesmo com o título já decidido a seu favor. Neste sucesso, um parabéns especial a Abel Braga e Fernandão, que creditam o Colorado como um dos favoritos ao título nacional.<br />
<br />
Parabéns ao Cruzeiro, inquestionável campeão mineiro. Parabéns ao Vitória, que volta à primeira divisão do futebol nacional como campeão baiano. E neste quesito cabe também os parabéns aos paranaenses do Coritiba, que também retornam para a elite com a faixa de campeão no peito.<br />
<br />
Parabéns ao Itumbiara, surpresa do Campeonato Goiano. Parabéns ao Holanda, campeão no Amazonas. Parabéns ao Fortaleza, bicampeão cearense. Parabéns ao CSA, campeão das Alagoas. Parabéns ao Mixto, campeão mato-grossense.<br />
<br />
Cabe também dar os parabéns ao Corinthians, pela sensacional partida diante do Goiás na última quarta-feira, garantindo passagem para as quartas-de-final da Copa do Brasil. Nesta levada, entram também os parabéns ao Sport, que já havia conquistado o título de campeão pernambucano, e impôs respeito ao Palmeiras na mesma Copa do Brasil.<br />
<br />
Internacionalmente, parabéns ao Real Madrid, bicampeão espanhol após adotar uma equipe não tão galáctica, mas com bons jogadores que entenderam bem o senso de conjunto. E parabéns também ao Bayern de Munique, pela ratificação do título alemão já esperado há muito tempo pela campanha tão superior ao longo da temporada. <br />
<br />
O clube da Baviera só decepcionado pela queda na Copa da Uefa, mas neste caso ficam registrados os parabéns para o Zenit, da Rússia, que não se intimidou com a grandeza do adversário e fez bonito na goleada por 4 a 0. A decisão inusitada vai ser contra o Glasgow Rangers, que chegou da maneira mais escocesa possível: nos pênaltis, após dois empates por 0 a 0. Esses ficarão sem os meus parabéns.<br />
<br />
Parabéns ao Campeonato Inglês, que terá emoção até a última rodada, com Manchester e Chelsea chegando empatados no derradeiro domingo. E parabéns a esses mesmos clubes, pela classificação à decisão da Liga dos Campeões que solidifica a virada do futebol inglês, hoje o mais atraente do mundo, com diversos craques internacionais. No caso dos Blues, um parabéns especial pela persistência mesmo após ter um gol anulado na prorrogação e congratulações também a Drogba, pela ótima atuação na semifinal diante do Liverpool.<br />
<br />
E, pra finalizar, parabéns ao Milan, que bagunçou o Campeonato Italiano com a vitória de domingo sobre a Inter de Milão. Os gols de Kaká e Inzaghi deram uma sobrevida à Roma na disputa pelo título, jogaram pressão para cima da arqui-rival, que lidera com apenas três pontos de vantagem, e colocaram o rubronegro finalmente no G-4, objetivo traçado desde o começo do ano, quando o clube estava abaixo da décima posição. Uma caminhada digna de aplausos que ainda tem duas rodadas para ser consolidada.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Batendo palminhas ou não.
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 06 May 2008 08:27:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Finais
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6575/45/finais</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Clima de decisão nos principais estaduais do Brasil. Por mais que a fórmula de pontos corridos tenha sido bem assimilada pelo brasileiro, o sistema com finais combina muito mais com os campeonatos regionais, até mesmo pelo caráter de tiro curto que adquiriram nos últimos anos, com o novo calendário do futebol nacional. Jogos cheios de rivalidade, para serem guardados na memória dos torcedores, que muitas vezes sentem falta daquele clima de tudo ou nada que por anos imperou também no Brasileirão.<br />
<br />
Duelos assim têm um charme especial pelo simples fato de reunir duas torcidas próximas, de colocar esportivamente em lados opostos gente que discute o futebol no dia-a-dia. Existe realmente o lado negativo por conta dos conflitos de torcedores, mas vale lembrar sempre que se trata de uma minoria, quase sempre representantes de organizadas. Para o torcedor comum, aquele que reúne a família em casa para um churrasco até a hora do jogo, o espírito de decisão é muito saudável. Quantos lares não param a tarde de domingo para se reunir em frente à televisão? Temos que nos importar também com esse tipo de torcida.<br />
<br />
Por conta de tudo isso, vejo um brilho muito maior nas decisões que reúnem os grandes clubes de cada estado, quando o título é decidido num clássico. Os mineiros, por exemplo, viverão dias intensos com uma final entre Atlético e Cruzeiro. Flamengo e Botafogo fazem a disputa no Rio de Janeiro... e os paranaenses terão o famoso Atletiba na decisão. Não dá para negar que são duelos muito mais charmosos que Palmeiras x Ponte Preta pelo Paulistão, ou Internacional x Juventude no Rio Grande do Sul.<br />
<br />
Ainda assim, a presença de equipes do interior numa final tem também o seu lado positivo. A Ponte Preta vive dias especiais e, por merecimento, terá as atenções da mídia até o campeonato terminar, um espaço que dificilmente teria sem a presença na final. Serão dias inesquecíveis para a população de Campinas, assim como para os habitantes de Caxias na decisão contra o Inter, embora o Juventude já tenha conquistado alguns títulos nos últimos anos.<br />
<br />
Com os grandes, com os médios ou com os pequenos, as finais estaduais geram uma grande expectativa e serão muito agradáveis de serem acompanhadas. É uma pena que estados como Bahia e Pernambuco tenham sistemas diferentes, com a definição do título em um quadrangular e um hexagonal, respectivamente. Os clássicos acontecem do mesmo jeito, é verdade, mas faz falta aquela concentração polarizada das atenções para apenas dois times.<br />
<br />
O brasileiro é criativo por natureza e as fórmulas alternativas aos pontos corridos são muito interessantes de serem analisadas, principalmente quando garantem emoção do início ao fim. É o que acontece, por exemplo, em Santa Catarina. O Figueirense, como campeão do primeiro turno, já tinha presença garantida na final, mas continuou motivado no segundo turno, porque uma nova conquista garantiria o título antecipado. Deu Criciúma, na última rodada, após duelo intenso com o Avaí, e a decisão promete.<br />
<br />
A análise específica de cada uma das finais, no entanto, guardo para uma próxima coluna.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Imaginando quem serão os campeões em cada estado.
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 13:17:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O limite de Romário
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6544/45/o-limite-de-romario</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />O futebol não conta mais com Romário de Souza Faria. O Baixinho decretou seu adeus cheio de serenidade e parece que foi pra valer. Certamente ainda o veremos jogando em partidas comemorativas, festas, campeonatos de futevôlei ou futebol de areia, mas a saga romariana em jogos oficiais está encerrada. <br />
 <br />
Romário foi único. Não vai surgir outro igual. Com a marra dele, com a falta de vontade para treinar e, principalmente, com tanta intimidade com o gol. O papo dele não era com a bola, era com as redes. Não que não tenha esbanjado categoria com a redonda nos pés, pelo contrário, mas todo carinho a ela dispensado tinha o claro objetivo de mandá-la para o gol, de adicionar mais um tento à conta que chegou a 1002.<br />
 <br />
Descrever a carreira do craque para ilustrar o quanto ele significa é desnecessário, até porque todos os jornais, revistas e programas de televisão cuidarão disso, com justiça, nesses dias que se seguem - e por muito tempo ainda. Romário faz parte da história do futebol.<br />
 <br />
Prefiro usar este espaço para contar um pouco do que Romário significa para mim. O Baixinho foi, certamente, meu primeiro grande ídolo no futebol, esporte que comecei a acompanhar com afinco no início dos anos 90.<br />
 <br />
A primeira lembrança marcante que tenho é das Eliminatórias para a Copa de 94, mais precisamente 93. Rádio e televisão defendiam ferrenhamente a convocação do Baixinho para a seleção do Parreira. Foi o meu pai quem me explicou que Romário era um atacante fantástico que jogava na Espanha, assim como o Bebeto, que era do La Coruña. <br />
 <br />
Fossem os tempos de hoje, bastava um Google e, rapidamente, saberia tudo a respeito de Romário. Na época, porém, ficava atento ao horário dos noticiários esportivos para saber mais sobre ele. Começava também o meu fascínio pela revista Placar.<br />
 <br />
Foi naquele fatídico e decisivo jogo das Eliminatórias diante do Uruguai, porém, que eu tive uma noção mais precisa do quanto aquele cara era fera. Dois gols fantásticos, Brasil classificado para a Copa, a primeira que eu acompanharia de verdade. E o que aconteceu nos gramados dos Estados Unidos dispensa descrição. Ali, Romário se tornou meu ídolo.<br />
 <br />
Acho um erro dizer que ganhou a Copa do Mundo sozinho. Vale somente como figura de linguagem para dar dimensão de sua importância. A janela do avião na chegada ao Brasil, no entanto, foi um espetáculo à parte. O matador não só ganhou aquele troféu como o fez cheio de vontade, de prazer.<br />
 <br />
Os anos que se seguiram trouxeram Romário de volta ao Brasil e, com ele, as polêmicas, fruto de sua autenticidade. Sem politicagem, sem psicologia barata, sem média com nada ou ninguém, o Baixinho sempre falou o que deu na telha. A falsidade passou longe desse cara e, com isso, ele só ganhou mais admiradores.<br />
 <br />
Na Seleção, veio a parceria com o fenomenal Ronaldo, até hoje o único que pode ser considerado tão ídolo quanto Romário. Batizada de Ro-Ro, foi provavelmente, a dupla de ataque mais espetacular que o Brasil formou desde que o futebol passou a ser jogado sem a figura do ponta, com dois atacantes pelo meio.<br />
 <br />
Uma dupla que tinha tudo para arrebentar na Copa de 98, não fosse o corte do Baixinho, às vésperas da competição, uma saída que certamente abalou o elenco. A simples presença de Romário no grupo era importante, até porque ele mesmo garantia a recuperação para a fase eliminatória da Copa. Quem sabe não seria ele o substituto ideal para Ronaldo na final com a França? A história poderia ser outra.<br />
 <br />
A essa altura, Romário já tinha mais de 30, mas não queria saber de parar. O ano de 2000 foi espetacular, com a conquista do título Brasileiro pelo Vasco. Quando Felipão assumiu a Seleção Brasileira, ganhou até a faixa de capitão, mas se desentendeu com o técnico gaúcho e perdeu a chance de jogar a Copa de 2002.<br />
 <br />
Muitos acham que ele poderia ter pendurado as chuteiras ali, no auge, mas o Baixinho sempre foi apaixonado por gols e não pararia enquanto pudesse fazê-los. Traçou o objetivo de chegar à marca de 1000 e causou muita polêmica em sua contagem, mesmo para aqueles que o consideravam um astro decadente.<br />
 <br />
Ameaçou parar algumas vezes, mas não conseguiu abandonar o vício do gol. Não precisava mais correr como antes. Era só esperar na posição certa, que ele sabia muito bem qual era, e mandar para dentro. Seguiu assim, fazendo e acontecendo no futebol do Rio de Janeiro, até a chegada do gol 1000, também pelo Vasco. A reta final da contagem romariana foi fervorosa e causou ansiedade por todo o Brasil no ano de 2007.<br />
 <br />
Com o objetivo alcançado, no entanto, Romário aquietou-se um pouco. Faltava motivação. O Baixinho voltou a ser notícia em 2007 quando, numa decisão polêmica, Eurico Miranda decidiu que ele seria o treinador interino em uma partida da Copa Sul-Americana, contra o América, do México. <br />
 <br />
Aquele foi um jogo especial pra mim. Tratava-se de um momento histórico e eu estava coordenando a transmissão pela Band. Foi uma noite especial, principalmente quando o técnico-jogador promoveu sua própria entrada em campo. Só faltou o gol. Uma pena.<br />
 <br />
Uma suspensão por doping no final do Brasileiro daquele ano tratou de distanciar o craque da bola. A função de treinador do Vasco ainda o manteve perto dos gramados, mas dali, da beirada do campo, ele não podia fazer gol.<br />
<br />
A personalidade forte de Romário impediu que ele continuasse como técnico, sendo contrariado pelo presidente Eurico Miranda. Pedido de demissão e tempo para refletir. O Baixinho refletiu e concluiu que chegou ao seu limite. <br />
<br />
Quem viu, viu. Quem não viu, faça louvor à modernidade, pois poderá assistir a grande maioria de seus gols.
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 12:37:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Sem surpresa
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6519/45/sem-surpresa</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />A fase de quartas-de-final da Liga dos Campeões terminou sem nenhum resultado que surpreendesse. A zebra, desta vez, não passeou pela Europa, como em anos que levaram Porto e Mônaco à final ou Villarreal às semifinais. Dos quatro duelos desta temporada, o que mais se aproximou de um desfecho inusitado foi Chelsea x Fenerbahçe.<br />
<br />
O clube turco dirigido por Zico se portou muito bem diante dos Blues, principalmente se levada em consideração a enorme diferença de elenco entre os dois times. O Galinho fez uma excelente leitura desta questão. No Chelsea, sai Drogba, entra Anelka. O Fener não tinha peças de reposição com tanta qualidade.<br />
<br />
Ainda assim, o Fenerbahçe complicou as coisas, jogando da forma que podia, admitindo a condição de clube pequeno para o tamanho do torneio. Diante de uma fortíssima marcação, os turcos foram pouco ao ataque, nas duas partidas, mas quando avançaram, levaram perigo ao gol inglês. <br />
<br />
No primeiro jogo, duas finalizações felizes resultaram em gol e iludiram grande parte da torcida e também da imprensa brasileira, eufórica com Zico. Já na partida de volta, o que surpreendeu foi a postura do Chelsea, respeitando demais a equipe do Fenerbahçe. O gol logo no começo fez os Blues recuarem, com alta eficiência na marcação, reconheça-se, e ainda assim o clube turco levou perigo. Só não empatou o jogo por causa de duas ótimas defesas de Hilário.<br />
<br />
A eliminação do Fenerbahçe foi digníssima. A campanha da equipe turca nesta temporada fica marcada na história. E Zico pode se sentir altamente responsável, principalmente pelo elenco que montou, com toda limitação financeira, apostando em jogadores conhecidos do futebol brasileiro como Lugano, Maldonado, Alex, Deivid e Edu Dracena.<br />
<br />
Emoção à inglesa<br />
<br />
O duelo mais interessante das quartas-de-final foi visto na Inglaterra. Liverpool e Arsenal proporcionaram ótimos jogos, principalmente o segundo no Anfield Road. Uma partida de seis gols para calar aqueles que se acostumaram a estigmatizar o futebol inglês como ‘jogo chato de chuveirinho’.<br />
<br />
A experiência e tradição em Liga dos Campeões pesaram a favor do Liverpool, mas o Arsenal deixa a competição sob aplausos e com recado anunciado: vai incomodar muito nos próximos anos. Trata-se de um time jovem e cheio de personalidade. Com tempo e o entrosamento, será difícil segurar garotos como Walcott, Fabregas e Hleb. Olho neles!!<br />
<br />
Já o Liverpool se credencia como principal concorrente do Manchester na disputa pelo título. Trata-se de um time equilibrado, que manteve o controle emocional nos momentos de maior aflição destas quartas-de-final: para virar quando o Arsenal fez 1 a 0 no duelo de volta e para retomar à dianteira quando os Gunners empataram em 2 a 2.<br />
<br />
O meio-campo dos Reds tem uma consistência de fazer inveja a qualquer time do mundo. Rafa Benítez escala Mascherano, Xabi Alonso, Gerrard e Sissoko, com o brasileiro Lucas no banco. O amigo Ricardo Romani, editor do Jogo Aberto na TV Bandeirantes, encontrou no You Tube um canto dos torcedores do Liverpool dizendo “nós temos o melhor meio-de-campo do mundo”. É bem provável que tenham razão.<br />
<br />
Domínio inglês<br />
<br />
Além de Chelsea e Liverpool, o Manchester também avançou às semifinais da Liga dos Campeões, repetindo o trio de ingleses que chegou entre os quatro na temporada passada. Não é de se espantar. O sucesso é resultado de uma abertura de mercado na última década que permitiu aos clubes da Inglaterra montarem verdadeiras seleções internacionais, como definiu Zico após a eliminação do Fener.<br />
<br />
Por muito tempo, os ingleses foram os mais chatos para permitir a entrada de jogadores estrangeiros, impondo uma série de restrições, como ter passagem pela seleção nacional. Com o estabelecimento da União Européia e o surgimento dos jogadores “comunitários”, estas regras se afrouxaram, e a Inglaterra montou um dos campeonatos mais interessantes do mundo. Os craques, ingleses ou não, garantem público nos estádios, e o público garante a vinda de novos craques.<br />
<br />
Dos três ingleses classificados, o Manchester é o que tem mais impressionado, sendo considerado por muitos o melhor time do futebol mundial na atualidade. Eu concordo e grande parte disso se deve à presença de Cristiano Ronaldo no elenco. O português tem tudo para levar o título de melhor do mundo em 2008, já que o mau momento do Milan desfavorece o brasileiro Kaká, que é sem dúvidas o mais completo.<br />
<br />
Os Diabos Vermelhos estão tão à frente que no jogo de volta contra a Roma se deram ao luxo de poupar os três principais homens de frente. Cristiano Ronaldo, Rooney e Scholes foram para o banco. Ainda assim, a equipe tinha Tévez, Giggs e o brasileiro Anderson na formação titular. Foi quase um deboche.<br />
<br />
Estranho no ninho<br />
<br />
Cabe ao Barcelona exercer o papel que foi do Milan na temporada passada, quando o time italiano matou o Manchester nas semifinais e engoliu o Liverpool na decisão. Capacidade e elenco para tanto, o Barça têm. O que prejudica o clube catalão é o momento fora de campo, em meio a crises e questionamentos.<br />
<br />
As atuações contra o Schalke 04 não devem ser tomadas como parâmetro. O clube alemão era muito inferior e não exigiu do Barcelona tudo que o time é capaz. A história será outra nas semifinais, com o Manchester pela frente. Por sua tradição, o Barça tende a crescer e a qualidade do elenco permite à equipe jogar de igual para igual com os pupilos de Ferguson. <br />
<br />
É uma pena que Ronaldinho Gaúcho não vá a campo para o duelo com Cristiano Ronaldo. Usando um bordão amado por muitos: “quem perde é o futebol”. O assunto é rico e merece tratamento especial numa próxima coluna.<br />
<br />
O duelo Barcelona x Manchester deve ser, inclusive, bem mais interessante que o clássico inglês entre Chelsea e Liverpool, a julgar pela última temporada, quando a classificação da equipe vermelha foi decidida nos pênaltis, e também pela postura do clube londrino, que já se acovardou diante do Fener e não deve se arriscar muito nas semifinais.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Aguardando os dias que faltam para a chegada das semifinais.
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				</description>
				
				<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 11:26:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Ê, caipirada boa, sô!!
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6516/45/e-caipirada-boa-so</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Uso a palavra “caipira” como designação para aqueles que habitam as cidades do campo, do interior, sem qualquer conotação ofensiva. Minha família é toda caipira, proveniente de cidades pequenas do interior, de Santa Catarina e do Paraná. Claro que a definição envolve uma diferença cultura em relação aos moradores das grandes cidades. Mas nada que venha a ser positivo ou negativo. Apenas diferente.<br />
<br />
Em 1996, o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, afirmou que os brasileiros eram todos caipiras. Foi massacrado pela infeliz declaração. Acredito, porém, que apesar de ter se expressado mal, foi mal compreendido. Não se tratava de uma crítica, apenas caracterização. A metropolização do Brasil vem de algumas décadas apenas e isso faz com que ainda guardemos o estilo “caipira” de levar a vida.<br />
<br />
Politicagens e antropologias deixadas de lado, fiquei contente com a classificação de dois times caipiras para as semifinais do Paulistão, sobretudo pelo Guaratinguetá, que fechou a primeira fase com a liderança do campeonato, depois de ser apontado por muitos como um cavalo paraguaio, ou caipira, inclusive por mim. Merecidas classificações, para um torneio disputado em pontos corridos.<br />
<br />
Surpresas como essa são sempre positivas, e os estaduais são terreno fundamental para que elas aconteçam. É isso que mantém o futebol vivo pelo interior do país, essa perspectiva de duelar com os grandes e conseguir sucesso, de repente cavar uma vaga na Copa do Brasil e participar de uma competição nacional. Os estaduais são importantíssimos à sobrevivência do futebol brasileiro, para que continuemos produzindo bons jogadores em larga escala.<br />
<br />
Mais interessante ainda foi o fato de o cruzamento das semifinais ter proporcionado um duelo à caipira. O jogo entre Ponte Preta e Guará terá um charme especial. É como uma “final do interior”, que ainda vai garantir a presença da caipirada na decisão do estadual, contra Palmeiras ou São Paulo.<br />
<br />
Só não concordo que a final seja disputada com ida e volta no Morumbi, como já está se desenhando por aí. Eu defenderia a primeira partida da decisão no interior mesmo que os finalistas fossem dois times da capital. Os jogos no interior sempre levam bom público ao estádio e dão oportunidade a torcedores que dificilmente podem se deslocar à capital para acompanhar seus times. Só o campeonato regional dá essa oportunidade.<br />
<br />
Não dá para aceitar que uma faz finais não seja realizado em Campinas ou Guaratinguetá. Não se pode privar a população dessas duas cidades de acompanhar seus times numa final de Campeonato Paulista, uma oportunidade rara, admita-se. O estadual serve pra alimentar os times pequenos e jogar duas vezes na capital vai contra esse pensamento. <br />
<br />
Ainda, que por uma questão de grandeza, o Morumbi fique com o segundo jogo, o interior tem que ter sua festa na decisão do Paulista, e no caso deste ano por merecimento, não por piedade, caridade ou qualquer outro tipo de interesse.<br />
<br />
Registro aqui mais uma vez os meus parabéns à Ponte Preta e ao Guará, por deixarem de fora da fase semifinal grandes clubes como Santos e Corinthians, que dormiram no ponto, talvez imaginando que pudessem garantir classificação no momento que bem entendessem. Quando acordaram para a realidade, já era tarde. Palmas também pra São Paulo e Palmeiras, que levaram o torneio a sério desde início.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Admirando ou não a riqueza do nosso interior.
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 14:04:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Os duelos de verdade e os curiosos
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6501/45/os-duelos-de-verdade-e-os-curiosos</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Exaltar a Liga dos Campeões tem sido uma prática freqüente, a cada vez que escrevo sobre a competição de clubes mais fantástica do universo. É difícil passar a dimensão que ela tem apenas com palavras. Não é desnecessário, porém, por se tratar de realidade longínqua para aqueles que não a acompanham. <br />
<br />
É contagiante, sobretudo quando se aproxima a definição do campeão, na reta final, quando sobram os melhores clubes do planeta na disputa pela taça, como acontece com o início das quartas-de-final nesta terça-feira, dia 1º de abril – devo confessar que a tentação de colocar aqui um trocadilho barato com o Dia da Mentira foi enorme.<br />
<br />
Teremos nesta etapa da Liga dos Campeões dois duelos de verdade, daqueles que fazem o caboclo parar o trabalho para assistir, e dois confrontos curiosos, com favorito mais do que definido, mas a possibilidade sempre presente de uma zebra. Conselho aos que tiverem uma oportunidade: assistam os duelos de verdade.<br />
<br />
Dando nomes aos bois: o jogo que vale nesta terça-feira é Roma x Manchester. E a partida que vale na quarta-feira é o clássico inglês Arsenal x Liverpool. O Chelsea, quarto clube da Inglaterra na competição, mede forças com um incógnito Fenerbahçe. E no único duelo que não vai passar pela Terra da Rainha, o cambaleante Barça encara o já satisfeito Schalke 04.<br />
<br />
Vale à pena escrever um pouco sobre cada confronto, não vale? Claro que vale!! (adoro responder às minhas próprias perguntas)<br />
<br />
Roma x Manchester<br />
<br />
O jogo, ou “The Game”, como diriam os ingleses. A Roma é a sensação da Liga, um time de médio porte na Europa, com totais condições de levantar a taça. Já o Manchester United, como bem definiu o treinador romanista Luciano Spaletti, é a ‘melhor equipe do mundo’ no momento. Some-se a isso a revanche pela temporada passada, quando os Diabos Vermelhos aplicaram uma histórica goleada de 7 a 1 sobre a Roma.<br />
<br />
Pesa a favor do Manchester, além da fase espetacular que atravessa, o fato de ter aberto uma vantagem considerável na liderança do Campeonato Inglês, enquanto a Roma ainda tem 4 pontos para descontar em relação à Inter na disputa pelo scudetto.<br />
<br />
De qualquer forma, parece que a cabeça da equipe italiana está mesmo voltada para a Liga dos Campeões. O empate com o Cagliari no final de semana deixou isso bem claro – e não pelo resultado, ou pela atuação, mas pela importância que foi dada a mais esse tropeço. Na capital italiana, só se fala em Manchester.<br />
<br />
Mais um ponto que favorece o clube inglês: o craque do time, Cristiano Ronaldo está inspirado como nunca. Fez um gol mágico de letra no sábado contra o Aston Villa e deu duas assistências de gênio. Já a Roma vai chega para a primeira partida sem seu principal jogador, o igualmente genial Totti, que se recupera de contusão.<br />
<br />
Não vai ser fácil para a Roma. O ponto-chave para vencer esse duelo está no emocional. A humilhação sofrida na temporada passada pode servir como elemento de motivação. E uma boa vitória no Olímpico dará ao clube italiano a confiança necessária para buscar a vaga em Old Trafford.<br />
<br />
Independente de quem vença, é jogo para assistir e levar como recordação de um duelo histórico pelo restante da vida. Aposto no Manchester, que joga o futebol mais vistoso do momento, mas admito sentimento enorme de pesar pela Roma, que merecia aparecer entre as quatro maiores da Europa. <br />
<br />
Arsenal x Liverpool<br />
<br />
Um clássico inglês que merece toda atenção. O Liverpool tem mais tradição em Liga dos Campeões e tem jogadores que podem fazer a diferença, como Fernando Torres e Gerrard. Já o Arsenal tem um time jovem e ousado, que mostrou muita personalidade ao eliminar o Milan, mas que ainda carece de maturidade. <br />
<br />
Difícil arriscar qualquer prognóstico, porque é difícil ainda avaliar do que o ‘baby Arsenal’ é capaz. E como se não bastassem as duas partidas pela Liga, as equipes ainda se enfrentam no domingo pelo Campeonato Inglês. Overdose do clássico e mais uma vez jogo a responsa para o fator emocional.<br />
<br />
Será o Arsenal capaz de se manter tão equilibrado e concentrado como esteve diante do Milan? A perda da liderança e a seqüência de resultados fracos no Inglês parecem mostrar que não e, por conta disso, aposto na classificação do Liverpool, já sem grande expectativa no campeonato nacional e focado na Liga.<br />
<br />
Schalke 04 x Barcelona<br />
<br />
Seria fácil cravar a classificação catalã se não fosse o momento que vive o clube. Messi e Deco no departamento médico. Ronaldinho Gaúcho afastado do grupo. Rijkaard ameaçado no comando. Resultados ruins pelo Espanhol. No sábado, virada do Betis após o Barcelona abrir 2 a 0. As coisas não andam fáceis pelos lados do Camp Nou e o Schalke, se continuar ajeitadinho, pode aprontar. Só precisa acreditar.<br />
<br />
Claro que o meu palpite é Barça, mas...<br />
<br />
Fenerbahçe x Chelsea<br />
<br />
Chega de brincadeira. O time de Zico se classificou nos pênaltis contra o Sevilla e já chegou longe demais. A presença nas quartas-de-final já é digna de aplausos. Só que é bom o Chelsea ficar de olhos bem abertos. A ausência de tradição do clube turco contrasta com a qualidade do elenco. <br />
<br />
Habilidoso como poucos, Alex é o maestro. Deivid e Kezman poderiam ser titulares em qualquer equipe do mundo. A marcação é competente. Os bons zagueiros Lugano e Edu Dracena jogam protegidos por Appiah e o razoável Marco Aurélio. E o time ainda conta com a potência de Roberto Carlos, que pode não ser o craque de antigamente, mas pode resolver o jogo num lance só.<br />
<br />
No entanto, a experiência do Chelsea em Liga dos Campeões é muito mais vasta e deve fazer a diferença. Os Blues têm chegado com freqüência e entraram nessa temporada pra levar o título europeu. No Stamford Bridge, ninguém esconde que o Campeonato Inglês é secundário. E o elenco azul dispensa apresentações. Chegou a hora de Drogba. Aposto no clube inglês!!<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Inventando uma desculpa para assistir os jogos da Liga sem ser incomodado.<br />

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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 09:56:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Aproximações, ultrapassagens, esticadas...
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6477/45/aproximacoes-ultrapassagens-esticadas</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />O título sugere, mas essa não é uma coluna sobre velocidade, motociclismo, esportes a motor ou qualquer coisa que o valha. É sobre um outro tipo de corrida, dentro do futebol mesmo, a corrida por pontos em tabelas de classificação. A dança dos números, que neste final de semana se fez marcante nos campeonatos que mais acompanho, sejam importantes ou não para uns e outros. Na maioria deles, embolou tudo e as disputas ficam cada vez mais divertidas.<br />
<br />
É basicamente um texto matemático. Aliás, a tão odiada matemática fica muito mais agradável quando o assunto é futebol. No cálculo das probabilidades, possibilidades e necessidades de classificação, todo mundo vira gênio. Professores deveriam pensar um pouco nisso para tornar as aulas mais agradáveis.<br />
<br />
2 pontos<br />
<br />
É a diferença que separa o primeiro do quinto colocado no Campeonato Paulista. Hoje, Guaratinguetá (31), Palmeiras (31), Ponte Preta (30) e Corinthians (30) seriam os quatro classificados, ficando o São Paulo (29) pelo caminho. Fora deste grupo, acredito que só o Santos tenha chance de se classificar, caso ganhe os três jogos restantes.<br />
<br />
O Peixe tem a vantagem de poder tirar pontos de rivais diretos, já que pega Ponte Preta e Corinthians, ambos em casa. Isso significa ainda vida dura para a Macaca e para o Timão. No caso corintiano, além do Santos, o Noroeste também será um time difícil de ser batido, em Bauru, na última rodada.<br />
<br />
Se fosse para apostar, arriscaria São Paulo, Palmeiras, Ponte Preta e Guaratinguetá como os quatro classificados, nesta ordem, deixando Corinthians e Santos de fora.<br />
<br />
3 pontos<br />
<br />
Importantíssimos conseguiu o Criciúma diante do Figueirense, com a vitória por 3 a 1 no domingo. O resultado deixou o Tigre dois pontos na liderança do Catarinense, 2 pontos à frente do alvinegro, que já está na final por ter vencido o primeiro turno. <br />
<br />
Para o Figueira, era uma chance e tanto de abrir quatro pontos na liderança e colocar uma mão na taça, já que a conquista do returno dispensaria a necessidade de uma decisão.<br />
<br />
Seguindo com os números, é interessante constatar que Figueirense e Criciúma possuem campanhas parecidíssimas no total do campeonato, com 37 pontos cada, conquistados em 11 vitórias e 4 empates. Até o saldo de gols é parecido: 24 a 21 para o Furacão do Estreito.<br />
<br />
Uma final com Figueira e Tigre é o que se desenha, mas o Avaí tem apenas 3 pontos a menos que o Criciúma e pode incomodar. O Metropolitano, de Blumenau, vive a mesma situação, mas já se contenta com a praticamente garantida vaga na Série C do Brasileirão, dada ao melhor classificado entre os que não estão nas duas principais divisões do futebol nacional.<br />
<br />
4 pontos<br />
<br />
Inter de Milão, Roma, Fiorentina e Milan seguirão com esse número na cabeça até a próxima rodada do Italiano.<br />
<br />
Na disputa pelo título, a terceira colocada Juventus colaborou com a vice-líder Roma ao bater a Inter de Milão por 2 a 1 em pleno Giuseppe Meazza. A diferença que já foi de 11 pontos continua caindo e a equipe da capital tem tudo pra evitar o tricampeonato interista, sobretudo se Totti continuar jogando o bolão que apresentou diante do Empoli, no sábado. O toque de calcanhar para o gol de Tonetto foi, para mim, o lance mais bonito do final de semana esportivo. Vale conferir no You Tube.<br />
<br />
E são 4 pontos também que separam a Fiorentina do Milan na disputa pela quarta vaga italiana para a próxima Liga dos Campeões. Nesta rodada, continuou tudo igual com as vitórias contra Lazio e Torino. Imaginar a Liga dos Campeões sem o Milan é triste, mas alcançar a Fiorentina vai ser difícil para o rubronegro. Ambos vão enfrentar a Inter nesta reta final, mas a equipe milanista ainda encara a Juve em Turim.<br />
<br />
A expectativa é grande pelo duelo entre Udinese e Fiorentina, no próximo domingo. O clube de Udine está louco para entrar nessa briga e ficará a apenas 3 pontos da Viola se ganhar o confronto direto, em casa. Vale lembrar que, no primeiro turno, em Florença, a Udinese ganhou por 2 a 1. Melhor não brincar com Di Natale e Quagliarella.<br />
<br />
5 pontos<br />
<br />
E ninguém mais alcança o Manchester. A vitória por 3 a 0 no clássico com o Liverpool, combinada à derrota do Arsenal no dérbi, diante do Chelsea, deu aos Diabos Vermelhos uma vantagem considerável. Não é como no Italiano, em que a Roma cresce enquanto a Inter cai. O Manchester vive o melhor momento na temporada, e dificilmente vai deixar escapar pontos importantes, nas 7 rodadas finais. Cresce a expectativa pelo duelo com a Roma nas quartas-de-final da Liga dos Campeões. Os dois clubes têm enorme potencial para vencer a competição, fazendo dobradinha com o título nacional.<br />
<br />
Ainda na Inglaterra, destaque para Cristiano Ronaldo. O português chegou a 25 gols no campeonato e tem tudo para ser o grande nome da Eurocopa que se aproxima, jogando ao lado do companheiro de Manchester, Nani, igualmente endiabrado. Se vencer a Euro com a seleção portuguesa, ou a Liga dos Campeões com os Diabos Vermelhos, é sério candidato a destronar Kaká como melhor jogador do mundo.<br />
<br />
7 pontos<br />
<br />
Poderia ser a vantagem do Real Madrid sobre o Barcelona. A derrota para o Valencia, no entanto, fez com que os merengues estejam apenas 4 pontos à frente do arqui-inimigo. Ou seja, ainda tem muita lenha nas últimas 9 rodadas do Espanhol. A pressão, porém, é maior no Santiago Bernabeu, já que o Barça segue vivo na Liga dos Campeões – e com caminho livre, já que o Schalke 04 não deve incomodar.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Fazendo as contas de quanto tempo perdeu nessa matemática toda.
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				</description>
				
				<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 18:46:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Zizou, ídolo
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6457/45/zizou-idolo</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Zinedine Zidane é, definitivamente, um capítulo à parte na história do futebol mundial. O cara acabou duas vezes com o sonho brasileiro numa Copa do Mundo e é idolatrado numa visita ao país. Não é pra qualquer um. Imagino Paolo Rossi desembarcando por aqui em 83 ou Caniggia em 91. Certamente não teria esse alvoroço todo. Ou até teria, mas de um modo negativo, quase hostil.<br />
<br />
Sim, a hospitalidade brasileira conta muito, mas só foi assim porque era Zizou. O craque francês atingiu um status de ídolo mundial, que supera a condição de carrasco da Seleção. Zidane será sempre bem recebido, em qualquer ponto do planeta, como Kaká ou Ronaldo, provavelmente o único ao qual possa ser comparado, pelo futebol e pela dignidade.<br />
<br />
Conseguem isso porque, além do show que proporcionam no gramado, são jogadores que estão ligados a causas humanitárias, tão e justamente valorizadas nos dias atuais.<br />
<br />
Zidane tem carisma, mas um carisma diferente. Não é galã como David Beckham, não é sorridente como Ronaldinho Gaúcho. A elegância e a serenidade que mostrava em campo, jogando de cabeça erguida, com passes magistrais e precisos, se refletem no semblante do francês em suas aparições públicas. Nem a cabeçada em Materazzi na final da Copa da Alemanha foi capaz de arranhar a imagem de bom moço.<br />
<br />
Vestir uma jaqueta verde e amarela com o nome do Brasil para sair às ruas foi mais um ato de defesa pessoal que uma rendição à pátria das chuteiras, mas foi nobre. O traje de Zidane servia como escudo para quem o visse como inimigo. É difícil até saber se foi iniciativa do ex-jogador. Talvez os organizadores, preocupados, tenham sugerido. De qualquer forma, a atitude do francês foi nobre.<br />
<br />
Zidane foi um dos maiores jogadores que já vi atuar. Um armador de verdade. Craque na Juve e no Real Madrid. Três prêmios de melhor do mundo. Dois gols numa final de Copa do Mundo contra o Brasil, um golaço de primeira numa decisão de Liga dos Campeões e mais uma atuação magistral diante da Seleção Brasileira, nas quartas-de-final da Copa de 2006. Fatos que apenas consolidam cada segundo de seu futebol, cada detalhe do que era mostrado ao longo dos 90 minutos.<br />
<br />
Um cara que soube tocar a carreira, que soube o momento de parar e sabe como preservar sua imagem como ex-jogador, o maior da história da França ao lado de Platini. Espero que siga assim, sem se envolver com política, administração de futebol ou propagandas baratas, como outros craques ao aposentar as chuteiras. Assim, Zidane terá preservada a lembrança de um craque magistral, fora do comum, um vencedor.<br />
<br />
Não pude acompanhar a passagem de Zizou por São Paulo, mas tenho que me render a um dos maiores nomes da história do futebol.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Vendo o Pelé fazer propaganda de banco que patrocina campeonato.
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 13:21:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O dilema Amauri
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6442/45/o-dilema-amauri</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Amauri? Ok, muita gente aqui no Brasil ainda nem sabe de quem se trata. Ou seja, começamos mal. Outro parágrafo, por favor.<br />
<br />
Amauri é um atacante brasileiro, de 27 anos, que não jogou como profissional em nenhum clube do Brasil e que está com a bola toda na Itália. É o destaque do Palermo, que ocupa a oitava colocação no campeonato nacional e se firmou como clube respeitado na Série A - muito disso graças ao próprio Amauri.<br />
<br />
Quando o Palermo investiu 8 milhões de euros no jogador, em 2006, após uma boa temporada dele pelo Chievo, muita gente torceu o nariz. Em menos de quatro meses de campeonato, Amauri mudou a opinião geral. Rápido, habilidoso e alto o suficiente para marcar gols de cabeça, ele foi o líder de um Palermo que surpreendeu no primeiro turno (isso ainda da temporada 2006/2007).<br />
<br />
As boas atuações chamaram a atenção da seleção italiana e iniciou-se uma sondagem a respeito da possibilidade de Amauri se naturalizar para defender a Azzurra. Claro que a oportunidade mexeu com a vaidade, mas lembro de uma entrevista que fizemos com ele pelo Esporte Interativo, na qual ainda sonhava com uma chance na Seleção Brasileira.<br />
<br />
Na época, Dunga já buscava um camisa 9 para a Seleção e o nome dele começou a ser cogitado. Jornais importantes fizeram entrevistas com ele. O Brasil estava descobrindo Amauri. Entretanto, uma contusão grave tirou o atacante de ação por toda a temporada, minando o bom momento do jogador.<br />
<br />
Seria preciso construir tudo de novo quando retornasse, já que a identificação com o país natal é baixa. Pois Amauri se tratou, voltou aos gramado e está desfilando novamente um futebol de primeiro nível. Já na janela de janeiro, foi alvo de especulações envolvendo os maiores times da Itália. Não deu negócio, mas principalmente porque o Palermo tratou de valorizá-lo. O presidente do clube fixou o valor do atleta em 25 milhões de euros.<br />
<br />
O valor pode parecer absurdo, mas Juventus e Milan seguem com o brasileiro nos planos para a próxima temporada. No caso rubro-negro, a proposta envolveria inclusive a cessão dos direitos de Borriello, artilheiro do campeonato com 16 gols pelo Genoa, que pertence ao Milan. Ou seja, na visão milanista, Amauri vale mais que o goleador-mor do Italiano.<br />
<br />
Mas e o dilema que dá título à coluna? Pois é, Amauri tem uma decisão difícil pela frente. Em junho, a Itália disputa a Eurocopa e o brasileiro estaria nos planos do técnico Roberto Donadoni. A federação local, inclusive, ajudaria o atacante na obtenção da nacionalidade italiana.<br />
<br />
Vestir azul na Euro implica abdicar da seleção brasileira – e é aí que entra o dilema. Por mais amor que tenha à pátria de origem, é preciso colocar a razão na balança. Ganhar uma chance no time de Dunga não será fácil, principalmente agora que ele parece ter encontrado em Luís Fabiano um legítimo camisa 9. Além disso, a Itália foi a nação que o acolheu, que o fez crescer como jogador e que tem carinho por ele – muito mais que o povo brasileiro até.<br />
<br />
Participar de uma competição como a Eurocopa seria fabuloso para Amauri e ele não pode deixar essa oportunidade passar.<br />
<br />
O outro dilema fica para Dunga. Por quê não dar uma chance ao atacante? Nessa, tenho de ficar ao lado do treinador. A seleção brasileira é o time do nosso povo e, infelizmente, esse povo não conhece o talento de Amauri. Incluir o atacante na lista de convocados seria criar um novo Afonso Alves, reavivar a pressão da torcida.<br />
<br />
Pra chamar o atacante, Dunga precisaria de muita confiança e personalidade. Não é o caso do nosso técnico. Melhor e mais cômodo apostar numa das várias opções que tenha o apoio da massa.<br />
<br />
E para os que ficaram curiosos com o futebol de Amauri, neste domingo a Band mostra Inter de Milão x Palermo, às 11h50, pelo Campeonato Italiano. É ver pra crer!!<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica.<br />

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				</description>
				
				<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 12:21:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Inter, centenária e brasileira
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6420/45/inter-centenaria-e-brasileira</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />A Internazionale de Milão completou no domingo, dia 9 de março, 100 anos de existência, entrando assim para o hall de clubes como Flamengo, Grêmio, Juventus, Milan, Barcelona, Real Madrid, Arsenal, Manchester United, Liverpool, entre tantos outros. Não há dúvida de que se trata de um dos maiores clubes da história do futebol mundial.<br />
<br />
Terceira maior campeã da Itália, a Inter tem também a terceira maior torcida do país e fãs espalhados por todo mundo. Devo admitir que sou um deles. Não chego a ser um interista de carteirinha porque consigo admirar o futebol do rival Milan, usar a camisa rubronegra e torcer para que a Roma alcance a líder do Italiano, colocando mais emoção no campeonato.<br />
<br />
Minha admiração pela Inter de Milão remonta ao ano de 1995, quando Roberto Carlos foi jogar por lá. Gostava dele dos tempos de Palmeiras e passei a acompanhá-lo na Itália. Dois anos depois, foi a vez de Ronaldo chegar ao clube para vestir azul e preto. Virou paixão.<br />
<br />
Normalmente é assim que nasce a paixão dos brasileiros por times de fora. O ídolo é que chama a atenção, num primeiro momento. Depois, vem o carinho pelo clube. E é incrível como a torcida dos times europeus tem aumentado por aqui. Ultimamente, e também por culpa da violência, tenho visto mais camisas do Milan e do Manchester que do Palmeiras nas ruas da capital paulista. Culpa de Kaká e Cristiano Ronaldo.<br />
<br />
Voltando à Inter, citei Ronaldo e Roberto Carlos, mas a afinidade do clube com o futebol brasileiro é antiga. Jair da Costa, por exemplo, não só fez parte da melhor fase da história da Inter, nos anos 60, como foi ídolo por lá. Naquela década, a nação nerazurra se tornou bicampeã européia e mundial, com os títulos de 64 e 65.<br />
<br />
E é justamente isso que a Internazionale busca para coroar o centenário. Ganhar a Liga dos Campeões após tanto tempo num ano tão significativo seria fantástico. A situação, porém, ficou bastante complicada nas oitavas-de-final com a derrota por 2 a 0 para o Liverpool, lá na Inglaterra.<br />
<br />
O jogo de volta acontece nesta terça-feira, em Milão. No embalo das comemorações pelos 100 anos de clube, a torcida deve inflamar o Giuseppe Meazza. O sentimento interista está à flor da pele, após a bonita homenagem realizada no sábado, antes do jogo com o Reggina pelo Italiano, com a presença de vários jogadores que marcaram a história nerazurra, como Lothar Matthaus.<br />
<br />
Abrir uma diferença de três gols no tempo normal não será fácil. Não pela capacidade da Inter, que tem um dos melhores elencos do mundo, mas por estar diante de um Liverpool bem preparado, maduro e entrosado. Também não é impossível. Ciente da importância que tem a permanência na Liga dos Campeões para a honra e a história do clube, motivação não vai faltar para essa equipe.<br />
<br />
Temos tudo para assistir um jogo histórico na tarde desta terça-feira, 11 de março. A Inter pode não avançar para as quartas-de-final, mas acredito numa exibição fantástica, cheia de energia. Se me permitem um palpite, arrisco em 2 a 0 no tempo normal, com vitória obtida na prorrogação, sem pênaltis. E se, por acaso, a decisão for para as penalidades, Júlio César tem tudo para se tornar o grande herói do dia.<br />
<br />
Torço pela Inter, não só pela afinidade que tenho com o clube, mas pelo significado que pode ter esse triunfo. O futebol merece.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Torcendo para chegar aos 100 anos, como a Inter.
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 11:19:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Restam nove
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6391/45/restam-nove</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Deviam ser oito, mas como Liverpool e Inter de Milão só voltam a se enfrentar na próxima semana, ainda são nove. Sacou, né? Liga dos Campeões, meu amigo! Esqueça Sertãozinho, Chapecoense, Madureira e Caldense por um minuto, por favor. Ainda que seja para falar de Fenerbahçe.<br />
<br />
As oitavas-de-final, como já era de se prever, e como há de ser até a grande decisão, foram espetaculares. E olha que um dos principais duelos ainda está em aberto.<br />
<br />
Real Madrid e Milan, maiores campeões do torneio, deram adeus ao campeonato. Pode ficar a impressão de fracasso, mas é importante ressaltar que deram o azar de pegar duas ótimas equipes emergentes logo no início do mata-mata. Roma e Arsenal podem não ter tanta tradição, mas estão jogando muita bola e mereceram a classificação.<br />
<br />
Em termos de camisa, o favoritismo agora cabe a Manchester United, Barcelona e ao vencedor de Liverpool x Internazionale. <br />
<br />
O Chelsea, que passou por um inexpressivo Olympiacos sem grandes dificuldades, não tem nem cinco títulos ingleses e forma um segundo pelotão com Roma e Arsenal.<br />
<br />
Fenerbahçe e Schalke 04 são os azarões. Já fizeram muito e só chegaram às quartas porque enfrentaram adversários de nível semelhante. Torcem agora para se enfrentarem. Assim, as chances de chegar entre os quatro serão maiores para ambos.<br />
<br />
Antes de começar a fase final, fiz uma análise confronto por confronto que vale à pena retomar agora, com o placar agregado.<br />
<br />
<br />
Arsenal 2 x 0 Milan<br />
<br />
“... acredito num grande jogo. Vai pegar fogo. Nada de retrancas como muitos apostam por aí... O Milan é favorito...”<br />
<br />
Errei. Foram dois jogos estudados. Tanto em Londres como em Milão. Gols, só nos últimos dez dos 180 minutos de confronto.  <br />
<br />
O Arsenal mereceu a vaga. Jogou direitinho e não deu alternativas ao Milan, sobretudo no San Siro. O gol, tanto lá, como cá, era questão de detalhe. Da pontaria certeira de Fábregas ou do oportunismo de Adebayor. Funcionou. <br />
<br />
O que me intrigou muito foi Carlo Ancelotti sacar Inzaghi, o Sr. Liga dos Campeões, no segundo tempo, para colocar o Gilardino. Será que o treinador milanista teve um acesso de amnésia? Será que esqueceu quantas vezes Pippo já salvou o time no final e desprezou toda sorte do matador na competição européia? Se eu fosse Inzaghi, estaria bem puto. Até agora.<br />
<br />
Roma 4 x 2 Real Madrid<br />
<br />
“... para o Real, mais uma eliminação precoce cairia como uma bomba no Santiago Bernabeu...” “... a Roma (...) não vem pra brincadeira...” <br />
<br />
Bum!! A Roma jogou certinho, como um time maduro, aproveitou as chances que teve e liquidou o Real Madrid. Destaque para a atuação dos brasileiros. Mancini destruiu com o primeiro jogo. Doni e Taddei foram fundamentais no segundo. E, no Italiano, a vantagem da Inter está caindo...<br />
<br />
 Fenerbahçe 5 x 5 Sevilla<br />
<br />
“... clubes em ascensão, que farão um duelo dos mais interessantes nessas oitavas-de-final...” “... o Sevilla é mais estruturado psicologicamente... resta saber do que os turco-brasileiros são capazes...” <br />
<br />
Dez gols, reviravoltas, decisão nos pênaltis. É o suficiente pra definir esse duelo como um dos mais interessantes? Espero que o Dunga tenha assistido (ou será que ele viu Juventude x Canoas pelo Campeonato Gaúcho?). <br />
<br />
Deivid jogou muito, nas duas partidas. Merece um clube maior e uma chance no ataque da seleção. Daniel Alves, apesar do pênalti perdido, foi espetacular também nas duas partidas.<br />
<br />
O resultado poderia ser qualquer um. Estranho foi o Sevilla abrir 2 a 0 com 10 minutos de jogo na partida decisiva e permitir a reação turca. Faltou malandragem ao time espanhol, e sobrou garra na equipe de Zico.<br />
<br />
Aliás, vamos ao assunto Zico. Indiscutivelmente um dos melhores jogadores da história do futebol brasileiro. Ainda engatinhando como treinador. Levar o Fenerbahçe para as quartas-de-final de uma Liga dos Campeões é o maior feito de sua carreira fora de campo. Mas não dá pra entender como substituir o Alex às vésperas de uma disputa por pênaltis! Não dá pra levar o homem a sério, gente!! Deu certo, mas a cova estava pronta.<br />
<br />
 Porto 1 x 1 Schalke 04<br />
<br />
“... o Porto é uma incógnita...” <br />
<br />
A vitória nos minutos finais do jogo de volta, no Estádio do Dragão, com um jogador a menos, comprovou o brio português. O Porto foi guerreiro, mas faltou alguém que faça a diferença, como fez o Deco em 2004. Ricardo Quaresma poderia ser esse cara, mas ficou devendo futebol na Liga dos Campeões.<br />
<br />
Pela força das equipes, era mesmo jogo pra pênaltis. E não deu para o Hélton...<br />
<br />
 Chelsea 3 x 0 Olympiacos<br />
<br />
“Ok, Olympiacos, valeu!! Agora dá a bola pro tio e deixa com quem sabe” <br />
<br />
O empate de 0 a 0 na Grécia foi surpreendente. A derrota para um time misto do Chelsea na volta não foi.<br />
<br />
Barcelona 4 x 2 Celtic<br />
<br />
“... o Celtic é chato, mas é só o Celtic! O Barça é o Barça! E passa!” <br />
<br />
Reafirmo.<br />
<br />
Manchester United 2 x 1 Lyon<br />
<br />
“O Manchester tem Cristiano Ronaldo (...) e o Lyon é pipoca... só faz barulho...” <br />
<br />
Alguém ainda acredita mesmo no Lyon?<br />
<br />
Inter de Milão x Liverpool <br />
<br />
A derrota por 2 a 0 na Inglaterra foi pesada para a Internazionale. Sobretudo pela forma como o Liverpool mandou em campo. Basta os ingleses marcarem um único golzinho no Giuseppe Meazza para que a equipe italiana tenha de fazer quatro. O mito nerazurro caiu também no Italiano, com o final da invencibilidade, após 25 rodadas. É hora de descobrir do que essa Super Squadra interista é capaz! Não duvido, mas ficou complicado demais.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Aguardando ansiosamente pelas quartas-de-final.
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				</description>
				
				<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 09:53:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Diversão à chilena
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6371/45/diversao-a-chilena</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />O brasileiro é conhecido pelo alto astral, bom humor, pela capacidade de improviso. No entanto, e infelizmente, tudo isso andava meio distante do mundo futebolístico. Pode até parecer incrível, mas teve que aparecer um chileno para dar mais graça ao nosso futebol. Globalização, amigo.<br />
<br />
O “chorão” Valdívia nos proporcionou a imagem mais divertida do fim de semana com a comemoração do gol que deu a vitória ao Palmeiras, no clássico com o Corinthians. Uma provocação saudável, bem sacada, uma brincadeira descontraída com o rótulo que lhe foi criado. As explicações irônicas em tom sarcástico ainda deram um tempero especial.<br />
<br />
Nota 10 para o chileno. É disso que o futebol precisa, de motivos para sorrir. E o craque palmeirense tem nos proporcionado isso, tanto com um futebol atrevido dentro de campo - o drible do “chute no vazio” é uma verdadeira piada - quanto com a descontração exibida fora das quatro linhas. <br />
<br />
As matérias com Valdívia são sempre divertidas. Recordo-me de uma, em especial, de quando o chileno foi gravar o hino do Palmeiras ao lado de Marcos, no final de 2007. A gravação em si já foi um sarro, com o portunhol enrolado do camisa 10. Depois, o craque fez questão de atrapalhar a passagem do repórter Nivaldo de Cillo, com caretas e a “dança do siri”, tirando totalmente a concentração do meu amigo de Band.<br />
<br />
El Mago, definitivamente, não é um cara pra ser levado a sério. E é por isso que a torcida gosta tanto dele. Ele só quer se divertir, e divertir também o público. Pena que muitos não entendam e que exista, ainda, um preconceito contra estrangeiros no futebol nacional. Por isso ele é tão caçado, que apanha tanto dentro de campo. <br />
<br />
Os zagueiros parecem não aceitar que Valdívia se divirta em nossos gramados. Inferiores tecnicamente, eles apelam para a força. O chileno, malandro, faz seu circo, cai de maneira espalhafatosa e chora, chora à vontade. Faz parte do show. Diverte o torcedor e irrita ainda mais o adversário.<br />
<br />
Viola era assim. Paulo Nunes era assim. Os decadentes Vampeta e Túlio ainda tentam ser assim. E todos eles serão lembrados para sempre pelo torcedor. Futebol é arte, é cultura, é folclore. Por isso, devemos tirar o chapéu para esses verdadeiros comediantes da bola.<br />
<br />
Parabéns, Valdívia! Faça-nos chorar, mas chorar de tanto rir, já que ultimamente os nossos jogadores, aqui do Brasil, preferem a falsidade das declarações politicamente corretas e das reclamações contra a arbitragem. Chatice pura.<br />
<br />
Aos torcedores, aproveitem enquanto o chileno estiver por aqui! Um dia ele ainda se cansa de apanhar e vai derramar as lágrimas lá na Europa, para a alegria de italianos, ingleses ou espanhóis. Pelo futebol que está jogando, não demora muito!! Dá até arrepio imaginá-lo ao lado de Robinho no Real, de Ronaldinho Gaúcho no Barça, de Kaká no Milan, ou Cristiano Ronaldo, no Manchester.<br />
<br />
Chororô<br />
<br />
Na semana passada, escrevi uma coluna reclamando exatamente da choradeira que tanto incomoda no futebol. E não foi só o Valdívia que nos fez sorrir sobre lágrimas. A torcida flamenguista abusou da criatividade, e ilustrou de forma excelente tudo que eu quis dizer naquele texto, com uma paródia em cima do grito entoado pelos botafoguenses:<br />
<br />
“Ninguém cala esse chororó... chora o presidente, chora o time inteiro, chora o torcedor”<br />
<br />
É esse o espírito da coisa!!<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Chorando ou sorrindo, a escolha é sua.
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 12:00:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Criminoso não, grosseiro!!
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6340/45/criminoso-nao-grosseiro</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />As imagens da contusão do atacante Eduardo da Silva, do Arsenal, foram realmente chocantes. Causaram revolta generalizada e imediata contra o zagueiro do Birmingham, Martin Taylor. Maldoso, criminoso e assassino foram alguns dos adjetivos atribuídos ao agressor, que chegou a ser ameaçado de morte nos dias seguintes ao incidente. Não é pra tanto.<br />
<br />
Pode parecer muita ingenuidade, mas não concordo com quase nada que foi dito contra Taylor. Não acredito que possa existir tanta maldade num ser humano. Não acredito que tenha partido para o lance com intenção de machucar o brasileiro, muito menos de partir a perna dele em três pedaços. Com menos de 10 minutos de jogo, não havia provocação, não havia revide, não havia motivo. O próprio Eduardo perdoou o agressor.<br />
<br />
Taylor não foi criminoso, foi grosseiro. Numa tentativa de roubar a bola ou parar o lance, usou uma força desproporcional, com falta de técnica e de sensibilidade. O movimento de Eduardo, com a perna presa ao chão no momento do choque, e o ângulo de encontro entre os dois corpos também foram desfavoráveis. Uma somatória de fatores que resultaram em fatalidade.<br />
<br />
É falta de categoria. Funciona mais ou menos assim: o defensor não tem o tempo da bola e vai pra cima do atacante. Até executar o movimento, a bola já não está mais onde estava, e tudo que o imbecil do zagueiro encontra é o corpo do adversário. Falta. <br />
<br />
Escrevo por conhecimento de causa. Sempre joguei atrás, nunca tive muita habilidade e já cometi muitas faltas assim. Chega a ser vergonhoso para o zagueiro, que estava crente que acertaria a bola e acaba errando o alvo.<br />
<br />
Existe um exemplo que pode parecer tolo, mas ilustra bem o meu ponto de vista. Lembro-me de um fim de tarde na praia, com uma ex-namorada e a família dela. Que tal brincar de bobinho? Rodinha feita, bola pra lá, bola pra cá e lá vem a então namorada me marcar, sem noção alguma de futebol. Nunca tomei tanta bica na canela. Eu não acredito, até hoje, que a intenção dela fosse me machucar. Total falta de categoria é o que explica.<br />
<br />
O Taylor é como minha ex-namorada. Putz, que comparação... vou trocar de parágrafo, traçando um outro paralelo, ok?<br />
<br />
Na Fórmula 1, só pode dirigir o piloto que tem a chamada super-licença. Claro, não é qualquer um que está habilitado a dirigir um carro daqueles. Além da velocidade e de toda complexidade, há uma série de situações de risco que demandam uma condição psicológica favorável.  <br />
<br />
No caso do Taylor, é como se ele não tivesse uma licença para jogar futebol. Faltou noção do perigo. Foi como se ele jogasse o carro pra cima do oponente.<br />
<br />
Punição<br />
<br />
No dia do jogo, o técnico do Arsenal, Arsene Wenger, declarou que Taylor deveria ser banido do futebol, opinião que ganhou apoio de vários jornalistas e comentaristas, mesmo que em conversas informais. Houve também quem defendesse que o zagueiro não voltasse até a completa recuperação do Eduardo. <br />
<br />
Por toda minha explanação nos parágrafos anteriores, não concordo. Impedir o cara de exercer a profissão dele pelo resto da vida é muito pesado. Por mais que a imagem tenha chocado, vários fatores influíram no resultado final da contusão, entre eles um tremendo infortúnio.<br />
<br />
Uma suspensão pelo tempo de recuperação do atleta machucado também é complexa demais. Pensando de uma maneira simplista, funcionaria da seguinte forma: só pisa no gramado quando o Eduardo disputar uma partida oficial. Fácil? Nem tanto. O tempo de tratamento é totalmente relativo e envolve fatores como: a condição física do lesionado, dedicação no tratamento, suporte do clube, etc. Quem determina quando a contusão foi recuperada ou não?<br />
<br />
Cheguei a brincar que esse tipo de determinação poderia ser perigosa para o caso de atletas que se machucam com certa facilidade, como o Pedrinho. Ninguém mais iria querer marcá-lo. Já pensou? Num lance mais leve, o cara se quebra todo e lá se vai a carreira do zagueiro embora.<br />
<br />
Quem tem de determinar a suspensão é a federação, em seu tribunal desportivo, o órgão competente para tanto. Ok, às vezes nem tão competente. A FA impôs uma punição com duração de três partidas, duas além da suspensão automática. Muito pouco. Pode não ter sido por maldade, mas a grosseria foi tremenda. A ‘licença’ do Taylor para jogar futebol deveria ser cassada por pelo menos dois meses.<br />
<br />
Daria pra discutir ainda a decisão da TV inglesa em não repetir o lance por outros ângulos, mas aí já é demais com o leitor. Fica para a próxima.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Tomando cuidado pra não errar a bola.
					]]>
				</description>
				
				<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 10:43:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O choro que incomoda
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6299/45/o-choro-que-incomoda</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Choro pode ser de alegria ou tristeza. De dor, de raiva... Dizem que chorar faz bem. Alivia as tensões. Crianças choram pra ter atenção ou conseguir alguma coisa. Jovens choram por amor. Clientes pedem um chorinho no bar ou na lanchonete. Músicos tocam o chorinho em sua viola. As lágrimas escorrem. Mas podem ser de crocodilo. O choro do recém-nascido é barulhento. O choro da solidão é silencioso. O choro está presente nas poesias, nas canções. E há quem acredite que homem não chora.<br />
<br />
É emocionante o vencedor chorando no alto do pódio. É comovente o perdedor chorando sua derrota. É chocante quando o choro é de dor. E é muito, mas muito chato o choro dos torcedores, técnicos e jogadores de futebol contra más arbitragens - isso na visão de quem chora, claro. <br />
<br />
Não tive paciência de levantar os dados, mas acredito que em 80% dos jogos pelo menos um dos times sai chorando algum erro da arbitragem - normalmente o derrotado, pasmem! E ainda escrevi “pelo menos um” porque não são raras as vezes que as duas equipes acham motivo para reclamar.<br />
<br />
Uns dirão que faz parte do futebol. Outros, que o nível da arbitragem realmente está muito baixo. O fato é que essa choradeira toda enche o saco. Principalmente porque domina todo noticiário esportivo, seja nos programas de televisão, ou rádio, nas páginas de jornal ou na Internet. Discussões inconclusivas que me cansam não apenas como telespectador, ouvinte ou leitor, mas como torcedor.<br />
<br />
A bicicleta de um, o golaço de outro, o vacilo daquele zagueiro grosso ou qualquer outro elemento que interfira no resultado de uma partida ficam para escanteio. Não sei de quem é a culpa, mas prefiro discutir o melhor em campo, o craque que fez a diferença, ou até quem foi o grosso da partida. Só não dá pra transformar o árbitro em personagem principal.<br />
<br />
Como disse um amigo, dá saudades do tempo de escola ou do futebol na rua, sem ninguém para apitar. A regra era simples: “pediu, parou”. Os lances mais polêmicos eram discutidos, até que os dois times entrassem em acordo. Às vezes, alguém torcia o nariz. Às vezes, tinha um mais malandro que conduzia o jogo a favor dele. Às vezes, dava briga. Mas geralmente a galera respeitava.<br />
<br />
Era um pouco mais fácil porque não tinha dinheiro envolvido, e aí fica difícil mesmo não desconfiar da arbitragem, até porque existem casos comprovados de corrupção no futebol “profissional”. Só não dá pra exagerar. Mania de perseguição tem limite. As pessoas, e os árbitros fazem parte desse conjunto, erram. É isso que acontece. Erram dos dois lados.<br />
<br />
Pronto, desabafei! Chorei. E repeti o erro de toda a mídia esportiva: escrevi pouco do que realmente interessa. É tarde, mas ainda valem alguns tópicos:<br />
<br />
Choro de dor<br />
<br />
Lamentável a contusão do Eduardo da Silva no jogo do Arsenal. A imagem impressiona tanto que a televisão inglesa não repetiu o lance. Vale uma coluna! E há quem diga que o agressor deveria ser banido do futebol. Não concordo. Vale outra coluna!<br />
<br />
Chorinho carioca<br />
<br />
Definitivamente, o estadual mais charmoso do país é jogado no Rio de Janeiro. Fico muito feliz que o futebol de lá tenha dado a volta por cima, e que os grandes tenham voltado a brilhar. Quem viu as imagens da final da Taça Guanabara vai concordar. O torcedor carioca é um espetáculo à parte. Não existe nesse Brasil uma paixão tão grande por futebol quanto a que existe por lá. Vale mais uma coluna!<br />
<br />
Não vou chorar...<br />
<br />
Apenas quatro dos 20 clubes da primeira divisão nacional ainda não sabem o que é perder em 2008. Grêmio, Cruzeiro, Atlético Paranaense e o meu Figueira, que neste fim de semana conquistou o turno do Catarinense. O alvinegro está na final, na Copa do Brasil de 2009, e vem com tudo para o Brasileirão... podem apostar!! Parabéns à diretoria, que acertou em cheio nas contratações de Rodrigo Fabri, Edu Sales, Wellington Amorim e, agora, Tuta! Vale coluna, também!!<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, chora.
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				</description>
				
				<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 16:48:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O que vale o futebol?
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6295/45/o-que-vale-o-futebol</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em>Só resta como consolação tentar entender e parar pra pensar se ainda vale a pena prestigiar o futebol. Vale a sua vida?</em> <br /><br />Dinheiro, fama, paixão, alegria, escárnio... O que vale o futebol? Um esporte que era pra servir de lazer às pessoas, mas é cheio de interesses e segundas intenções. Entendamos: o patrocinador banca o clube, mas cobra resultados. Aliás, quem nunca ouviu que futebol é feito de resultados? FutebolSC.com<br />
<br />
A cobrança desencadeia na pressão do técnico sobre os jogadores, que enaltecem sua torcida e lhe cobram incentivo em campo. Afinal, jogador profissional, hoje, cobra salário da diretoria, titularidade do treinador e incentivo da torcida. Não só jogador, mas dirigente e técnico, que precisam mostrar serviço aos empresários que investem milhões no clube.<br />
<br />
Quer dizer, é uma teia de negócios. Se um não está bem, nada está bem. E se está tudo bem, dá para melhorar. Nunca há uma satisfação plena. A torcida sempre quer um gol a mais, um título a mais, uma colocação melhor. Rebaixamento? Que palavra do demônio! Isso é um câncer maligno no futebol. Já pensou, meu time rebaixado, sendo zoado pelos torcedores do rival? Bate três vezes na madeira!<br />
<br />
Ah, claro, no meio dessa teia tem a mídia. Sim, a mídia que idolatra os jogadores, desemprega treinadores e polemiza com torcedores. O que seria do futebol sem a divulgação da mídia? Um joguinho de fundo de quintal nos finais de semana, com meia dúzia de espectadores gritando por seus parentes e amigos que correm atrás de uma bola na disputa por uma caixa de cerveja.<br />
<br />
Há décadas o futebol era um evento de lazer. Os torcedores iam ao estádio para assistir ao espetáculo. Vibravam com o gol, festejavam as vitórias, mas não provocavam o adversário. Torcida organizada nem existia – talvez porque os craques eram realmente craques e não precisavam de incentivo das arquibancadas para brilharem. Hoje, existem esses grupos chamados de T.O., erroneamente classificado. Em organizadas, há o crime organizado, que consiste em humilhar e destruir os rivais, seja como tiver que ser.<br />
<br />
Tudo isso pra tentar entender o que leva torcedores a irem armados ao estádio. De fato, são bandidos travestidos de torcedores. Muitos com alguns problemas psíquicos, que são facilmente influenciáveis por essa enorme teia e levam a rivalidade ao pé da letra, como guerras religiosas. Realmente, para esses, futebol é religião.<br />
<br />
Quem viu o noticiário esportivo de ontem [domingo], certamente ficou impressionado com a mutilação da mão de um torcedor do Criciúma, com a morte de um botafoguense baleado no Rio de Janeiro, com a guerra das torcidas de Goiás e Vila Nova em Goiânia, com o caos que se transforma a rivalidade entre torcidas a cada ano. Agora, só resta como consolação tentar entender e parar pra pensar se ainda vale a pena prestigiar o futebol. Vale a sua vida?
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				</description>
				
				<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 13:38:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O que fazer com Mancini?
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6263/45/o-que-fazer-com-mancini</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Eu não sei, o Parreira não soube, o Dunga não sabe. Talvez nem o próprio Mancini saiba. Só quem sabe é Luciano Spaletti, técnico da Roma. O fato é que o ex-jogador do Atlético-MG está batendo um bolão na Itália, e não é de hoje, mas fica difícil encaixá-lo na Seleção Brasileira. <br />
<br />
Mancini deixou o Brasil como lateral-direito. Ala, para quem acha que ele avança muito. Sumiu por um tempo da mídia e quando voltou... lá está ele, do outro lado, atacando pela esquerda... um ponta, o carrasco dos laterais! Como diriam os torcedores do Galo... Uai!?<br />
<br />
No final do ano passado, editei uma das matérias da viagem do Neto à Europa em que o Mancini explicava, ou tentava, a posição dele. O camisa 30 da Roma se definiu como um “quarto homem de meio-campo” e descartou uma nova convocação como lateral, dizendo que isso o prejudicou na Copa América 2004.<br />
<br />
Agora, assistam um jogo da Roma. O cara aparece por todo lado do campo. É um atleta sem posição. Lembra um pouco o estilo do Sorín, mas até o argentino ficava mais preso pela esquerda.<br />
<br />
Basta ver os gols da virada romanista sobre o Real Madrid na Liga dos Campeões nesta semana. No primeiro, uma jogada de Mancini pela ponta-esquerda que resulta no gol de Pizarro. No segundo, o gol da virada, ele escapa pela direita e, no passe perfeito de Totti, completa um gol como matador. Some-se a isso que Mancini ainda arma jogadas e volta para marcar. Complicado!<br />
<br />
Na verdade, Mancini é um jogador de extrema capacidade, que funciona como coringa nas mãos de Spaletti. Assume diferentes funções ao longo de uma mesma partida - e conforme a formação da Roma. Pode ser centroavante, ponta, armador... varia de acordo com o jogo.<br />
<br />
Talvez esteja aí a resposta para Dunga (afinal, hoje, o problema é todo dele). Tirar Kaká, Robinho, Ronaldinho Gaúcho ou escalá-lo como centroavante numa equipe que pode ter especialistas como Luís Fabiano é loucura.<br />
<br />
Que tal levar Mancini como coringa? Ótima opção para o banco!! É isso... Perdendo, ele entra para dar mobilidade. Faltando gol, entra no ataque pra mandar pra rede. Ganhando, vira o puxador de contra-ataque...<br />
<br />
Sei que muita gente vai torcer o nariz pra minha sugestão. Esses, muito provavelmente, nunca assistiram o Mancini pela Roma, nem acompanham as notícias que vêm da Itália. Não sabem da moral que ele adquiriu por lá. Ser idolatrado no time de Totti não é fácil.<br />
<br />
Pena que ele não estará em campo no próximo domingo, para Roma e Fiorentina. Seria uma ótima chance para o brasileiro comprovar estas palavras. Fica, então, para a quarta-feira, no jogo de volta com o Real Madrid. Muita gente pode se surpreender.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Aguardando a próxima atuação de Mancini com a camisa amarelinha.
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				</description>
				
				<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 13:02:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Enfim, a Liga!
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6224/45/enfim-a-liga</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Ao Botafogo, de Lúcio Flávio, e ao Flamengo, de Leonardo Moura, meus parabéns por chegarem à decisão da Taça Guanabara. À Ponte Preta, do técnico Sérgio Guedes, meus sinceros parabéns pela liderança do Paulistão. Ao Palmeiras, de Valdívia, parabéns pela goleada no sábado. E ao Figueirense, do capitão Cleiton Xavier, meus cumprimentos por salvar uma derrota no finalzinho, mesmo perdendo a chance de assumir a liderança do turno.<br />
<br />
Todos devidamente congratulados, vamos ao que interessa! Que me desculpem os craques citados acima, mas essa semana pertence ao futebol de primeiro nível! Começa nesta terça-feira a fase final da Liga dos Campeões. Que pode não ter os geniais Otacílio Neto, Finazzi, Acosta, Aloísio, nem Rodrigo Tabata, mas tem uns caras que até jogam bem... como Kaká, Pato, Robinho, Ibrahimovic, Drogba, Lampard, Ronaldinho Gaúcho, Eto’o, Henry, Fábregas, Rooney, Totti, Cristiano Ronaldo... covardia.<br />
<br />
A Liga – permitam-me tratá-la assim com mais intimidade, apenas pelo primeiro nome - é simplesmente o campeonato de clubes mais fantástico do planeta. Não só pela qualidade do futebol, mas pela organização que torna o evento ainda mais “grandioso” – essa é a palavra. <br />
<br />
Os dois meses de espera entre o sorteio das chaves e a realização das oitavas-de-final só fizeram aumentar ainda mais a expectativa por duelos fantásticos como Milan x Arsenal ou Inter de Milão x Liverpool. E eu, como apreciador do futebol bem jogado, permito-me aqui resenhar um pouco sobre cada um dos oito duelos que vêm pela frente. Chamem de palpite, previsão, comentário, prognóstico, como queiram...<br />
<br />
Liverpool x Inter de Milão<br />
<br />
Só não é o grande jogo desta fase porque já temos Milan x Arsenal. <br />
<br />
A Inter de Milão é o grande time da temporada, porque consegue aliar bom futebol com resultado. Já são 23 rodadas sem derrota no Campeonato Italiano. Vantagem de 11 pontos sobre a Roma. Só que esse sucesso precisa se repetir na Liga dos Campeões. E enfrentar o Liverpool, atual vice, não será nada fácil. A equipe inglesa está ainda melhor que a do ano passado, agora com Lucas dando um toque brasileiro ao meio-campo e Fernando Torres dividindo com Crouch a condição de referência no ataque. <br />
<br />
Difícil fazer uma aposta. Torço pela Inter. Seria injusto a Super Squadra não chegar pelo menos à semifinal.<br />
<br />
Roma x Real Madrid<br />
<br />
Para o Real, mais uma eliminação precoce cairia como uma bomba no Santiago Bernabeu. No final de semana, o time já vacilou contra o Betis. Agora, precisa ficar esperto com mais um jogo fora de casa. Se perder por mais de um gol no Olímpico, a pressão será imensa em Madrid, mesmo com toda a legião de craques. Robinho seria o cara pra resolver as coisas nesse primeiro jogo, mas não joga.<br />
<br />
A Roma pode não contar com a tradição madridista em Liga dos Campeões, mas não vem pra brincadeira e pode ser a surpresa do torneio. O time de Totti só não está entre os mais badalados da Europa porque é ofuscada pela Inter na Itália. A derrota para a Juve no final de semana não conta, era um clássico.<br />
<br />
Porto x Schalke 04<br />
<br />
O Porto é uma incógnita. Sejamos realistas... a liderança absoluta no Português não serve como parâmetro. É legal, divertido, folclórico, mas o Porto pega muita baba. Não dá para prever como vai se sair diante de um clube alemão, que joga um campeonato muito mais disputado. <br />
<br />
Por outro lado, a folga na terrinha pode servir como aliada, já que o Porto pode concentrar as atenções na Liga dos Campeões. Uma boa vitória no Estádio dos Dragões no jogo de ida pode dar a confiança necessária para jogar com personalidade na Alemanha e avançar. Tudo depende do primeiro resultado.<br />
<br />
Olympiacos x Chelsea<br />
<br />
Ok, Olympiacos, valeu!! Eliminar o Werder Bremen já foi demais. Agora dá a bola pro tio e deixa com quem sabe.<br />
<br />
Milan x Arsenal<br />
<br />
Duelo digno da famosa musiquinha... “The champiooooons”. Acredito num grande jogo. Vai pegar fogo. Nada de retrancas como muitos apostam por aí. E é dificílimo traçar uma previsão.<br />
<br />
O Milan é favorito. Tem a seu favor o peso da camisa, a experiência e um especialista em Liga dos Campeões que atende pelo nome de Inzaghi. Resta ver como a juventude ousada do Arsenal vai se comportar diante dos medalhões. Um teste de fogo para ver se Fábregas já é realmente um craque ou se vai seguir mais uma temporada como a promessa da Fúria. Kaká já passou pela mesma prova, foi aprovado e hoje é o melhor do mundo, o que conta bastante a favor do rubronegro italiano.<br />
<br />
Celtic x Barcelona<br />
<br />
O Celtic é chato, mas é só o Celtic! O Barça é o Barça! E passa!<br />
<br />
Lyon x Manchester United<br />
<br />
O Manchester tem Cristiano Ronaldo e joga o futebol mais bonito do mundo. E o Lyon é pipoca... só faz barulho. O Juninho pode fazer três gols de falta que sigo apostando minha camisa do Figueirense nos Diabos Vermelhos.<br />
<br />
Fenerbahçe x Sevilla<br />
<br />
Clubes em ascensão, que dificilmente resistirão aos grandes, mas farão um duelo dos mais interessantes nessas oitavas-de-final. Um confronto nivelado e cheio de brasileiros. De um lado, Daniel Alves, Adriano, Luís Fabiano e Renato. Do outro, Alex, Roberto Carlos, Edu Dracena, Deivid e Marco Aurélio, comandados por Zico.<br />
<br />
O Sevilla é mais estruturado psicologicamente, já viveu o peso das grandes competições européias, com dois títulos da Copa da Uefa. Luís Fabiano pode, enfim mostrar, seu valor ao mundo. Resta saber do que os turco-brasileiros são capazes. Alex, Deivid e até Roberto Carlos podem resolver a partida em um lance de inspiração. No caso do lateral-esquerdo, pode-se esperar também um lampejo às avessas, caso o meião não esteja confortável.<br />
<br />
Agora, é só preparar a pipoca e esperar. Mas aos que não gostam, fiquem tranqüilos. Na quarta-feira à noite já tem jogo do Paulistão, com Rio Claro em campo!! Imperdível!!<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Imaginando em qual campeonato veremos os grandes lances da semana.
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 11:56:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						A quarta-feira 13 de Ronaldo
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6178/45/a-quarta-feira-13-de-ronaldo</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Acompanhava o Campeonato Italiano quase solitário quando tudo aconteceu. “Pênalti para o Milan! Ih, o Ronaldo tá gritando... Putz, se ferrou de novo”. Rapidamente, a redação toda se mobilizou. Todo mundo pra frente da TV. É incrível o magnetismo do Fenômeno.<br />
<br />
“Olha a cara de dor... foi o joelho? Foi a coxa? Acertaram a cara? Não, tá chorando mesmo. Nossa... Qual é o joelho operado? São os dois!!”. Comoção no ar. Impossível não lembrar a contusão de 2000. Imagine só o que passou pela cabeça do craque durante aquele choro. <br />
<br />
Ronaldo foi direto para o hospital. E nós, em busca de informações. Mais que o dever, uma preocupação. A esperança de que tivesse sido só um susto, por mais que a expressão de dor já indicasse a gravidade. Imagem forte. Mais que o grito, a maneira como Ronaldo aperta a camiseta.<br />
<br />
Ruptura completa do tendão patelar do joelho esquerdo. O mesmo problema que levou à operação do joelho direito, há oito anos. Tudo de novo. Mais um desafio. E agora, aos 31 anos de idade, cheio de prêmios, títulos e duas Copas do Mundo conquistadas, em 2002 como grande destaque.<br />
<br />
De onde tirar forças para mais uma recuperação? Motivação? Valeria à pena? Alguns, inconformados, céticos ou simplesmente pessimistas, decretaram: é o fim do Fenômeno. Provavelmente não prestaram atenção ao apelido e à trajetória do ídolo. Com ele, tudo é possível.<br />
<br />
Quantas vezes já disseram que ele não voltaria? Quantas bocas ele já não calou?<br />
<br />
Futuro<br />
<br />
Como as coisas são curiosas! O contrato de Ronaldo com o Milan acaba em junho. A maior dúvida no clube era em relação às condições físicas do jogador, e ele tinha quatro meses pra mostrar que merecia a renovação. Agora, tem pelo menos dez meses pra tentar recuperação. <br />
<br />
A sorte do Fenômeno é estar no Milan, um clube diferente de todos os outros, um clube de ambiente familiar, que zela pelo bem-estar dos ídolos - e nunca abandonaria Ronaldo nesse momento, como já disse o presidente Adriano Galliani. Ou seja, a renovação está paradoxalmente garantida. Condição física é o que ele precisava mostrar e é tudo o que ele não tem.<br />
<br />
No San Siro, o ídolo terá a assistência e o carinho necessários para se recuperar da cirurgia. Se a renovação for de um ano, ainda terá mais alguns meses para retomar seu futebol, num dos maiores clubes do mundo, em campeonatos de alto nível... e tudo isso faltando um ano para a Copa de 2010. Alguém duvida? Eu não.<br />
<br />
Arrisco dizer que Ronaldo nunca mais será um jogador de 90 minutos, mas é o Fenômeno. Com carisma e talento, sua simples presença num grupo de jogadores muda tudo... garante mídia, atenção, notícia.<br />
<br />
Costumo dizer que toda pessoa pode render um livro, uma bela biografia. No caso de Ronaldo, um best-seller fora do comum. É impressionante o que o destino e a natureza reservaram pra ele. Parece que nada na vida dele pode ser fácil. Profissional ou pessoal. <br />
<br />
O nosso ídolo não merecia mais esse obstáculo. A carreira dele simplesmente não pode terminar assim. E não vai terminar, porque Ronaldo é dos grandes. Ele não deixará que acabe dessa maneira, não decepcionará os milhares de fãs espalhados pelo mundo.<br />
<br />
Mais que a magia, os fatos me levam a crer num retorno do Fenômeno... talvez não tão fenomenal, mas um retorno. Afinal, Ronaldo é como o Brasil... gigante pela própria natureza.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Torcendo pelo Fenômeno.
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				</description>
				
				<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 06:08:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						2008 começa agora??
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/6163/45/2008-comeca-agora</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Antes de mais nada, um feliz ano novo a todos aqueles que prestigiam essa coluna, por amizade, consideração, curiosidade ou até mesmo apreço. Feliz ano novo agora, passados 42 dias do ano de 2008?? Pois é, para muita gente, agora que é pra valer!! A velha história de que, para o brasileiro, o ano só começa depois do Carnaval – e o resto de semana após a quarta-feira de Cinzas não conta.<br />
<br />
As coisas não são bem assim. Para quem acompanha, vive o futebol, o ano começou bem antes. Mal deu tempo de descansar. Nossos estaduais já estão a todo vapor, a bola queima com o segundo turno dos campeonatos europeus e já tivemos até um campeão continental. Foram pelo menos seis fins de semana de melão rolando nos gramados. Tem até time que acreditou nessa história de esperar o Carnaval e ficou pra trás.<br />
<br />
É pra você, que não trabalha com futebol, não vive disso e tem todo o direito de aproveitar as férias e o Carnaval, que escrevo essa minha primeira coluna de 2008. Tirei também meu tempinho de folga, mas não tem jeito. Por vício e obrigação, fiquei ligado no melhor – e no pior desse princípio de ano olímpico.<br />
<br />
Copa São Paulo<br />
<br />
A Copinha é, por tradição, a primeira atração do ano. Foi bem interessante até. O Santos, campeão paulista sub-20, prometia. O Corinthians acreditava em boa campanha. Cruzeiro, Fluminense e Grêmio sonharam. São Paulo e Internacional estiveram bem. Só que ninguém, ninguém mesmo, esperava uma final entre Rio Branco e Figueirense. <br />
<br />
A equipe do interior paulista fez valer a vantagem de jogar em Americana até as quartas-de-final. E o time de Santa Catarina conseguiu colocar em prática um trabalho muito bem feito com as categorias de base, iniciado há alguns anos e que já vinha rendendo frutos em nível estadual.<br />
<br />
Do Morumbi, a decisão foi levada para o modesto campo do Nacional, o Nicolau Alayon. Foi lá que o Figueira confirmou a posição de emergente no futebol brasileiro. Já são 7 anos consecutivos de primeira divisão, uma final de Copa do Brasil e o título da Copa São Paulo.<br />
<br />
Para quem considera a conquista uma surpresa, é bom se acostumar com o Figueirense entre os grandes. Desde que a CSR, empresa de Rivaldo e César Sampaio, firmou parceria com o clube, em 2001, o Figueira cresceu muito em estrutura, aprendeu a administrar com seriedade e planejamento. Hoje, se vira sozinho com a Figueirense Participações, que cuida do futebol do clube.<br />
<br />
Alexandre Pato<br />
<br />
O menino que era do Internacional foi a grande sensação em campo no mês de janeiro. A expectativa criada pelos italianos em torno do jovem craque não foi em vão. Titular diante de um San Siro lotado, Alexandre Pato balançou as redes logo na estréia pelo Milan. Com personalidade e ousadia, participou de gols decisivos, garantiu a vitória sobre o Genoa com mais dois e fez também o único gol do triunfo com a Fiorentina. Falhou, às vezes, ainda é um garoto, mas já passou de promessa a realidade.<br />
<br />
Pena foi a contusão às vésperas do amistoso do Brasil. Estamos todos curiosos para ver como será o desempenho quá-quá pela seleção principal. Quem acompanhou os torneios sub-20 do ano passado, Sul-Americano e Mundial, sabe que o garoto veste bem a camisa amarelinha. Foi ele o destaque da conquista continental e não pode ser jogada sobre ele a responsabilidade pelo fracasso no Canadá.<br />
<br />
Estaduais<br />
<br />
O Santos esperou o Carnaval pra começar a jogar. Só pode ser isso. No papel, a equipe não deve nada para as outras. Só não acordou ainda - e por isso freqüenta as posições inferiores do Paulistão. Acontece que camarão que dorme a onda leva, e Peixe também. Não é o caso de um rebaixamento estadual, porque tem time pior. Mas a semifinal, amigos praianos, bye bye.<br />
<br />
De resto, no Paulista, estão todos aquecendo as turbinas ainda. Do São Paulo se esperava mais, mas o clima é de ressaca. O Tricolor só vai engrenar quando entrar na Libertadores, que para eles é o que interessa. Além disso, a “caipirada” que se assanha com a chance de passar às semifinais, já treme toda de medo de encarar o Morumbi na próxima fase.<br />
<br />
O Corinthians já avançou e é bem melhor que o modelo 2007. O problema é o mesmo do Palmeiras. São muitas peças novas, e demora um pouco para que elas se encaixem, com a pressão da torcida. Para estes, o importante é um bom papel na Copa do Brasil.<br />
<br />
No Rio de Janeiro, essa primeira fase não vale nada. A coisa só começa a esquentar nas semifinais da Taça Guanabara e aí fica possível avaliar quem está bem ou quem está mal. Cansamos de ver Botafogo, Flamengo, Fluminense arrebentando no Cariocão e passando por maus bocados no Brasileiro. Só no Rio faz sentido aquela história de pós-Carnaval.<br />
<br />
Egito<br />
<br />
Copa Africana de Nações, por quê não? É um dos torneios de seleções mais interessantes do nosso calendário. Rivalidade e bom futebol estiveram em jogo. Pena que não tem tanta abertura na TV aberta. No máximo, os gols da rodada nos telejornais esportivo – rapidinho e sem replay.<br />
<br />
Confesso também que não tive tempo de acompanhar jogos inteiros, mas deu pra perceber que foi um torneio dos bons, com vários bons jogadores que atuam na Europa – e craques conhecidos da galera, como Drogba, Essien, Kalou e Eto’o, artilheiro da competição com cinco gols.<br />
<br />
O curioso é que o título não foi para nenhum desses grandes astros internacionais. A taça ficou, mais uma vez, com a seleção do Egito - agora sem a explicação de que jogavam em casa. Uma conquista curiosa, até porque os egípcios não têm nenhum jogador de destaque no futebol europeu. <br />
<br />
Rabou, Aboutreika, Zaky? Quem são? Pois é, a seleção egípcia é um mistério digno das tumbas dos faraós, sobretudo porque o sucesso na África não se repete mundialmente. O Egito só participou de duas Copas do Mundo, a última delas em 1990. Fica a expectativa para o futuro dessa geração em relação a 2010, na primeira Copa em território africano.<br />
<br />
Promessas<br />
<br />
Início de ano é também tempo de fazer promessas. E eu assumo aqui o compromisso com meu editor-chefe deste site, Bernardo Haas, de manter essa coluna devidamente atualizada mais que semanalmente. Escrever menos, mas escrever sempre. Eis minha idéia para 2008. Se vai ser cumprida, já são outros quinhentos... ou todo mundo aí cumpre as promessas de ano novo? O que prometo é esforço!!<br />
<br />
Quem vai, vai. Quem não vai, fica. Fazendo as contas pra chegada do próximo Carnaval.
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 12:28:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Dois Dungas em um
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5708/45/dois-dungas-em-um</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Dunga é um capítulo à parte na história do futebol brasileiro. Marcado no início dos anos 90 como símbolo da fracassada seleção que foi à Copa da Itália, deu a volta por cima em 1994 como capitão do tetra. A imagem caricata do volante perna de pau era substituída pela de um líder incontestável, condição que o levou para mais um Mundial, em 1998. Este não teve um final tão feliz, por motivos que conhecemos e desconhecemos bem, mas nada que arranhasse a imagem de Dunga, ainda o capitão do tetra, um guerreiro que sempre jogou com amor à amarelinha. Poderia ter parado por aí, mas não parou.<br />
<br />
A invenção<br />
<br />
Carente de fibra e garra após a decepcionante campanha na Copa de 2006, na Alemanha, o torcedor pedia um comandante que fizesse a Seleção Brasileira jogar com raça e vontade, um treinador que esbravejasse à beira do gramado, como fazia Felipão. Faltava em campo alguém com a liderança dos tempos de Dunga. Misturaram tudo e inventaram o capitão do tetra como técnico do Brasil. Não era isso. Conseguiram um líder, gaúcho, identificado com a amarelinha. Mas que não era técnico ainda!!<br />
<br />
A culpa não é de Dunga, de forma alguma. Conhecendo bem a personalidade do capitão, ex-jogador, ex-volante, alguém acha que ele recusaria o desafio? Pelo contrário. Se ele não aceitasse, ficaria marcado como covarde. Renunciar à Seleção Brasileira não combina com ele. Dunga topou, mesmo sem a experiência de treinador. A culpa não é dele. Um conjunto de circunstâncias, passando pela indisponibilidade de Felipão, é que levou a essa escolha.<br />
<br />
Na prática<br />
<br />
Dunga assumiu e ouviu bem o que pediam a ele: uma seleção guerreira e vencedora. Não falaram nada de futebol-arte, espetáculo ou coisa que o valha. Pois bem. O técnico, então, montou uma equipe à sua feição. Dedicação e vontade antes de tudo. E apareceram nomes como os de Elano, Julio Baptista, Daniel Carvalho. Em primeiro lugar, os operários. E foi assim que ídolos como Kaká e Ronaldinho perderam espaço num primeiro momento.<br />
<br />
Acontece que Dunga não era técnico. Talvez ainda não seja. E tem dificuldades para armar um time dentro de campo. Sem organização tática, o Brasil passou a depender demais do talento individual dos jogadores. Foi aí que o ex-jogador, ex-volante, ex-capitão entendeu que craques como Kaká, Robinho, Ronaldinho Gaúcho e, agora, Luís Fabiano, são primordiais. Basta que pelo menos um deles esteja em dia inspirado para que a Seleção Brasileira esteja acima das demais. Tem sido assim nos últimos jogos. Foi assim na conquista da Copa América, com Robinho em fase extraordinária.<br />
<br />
A realidade<br />
<br />
Time, que é bom, ainda não temos. Nossos jogadores atuam fora de posição. Ronaldinho Gaúcho não pode buscar a bola dos zagueiros. Não é assim que ele joga no Barcelona, não é assim que foi eleito o melhor do mundo. Os laterais, que sempre foram nosso diferencial, pouco apóiam. O Brasil insiste pelo meio. Os volantes não conseguem sair com a bola dominada.<br />
<br />
Nada disso, porém, significa que Dunga não tenha seus méritos. Como líder, ele continua nota 10. Conseguiu passar um senso de grupo para os jogadores. Estão fechados entre eles e com o treinador. Isso dá forças para o gaúcho continuar no comando. O problema todo está na filosofia de trabalho. Se, para Dunga, o empate fora de casa é bom resultado, o time vai se agarrar nesse pensamento. E não há quem mude.<br />
<br />
O ícone<br />
<br />
A presença de Dunga na comissão técnica faz tão bem como nos tempos de Zagallo junto a Parreira. Trata-se de um ícone, um elemento inspirador. Não tenho dúvidas de que Dunga possa se tornar um ótimo treinador. Mas ainda não é. Ele precisa de uma assistência. Alguém que saiba encaixar as peças. E Jorginho também não é esse cara. Milton Cruz, auxiliar do São Paulo, funcionaria bem. Será que Dunga aceitaria? Acho difícil.<br />
<br />
O futuro<br />
<br />
É difícil imaginar o que pode acontecer. Foge até ao controle do técnico. Está nas mãos dos deuses do futebol. Um lance de sorte, um gol achado do Brasil, pode mantê-lo no comando. Títulos podem fazer dele um herói. Um pouco de azar, um gol sofrido no jogo errado, podem derrubá-lo. Uma derrota para a rival Argentina pode minar para sempre sua carreira como treinador. O futebol vive de resultados. E Dunga, bem ou mal, os tem conseguido. Enquanto eles vierem, teremos que conviver com três volantes em casa, empates fora, Mineiros, Josués, Afonsos, etc.<br />
<br />
Só fica o desejo de que o Dunga projeto de treinador não derrube o trabalho do Dunga ex-jogador, que reverteu sua imagem com tanta dificuldade. O capitão do tetra sempre será um ídolo para mim, uma das maiores figuras que o futebol brasileiro já teve. Por isso espero que a aventura como técnico acabe logo, não com tragédia, mas uma despedida saudável. A Euro 2008 acaba, Felipão deixa Portugal e é convidado pelo próprio Dunga a assumir a Seleção Brasileira. Utopia, uma pena.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Sonhando com a dobradinha Dunga-Felipão no comando da seleção.
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				</description>
				
				<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 06:04:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Supercopa do Brasil
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5651/45/supercopa-do-brasil</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />No dia 9 de dezembro, o torcedor terá uma tarde diferente. Nada de futebol. Times de férias. Talvez antecipe as compras do Natal, que ainda não está tão perto. Talvez tire a tarde para visitar a sogra. Talvez abra o caderno de domingo do jornal, leia dois ou três parágrafos e durma no sofá. Na televisão, as opções são programa de auditório, cinema antigo ou aquele documentário sobre a migração de algum tipo de ave no Sul da África. Tédio puro. O futebol? Ah, o futebol simplesmente fechou as portas uma semana antes.<br />
<br />
Poderia ser diferente. A possível programação eu entrego de bandeja. Para esse ano, é bem provável que não saia do papel. Uma pena.<br />
<br />
O evento<br />
<br />
O palco é o estádio da Fonte Nova, em Salvador. O evento começa às 14 horas, com as apresentações da Timbalada e do Olodum esquentando o público que começa a chegar. Batuque no gramado. Uma festa tipicamente baiana e brasileira.<br />
<br />
Às 16 horas, o pontapé inicial de Flamengo x Coritiba. Antes da bola rolar, o vice-campeão da Série A recebe as medalhas de prata e dá as boas vindas ao campeão da segunda divisão. Um jogo diferente, dois tempos de 30 minutos, para não desgastar os atletas já em final de temporada.<br />
<br />
Às 18 horas, já com iluminação por refletores, os comentaristas Mauro Beting e Falcão dão início à cerimônia de premiação dos melhores do ano. Grandes craques do passado entregam o troféu, posição por posição, aos eleitos de 2007. Imaginem: Oberdan Catani entregando o prêmio a Rogério Ceni... Neto para Valdívia... Roberto Dinamite passando a medalha de artilheiro para Josiel, e assim por diante.<br />
<br />
No telão, as grandes imagens do Brasileirão, os gols mais bonitos...<br />
<br />
E encerrando a festa, a partir das 19h30, a grande atração do evento. De um lado, o campeão brasileiro, São Paulo. Do outro, o Fluminense, vencedor da Copa do Brasil. Em jogo, a Supercopa do Brasil 2007. Uma decisão de verdade. Uma final em partida única. A decisão que tanto faz falta no torneio de pontos corridos. O campeão nacional colocado contra a parede.<br />
<br />
Fim de jogo. Taça para o campeão e um show exclusivo de Ivete Sangalo e Cláudia Leite, juntas, com os campeões no palco, para celebrar o término da temporada 2007.<br />
<br />
Gran Finale<br />
<br />
Na Europa, todo país tem sua Supercopa. Os dois campeões nacionais se enfrentando para abrir a temporada. Aqui, acho que poderíamos fazer diferente. Um supercampeão pra fechar o ano, com uma imagem bonita, reunindo o melhor do futebol no ano, pra saciar a vontade do torcedor - e das televisões - de uma verdadeira final, com estádio cheio. A verdadeira festa do futebol brasileiro. Uma premiação oficial da CBF.<br />
<br />
A sede poderia ser aleatória, escolhida no início de cada ano, para criar expectativa junto aos torcedores locais. A transmissão por televisão satisfaria a torcida dos times envolvidos. E a proporção de mega evento, com premiações, taças e shows faria com que tivesse bastante apelo de audiência, para televisão e patrocinadores. Ou seja, uma festa, além de bonita, rentável.<br />
<br />
Mas também tem gente que acha legal o ano futebolístico acabar no dia 2, apenas com a definição dos rebaixados e o campeão brasileiro mandando um time misto a campo por já ter garantido a taça com antecedência. Festa só para aqueles que escaparam da ameaça de rebaixamento. Sombrio.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Imaginando como seria a Supercopa do Brasil em sua cidade, ou pela TV.
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				</description>
				
				<pubDate>Thu, 15 Nov 2007 15:08:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Brasil, de 07 a 14
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5573/45/brasil-de-07-a-14</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Estamos no ano de 2007. Faltam 7 anos para 2014. E nesses próximos sete anos, os fanáticos por futebol, como eu, viverão a expectativa de uma Copa do Mundo no Brasil. Muita gente não acha uma boa idéia. Muita gente acha que não vai dar certo. Muita gente torce, ainda que intimamente, pra não dar certo. Sai pra lá, olho gordo! Vamos aos chatos da questão. Que tal tentar entendê-los?  Quais são os argumentos do povo do contra?<br />
<br />
A Europa não é aqui<br />
<br />
É comum ouvir comparações com a Copa do Mundo da Alemanha. Nossa, como foi legal, divertida e organizada. Espera um pouco. Isso é a imagem que passam para a gente. Quem esteve por lá voltou com uma porção de elogios, é verdade, mas também com críticas. E se for para organizar a competição se espelhando nos europeus, pode parar por aqui. O Brasil é um outro país, com outra cultura, outra realidade. <br />
<br />
Se temos desvantagens pontuais, temos também muita coisa a explorar, como a simpatia do povo brasileiro e nossa riqueza cultural. Aposto que os gringos vão se amarrar em conhecer e tirar boas férias por aqui, vivendo um clima tropical e festivo que só o verdadeiro “país do futebol pode proporcionar”.<br />
<br />
Não vai dar certo?<br />
<br />
Estão subjugando a capacidade do brasileiro. Se não temos hoje o nível de desenvolvimento de uma Alemanha ou qualquer outro país da Europa, não é por falta de competência verde e amarela. Os obstáculos que enfrentamos são muito maiores, são herança de anos de colônia, vivendo um regime rural e escravocrata. Foi por isso que ficamos para trás. Assumir isso, é o primeiro passo para a resolução dos problemas. Esticar as mangas, trabalhar. É assim que se resolve.<br />
<br />
Falta de estrutura<br />
<br />
Claro que não temos estrutura hoje para receber uma Copa do Mundo. É por isso que a escolha é feita com sete anos de antecedência, para que o país tenta tempo para se preparar para o evento. E em sete anos é possível mudar muita coisa, desde que existam organização e um planejamento cumprido à risca.<br />
<br />
Se hoje não existe no país uma boa infra-estrutura de comunicação, hotelaria, hospedagem e de viação aérea, em 2014 vai ter que existir. Esse é um dos grandes baratos da Copa. Não só o que vai rolar em um mês de disputa, mas o que vai ficar para o nosso povo. Agora não há desculpa para não resolver esses problemas. Temos de apresentar ao mundo não apenas um Brasil bonito e receptivo, mas um Brasil que funciona. <br />
<br />
Mais do que um possível hexa ou heptacampeonato da seleção, é a nossa imagem como nação que estará em jogo em 2014. Se as coisas não funcionavam por aqui, agora vão ter que funcionar, na marra. É essa mentalidade que a população e o governo devem abraçar para que o evento tenha sucesso. E estejam certos de que a Fifa vai cobrar, e muito.<br />
<br />
Dinheiro, corrupção<br />
<br />
Quem diz que o Pan Americano do Rio de Janeiro foi um fracasso como evento esportivo está completamente enganado. O Brasil teve uma organização digna de Olimpíada, com os contratempos que também existem nos Jogos Olímpicos, mas com extrema competência no que diz respeito a hospitalidade, logística e, sobretudo, segurança, numa cidade dominada pela violência do crime organizado.<br />
<br />
O que houve de errado no Pan foi um fracasso fiscal, com gastos imensos por parte do poder público, tanto municipal quanto estadual e federal. O comitê organizador confiava demais na injeção de verbas da iniciativa privada, que acabou não ocorrendo, e a falta de planejamento, de um plano B fez com que os gastos se avolumassem.<br />
<br />
Para a Copa do Mundo, a realidade é totalmente diferente. É um evento de dimensão infinitamente maior se comparado ao Pan; é a segunda maior competição esportiva do planeta, depois das Olimpíadas. As principais marcas do mundo farão questão de estar presentes. A própria Fifa traz consigo seis patrocinadoras oficiais.<br />
<br />
Ainda assim, é preciso ter um pé atrás. Neste ponto, o povo do contra tem razão. O grande obstáculo para o Mundial é a transparência do governo e da organização.<br />
<br />
A maior Copa da história<br />
<br />
Não tenho dúvidas de que o Brasil fará uma festa como o mundo jamais viu, uma Copa do Mundo para ser relembrada por décadas. A participação do povo brasileiro é fundamental, com todo seu voluntariado. Há de se unir forças para mostrar ao mundo que a grandeza do Brasil não é só bola no pé. <br />
<br />
Temos sete anos de trabalho pela frente, sete anos que podem mudar a história deste país. Não existe nada que pudesse mexer mais com o brio do povo brasileiro que uma Copa do Mundo. É a grande oportunidade de iniciar uma virada. Para isso, a posição da imprensa é fundamental. Devemos fiscalizar, sim, mas batalhar por um evento impecável.<br />
<br />
É a grande chance do esporte figurar como solução. Espero que nossa paixão pelo futebol seja a matriz energética de uma mudança na forma de pensar e de agir do povo em relação ao próprio país. É preciso, antes de tudo, acreditar no Brasil, como acreditamos na Seleção Brasileira em tempos de Copa.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Imaginando o que fazer para colaborar com a grande revolução do futebol.
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				</description>
				
				<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 05:10:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Campeão único
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5561/45/campeao-unico</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Festa bonita no Morumbi. São Paulo cinco vezes campeão brasileiro. Merecido, pelo que mostrou dentro e, principalmente, fora de campo. Um título que nos leva a apostar, desde já, no acontecimento em 2008 do primeiro tricampeonato nacional da história, em termos de conquistas consecutivas. Não vou entrar no mérito do “penta único”, mas já é possível dizer que temos, no Brasil, um “campeão único”.<br />
<br />
O melhor de todos? <br />
<br />
O São Paulo foi o melhor time do Brasileirão 2007, a tabela mostra. Mas no papel não. Jogador por jogador, a equipe do Morumbi está entre as melhores do Brasil, mas não se distancia tanto. O único fora-de-série no elenco são-paulino é o goleiro Rogério Ceni. De resto, trata-se de um elenco de operários, organizados por um treinador dos mais competentes, Muricy Ramalho. E o que faz a diferença por lá é a organização da diretoria.<br />
<br />
Se fosse tão superior, seria possível apostar que o São Paulo seria campeão mesmo num torneio disputado com fase final entre os oito melhores. É impossível, no entanto, garantir isso. Em duelos de ida e volta, a equipe poderia muito bem cair diante de Cruzeiro, Grêmio e Flamengo, ou rivais locais como Palmeiras e Santos.<br />
<br />
O fato é que o esquema por pontos corridos privilegia a regularidade e a organização. Ou seja, é o sistema perfeito para o São Paulo, de longe o clube mais bem administrado deste país, dando show principalmente no que diz respeito a marketing e planejamento.<br />
<br />
Orgulho de ser tricolor<br />
<br />
A festa preparada para o jogo de título é o maior exemplo. A diretoria são-paulina fez o torcedor se sentir orgulhoso do clube. Bandeiras espalhadas por toda arquibancada, fogos de artifício e uma cerimônia de comemoração previamente elaborada, com entrega de taça pela Federação Paulista, volta olímpica, a camisa comemorativa 5-3-3 “na agulha” e o belo hino executado em alto e “claro” som por todo o estádio, que também dispensa elogios. <br />
<br />
O São Paulo sabe fazer a torcida se sentir orgulhosa. E não é de hoje. Basta lembrar que o clube foi um dos primeiros no país a adotar o projeto de sócio-torcedor. O apaixonado pelo Tricolor se sente bem tratado pela diretoria.<br />
<br />
Esta preocupação com a imagem se reflete também dentro do elenco, entre os jogadores. Eles se orgulham em vestir a camisa do São Paulo, pois o clube oferece toda a assistência necessária.<br />
<br />
Elenco completo<br />
<br />
Rogério Ceni brilha como única estrela, mas o elenco são-paulino é de uma regularidade sem igual. Há peças de reposição que dão conta do recado em todas as posições, graças à velocidade da diretoria em observar, revelar e contratar à medida que os destaques são negociados com o exterior.<br />
<br />
O são-paulino, que hoje teme as saídas de Breno, Miranda, Alex Silva ou André Dias, é o mesmo que há pouco tempo imaginava ser impossível formar uma defesa tão boa após as negociações de Lugano, Rodrigo e Fabão com o exterior. O mesmo se repete por todas as posições do campo. O ataque, por exemplo, tem cinco jogadores de qualidade semelhante que permitem as mais diversas combinações, com Leandro, Aloísio, Dagoberto, Borges e Diego Tardelli.<br />
<br />
Muricy Ramalho tem as peças necessárias para combinar ou substituir sem perda de qualidade. Tanto é que as perdas de Reasco e Frédson, por contusão, e de Hugo, por suspensão, não tiveram impacto negativo na campanha da equipe.<br />
<br />
Jogadores operários<br />
<br />
A falta de um grande craque, um gênio entre os dez de linha é compensada pela vontade e versatilidade de jogadores. O São Paulo conseguiu formar um time de batalhadores. Jorge Wagner, Richarlysson, Leandro e Souza são atletas que lutam durante os 90 minutos e que não se importam em jogar fora de posição se assim lhes for solicitado em prol da equipe.<br />
<br />
Harmonia no vestiário<br />
<br />
No Morumbi, as disputas políticas não alcançam os atletas, que podem desenvolver o seu trabalho com tranqüilidade. Quem vive o dia-a-dia do clube ou acompanha as gravações de treinos sabe o quanto é harmonioso o clima dentro do elenco. Não há guerra de vaidades no São Paulo. Os jogadores estão sempre sorrindo, brincando uns com os outros. <br />
<br />
Espírito de pontos corridos<br />
<br />
E brincadeira não pode se confundir com falta de seriedade. Muricy Ramalho soube fazer com que a equipe tratasse cada jogo como uma final, como tem que ser o torneio de pontos corridos. Enquanto críticos julgavam o time como retranqueiro, o São Paulo sabia se fechar nas horas devidas para garantir pontos importantes. <br />
<br />
No sistema de disputa, uma vitória por 1 a 0 vale tanto quanto uma goleada por 5 a 0. E foi assim que o Tricolor conseguiu a incrível marca de 9 jogos completos sem sofrer gols.<br />
<br />
Era Tricolor<br />
<br />
Ainda falta um ano, um pouco mais talvez, mas já dá para apontar o São Paulo como grande favorito ao título de 2008. Se isso acontecer, o time do Morumbi se tornaria o primeiro tricampeão brasileiro da história em títulos consecutivos, alcançando algo que Palmeiras, Corinthians e Internacional perderam a oportunidade de conquistar em edições anteriores.<br />
<br />
Mais que isso, é possível apostar numa verdadeira Era Tricolor no futebol brasileiro. O São Paulo entrou nos eixos, pegou o jeito do futebol bem organizado, dos pontos corridos e já é um clube de padrão mundial. A menos que o Brasileiro volte ao sistema de fórmulas, temos tudo para ver, nos próximos anos, a equipe paulistana dominar o futebol nacional como um Manchester United na Inglaterra. Ou seja, pode até não ser campeão mas estará sempre nas cabeças.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Chupando o dedo e torcendo pro seu clube de coração se organizar como o São Paulo.
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				</description>
				
				<pubDate>Mon, 05 Nov 2007 07:11:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Psicologia em alta no esporte
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5533/45/psicologia-em-alta-no-esporte</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Uma análise atual do esporte nos mostra que este se transformou no maior fenômeno cultural e social do planeta. Pesquisas apontam que as experiências com o esporte sejam positivas ou negativas, podem ter origem na casa paterna, por influência ou modelo de irmãos, parentes e amigos e/ou no esporte escolar (Becker, 2000).<br />
<br />
Na prática esportiva de competição o atleta tem que solucionar múltiplos problemas durante o preparo, a realização e o julgamento de atitudes, assim como estar em perfeito preparo físico. Nesta área, de exercício, nunca o corpo humano esteve submetido à tamanha pressão por treinamentos e diversas técnicas corporais, buscando sempre a perfeição, para que o atleta possa desempenhar o máximo de si durante as competições. Porém, observamos que mesmo tendo o melhor preparo físico, muitos atletas têm falhado na hora decisiva. <br />
<br />
O maior exemplo disto foi com o nosso time de futebol, que na final da Copa do Mundo de 2004 (sem contar a de 1998), possivelmente por despreparo psicológico teve problemas e acabou por não conseguir jogar o futebol que estava habituado a mostrar. Isto ocorre porque fatores associados ao rendimento humano têm sido descuidados ou não levados em consideração.<br />
<br />
Saber ganhar e perder tem sido uma constante na vida de todos, e também na dos atletas. Vencer é um desafio que proporciona uma sensação muito boa, desde que não cause dor e sofrimento, com uma possível derrota ou até mesmo uma lesão. Assim, antes de competir todo atleta deve estar preparado psicologicamente dando um bom apoio ao seu emocional, fortalecendo seu físico e vice-versa.<br />
<br />
Neste contexto, a assessoria psicológica servirá para treinamento mental, manutenção da motivação e aprimoramento da atenção concentrada, assim como problemas de inter-relacionamento. Mostrando como resolver dificuldades expressando-se melhor, ouvindo e percebendo claramente as diferenças, respeitando e conhecendo seu colega de trabalho e o atleta com quem joga, ou que treina.<br />
<br />
 O psicólogo trabalhará de uma forma multidisciplinar, pois deverá ser conhecedor profundo do esporte, sendo capaz de compreendê-lo e de nele intervir com práticas apropriadas. Assim como, dominar as diferentes áreas da psicologia como a clínica, saúde, educação, social entre outras. O psicólogo não é capaz de levar o atleta ou qualquer outra pessoa ao paraíso, mas ele pode o  ajudar a lidar melhor com os problemas da vida, com as frustrações da derrota ou de um lance mal feito, e até mesmo com a glória e a vitória. <br />
<br />
Fernanda Ratti – Psicóloga
					]]>
				</description>
				
				<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 18:01:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O prazer de secar
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5505/45/o-prazer-de-secar</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Cena número 1. Parque Antártica com público recorde em 2007. Quase 24 mil torcedores. Últimos minutos da primeira etapa. O placar já era de 1 a 0 contra o Paraná. O jovem meia Caio se prepara para uma cobrança de falta na intermediária. Antes mesmo do apito do juiz, o grito da galera. O jogador não entendeu nada. Tomou um susto, olhou para trás, e o placar apontava gol do Figueirense, abrindo o marcador diante do Santos em Florianópolis.<br />
<br />
Cena número 2. Morumbi lotado. O São Paulo vencendo o Cruzeiro por 1 a 0. Quase 45 do segundo tempo. Alteração no líder do Brasileiro. À beira do gramado, André Dias espera a saída de Dagoberto. No caminho para a linha lateral, o atacante toma um susto. Os mais de 60 mil torcedores explodem num grito de gol. Era o placar do estádio, anunciando o gol do Náutico contra o Corinthians.<br />
<br />
O sofrimento alheio<br />
<br />
Embora parecidas, são situações um pouco distintas. No primeiro caso, a vibração se deu muito mais da briga pela segunda posição na tabela do que a rivalidade entre palmeirenses e santistas. Já no segundo, ficou em evidência o sadismo do torcedor. O apaixonado não se contenta apenas em ver seu time ganhar, quer ver o fracasso do rival (vou evitar a distorção que a palavra “inimigo” poderia causar nessa circunstância).<br />
<br />
Sadismo talvez seja um termo forte demais, mas é o que melhor explica a atenção que os torcedores de futebol dão aos principais rivais. É assim pelo mundo todo. Ao gremista que perdeu a rodada não basta saber qual foi o resultado do tricolor gaúcho... é preciso também tomar conhecimento do que aconteceu com o Internacional. E a vitória não tem o mesmo sabor se o arqui-rival também se deu bem.<br />
<br />
Natureza competitiva<br />
<br />
Saindo um pouco do espectro futebolístico para entender tal comportamento, podemos observar que o homem é um ser de natureza competitiva. Faz parte da vaidade humana. Estamos sempre nos comparando aos nossos similares. Todos querem ser o melhor: no trabalho, no esporte, na arte, ou até na azaração. Característica essa que fica ainda mais clara no que se refere às mulheres.<br />
<br />
Para o torcedor, a derrota de um adversário próximo é fundamental para que se possa contar vantagem nas conversas de boteco, do almoço ou no próprio ambiente de trabalho. É aquela famosa história de ‘o meu é melhor que o seu’, que nunca vai acabar. O fanático por futebol sempre vai achar um motivo para provar que seu time de coração é melhor que o do outro.<br />
<br />
Cai, Corinthians!!<br />
<br />
Em São Paulo, o fenômeno “torcer contra” está em alta como nunca, com o Corinthians passando por situação delicadíssima. Ser campeão com o alvinegro rebaixado é uma glória imensurável para o torcedor do São Paulo. O mesmo vale para o palmeirense, que pode ter um vice com sabor de título com o eventual rebaixamento corinthiano.<br />
<br />
Não são poucos, por exemplo, os torcedores do Palmeiras que abririam mão de uma vaga na Libertadores para ver o rival na segunda divisão, sentindo na pele o que o Verdão sentiu em 2003. No conflito de interesses, secar o rival acaba sendo mais prazeroso que conquistar uma posição de destaque.<br />
<br />
Bvaí... ou Cvaí?<br />
<br />
E para quem diz que um clube não vive sem o outro, que os inimigos têm de conviver na mesma divisão para manter a rivalidade em alta, o futebol de Santa Catarina aparece para provar o contrário.<br />
<br />
Há seis anos consecutivos na Série A, o torcedor do Figueirense segue atento a tudo o que rola na Série B, mandando energias negativas para o Avaí. Clube este que, pelas bandas de Florianópolis e região, ganhou o carinhoso apelido de Bvaí...<br />
<br />
E pensam que o acesso do Avaí para a primeira divisão aumentaria o clima de tensão entre as equipes? Pode até ser, mas a torcida alvinegra não está nem aí. O fanático pelo Figueira quer mesmo é que o rival caia de novo, para ser chamado de Cvaí.<br />
<br />
Neste caso, por interesse meramente profissional, sou exceção. Quero Avaí e Criciúma na elite, pelo bem do futebol catarinense. Mas parece que o Tigre está fazendo tanta força pra não cair quanto o Cruzeiro fez na primeira divisão para não ficar com o título.<br />
<br />
Poderia escrever mais 258 parágrafos sobre o assunto, mas vou parar por aqui antes que me empolgue demais.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Secando o rival, claro.
					]]>
				</description>
				
				<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 18:07:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						A Seleção e os brasileiros
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5475/45/a-selecao-e-os-brasileiros</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />O Brasil venceu sua primeira partida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Goleada por 5 a 0 sobre o Equador, com show de Kaká em noite de Maracanã lotado. Um prato cheio para conclusões precipitadas. E também para boas reflexões, até construtivas eu diria (ou escreveria)<br />
<br />
Maracanã<br />
<br />
Foi gostoso assistir na quinta-feira pós-jogo as matérias sobre o ambiente no Maracanã. Menos pelo jogo que pela sensação de lotar um estádio em apoio ao Brasil. Por pintar a cara de verde e amarelo, com os craques ali pertinho, não pela televisão. As vaias, claro, sempre vão existir. O torcedor brasileiro é exigente – e tem todo o direito de ser. Foi um show de boas imagens.<br />
<br />
Exclusividade carioca?<br />
<br />
A empolgação pela festa promovida pelos cariocas levou alguns a defenderem que o Maracanã seja o palco de todos os jogos brasileiros em casa nas Eliminatórias. Discordo totalmente. O brasileiro é um povo festivo por natureza e acredito que em qualquer canto do Brasil a torcida teria a mesma performance. <br />
<br />
Trata-se de uma chance rara do torcedor acompanhar de perto os melhores jogadores do país, reunidos. Não é todo dia que Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Gilberto Silva e Júlio César jogam no Brasil. Não é todo dia que vestem a mesma camisa.<br />
<br />
Copa 2014<br />
<br />
Que tal usar os nove jogos destas Eliminatórias para “aquecer” as possíveis sedes da Copa de 2014? A FIFA deve confirmar a competição para o Brasil no final do mês. Além do Rio, minhas sugestões são: Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Recife, Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e Manaus ou Curitiba. Mas muitas outras cidades também poderiam receber a Seleção calorosamente.<br />
<br />
Só não dá pra dizer que “o Rio de Janeiro provou que o Brasil pode receber a Copa do Mundo”, como disse o Dunga. Espero que a declaração tenha escapado num momento de euforia e gratidão com os cariocas, porque são coisas de proporções totalmente diferentes. Para ficar num único exemplo, só as imprensas brasileira e (parte da) equatoriana estavam presentes significativamente no Maracanã. Seria comparável, no máximo, à estrutura para cobrir um Grécia x Austrália na primeira fase.<br />
<br />
O jogo<br />
<br />
Sem ilusão, minha gente. A goleada foi bonita e empolgante, é verdade. Assim como é verdade que o Equador é um time fraco, que o Brasil teve dificuldades até fazer o segundo gol e contou com a sorte em pelo menos dois gols (o de Ronaldinho Gaúcho e o segundo do Kaká).<br />
Não tirando os méritos da Seleção Brasileira. Pelo contrário, reconhecendo a amplitude da vantagem canarinha. Temos os melhores jogadores do mundo. Eles não são os “amarelões da Copa”, são os “melhores do mundo”. Se não funcionaram como equipe na Alemanha, é outra história, que pode ser melhor explicada apenas por quem encaixava as peças naquela época.<br />
<br />
Dunga<br />
<br />
Não dá pra falar que um empate em 0 a 0 com a Colômbia é um resultado razoável. Nem por ser fora de casa, nem por ser na altitude. Como já escrevi, Dunga tem os melhores do mundo para montar um time decente, que vá ao ataque e não tenha medo. Se não formos para cima dos adversários, eles acharão ótimo. Toda seleção que enfrenta o Brasil, tem a missão de resistir o máximo de tempo. E nenhuma resiste depois de sofrer o segundo gol.<br />
<br />
Sou fã do ex-jogador Dunga, mas ele precisa da mesma simplicidade que tinha dentro das quatro linhas para ter sucesso fora delas. Isso significa: não inventar e não ser teimoso, no mínimo. Tem que escalar os melhores. Foi isso que ele fez contra o Equador. Mas tem que deixar eles jogarem também. E cobrar, muito, como fazia o Felipão. Afinal, o que levou o capitão do tetra à Seleção foi o espírito de liderança.<br />
<br />
A distância<br />
<br />
Frios, mercenários, mascarados. Essa é a imagem que muitos jogadores que atuam na Europa têm (ou tinham) junto ao povo brasileiro. Só porque aceitaram ter uma melhor condição de vida e morar fora do país, jogando ao lado dos maiores craques do mundo. Rótulo criado pela imprensa sensacionalista, nacionalista e também pela CBF.<br />
<br />
Como ser fã de um jogador que deixou o Brasil com menos de 20 anos para atuar na Europa se a Seleção nunca atua no país? O jogo com o Equador provou que os medalhões podem, sim, ter o carinho do povo. Basta que os amistosos também sejam agendados para o Brasil. Quem quer torcer por um time que só se vê pela televisão?<br />
<br />
E como cobrar atitude, vontade e dedicação de um jogador que atua diante da “festiva, empolgada e calorosa” torcida da Dinamarca numa partida que não vale nada, contra a Arábia Saudita? Longe dos brasileiros, longe das confortáveis casas na Espanha, Itália, Alemanha, entre outros. É por isso que os jogadores perdem o tesão, pedem dispensa.<br />
<br />
A alegria da torcida contagiou Robinho, Vagner Love e Ronaldinho Gaúcho. Eles se sentiram em casa, se viram valorizados, ficaram alucinados, querem voltar. As diferenças podem ser as mais evidentes, mas os aplausos de um Camp Nou lotado nunca valerão tanto quanto um grito de gol de um Maracanã. Um passeio que dá gosto.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Aguardando Brasil x Uruguai no dia 21 de novembro.
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				</description>
				
				<pubDate>Thu, 18 Oct 2007 16:57:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O caminho para a Copa
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5471/45/o-caminho-para-a-copa</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Dez seleções da América do Sul jogam entre si em turno e returno. As quatro melhores vão para a Copa de 2010. A quinta colocada faz repescagem com a quarta colocada do grupo América do Norte e Central. Esse é o regulamento a ser seguido pelo Brasil para assegurar presença em mais uma Copa.<br />
<br />
A única seleção que participou de todas as edições, a única pentacampeã, a única que possui o atual melhor o jogador do mundo e,ao mesmo tempo, o favorito ao título  esse ano. Uma seleção de nomes, de craques, mas só isso não basta.<br />
<br />
Depois de esperar 45 minutos para o início da partida, vimos uma seleção apática, desentrosada, passes que não saíam redondos, marcação que não encaixava, falta de objetividade, muita briga e pouca inspiração.<br />
<br />
O Brasil sobrevivia do brilho individual, nenhuma novidade para quem tem Ronaldinho, Kaká e Robinho. Mas faltou o coletivo e acompanhamos uma estréia sem graça, e um 0x0 que acabou sendo um bom resultado, e pelo menos um ponto foi somado.<br />
<br />
O gramado pesado, a altitude, a falta de entrosamento tudo isso pode ter ajudado o mau desempenho, tudo bem, foi o primeiro passo de um longo caminho. Mas para quem quer conquistar o HEXA, qualquer tropeço deve ser evitado.<br />
<br />
Agora, a seleção reencontra a torcida e o Maraca, e para apresentar o desempenho esperado por todos, afinal, não é só o torcedor brasileiro que espera ver a seleção canarinho jogando bem, vai precisar de muitos ajustes.<br />
<br />
Nem digo em relação a jogadores, ou comissão técnica, mas de uma coisa mais importante, ajuste de postura, de força e de amor à camisa.<br />
<br />
Quem sabe o que falta à seleção é a força, o amor e as dificuldades que a seleção feminina enfrenta, possui, e ultrapassa. É de se pensar, ver o que essas meninas enfrentaram, e lutaram e sem estrutura alguma, conquistaram o título do Pan, coisa que a seleção masculina ainda não possui. E foram vice-mundiais, diante de umas das mais estruturadas seleções do mundo, a Alemanha.<br />
<br />
HOJE! É o dia para ver se a seleção brasileira – a masculina – é capaz de lotar o Maracanã - sem esquecer que o jogo é às 21h45 e não às 10h - e dar a alegria que todos nós brasileiros merecemos. E se o caminho para a Copa e, consequentemente, ao Hexa será árduo ou não. <br />
<br />
E a torcida? Precisa jogar junto, apoiar do início ao fim, e ser muito mais do que o 12º jogador. Afinal, cerca de 70mil pessoas gritando: “ôÔô sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor...” é pra dar ânimo a qualquer um e fazer tremer os adversários.<br />

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				<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 08:45:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Finge que não vê
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5438/45/finge-que-nao-ve</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Parque Antártica lotado para um importante jogo entre Palmeiras e Grêmio, que brigam diretamente por vagas na Libertadores da América 2008. Faltando menos de 40 minutos para a bola rolar, a fila dobrava o quarteirão da Rua Turiassu. Muita gente. Além daqueles que se alinhavam para entrar no estádio, os que ainda curtiam a espera num bar, no batuque da organizada ou na rua à procura dos amigos ou de ingressos. Foi nesse cenário todo que despertei minha atenção para um incômodo hábito do ser humano, o de “fingir que não viu”.<br />
<br />
Cambistas<br />
<br />
Os ingressos se esgotaram mais ou menos três horas antes do jogo. Isso nas bilheterias, é claro. O torcedor ainda poderia encontrá-los facilmente nas mãos de cambistas. Um hábito ilegal, mas tão comum, que já se enraizou na cultura do torcedor. A procura foi tão grande que 40 minutos antes do jogo nem o mercado ilícito tinha mais entradas, esgotamento que causou indignação daqueles que chegavam em cima da hora. “Não tem? Nem cambista?”.<br />
<br />
Um amigo admitiu: “a fila estava enorme por volta do meio-dia, comprei de cambista mesmo”. O conforto custa um pouco mais caro, mas compensa. Esse mesmo amigo não teve dificuldade em vender para um outro camarada a entrada que sobrou – desta vez por um preço mais baixo, que rapidamente virou lucro nas mãos do tal cambista. A ilegalidade corre solta por todos os estádios do país e ninguém mais se incomoda.<br />
<br />
As autoridades simplesmente “fingem que não vêem”. O processo ocorre debaixo do nariz de todo mundo. Enxergar é uma questão de vontade... ou interesse, que seja.<br />
<br />
Fila<br />
<br />
Na entrada, um pouco mais do jeitinho brasileiro. Ou melhor, da malandragem em próprio benefício. Pegar fila pra quê, se é possível “dar um gato” e furá-la bem na frente da polícia. Os fardados estão cansados de saber que isso acontece. Talvez estejam ainda mais cansados ainda de corrigir essa postura. É verdade que, volta e meia, tem um que aparece para impor autoridade quando a coisa descamba, mas em geral eles preferem “fingir que não vêem”.<br />
<br />
No campo<br />
<br />
Entrei no estádio com as observações acima martelando na cabeça e certo de que já havia encontrado um bom tema para a coluna da semana. Mas veio muito mais pela frente. O que se viu no Parque Antártica foi um jogo bastante truncado, com lances ríspidos, que no final se tornaram lances violentos, sobretudo por parte do Grêmio.<br />
<br />
O principal alvo das agressões gremistas era o chileno Valdívia. Com futebol atrevido e cara de marrento, “El Mago” provocou a fúria dos adversários. Cansados de tentarem na bola, passaram a, literalmente, bater no craque alviverde. Nos 5 minutos finais, Valdívia apanhou por três jogadas seguidas, próximo à marcação de escanteio. Eu estava perto do local. Foi possível ouvir o barulho das pancadas gremistas no chileno. <br />
<br />
Só quem não ouviu foi o árbitro Héber Roberto Lopes. O paranaense acompanhou os três lances de perto, como manda a cartilha, mas não expulsou ninguém, será que também está na cartilha? É impossível que ele não tenha visto. Talvez, porém, como os policiais da fila, ou as autoridades dos ingressos, o juizão preferiu “fingir que não viu”.<br />
<br />
Questão de cultura<br />
<br />
Fiquei imaginando as razões que levaram à atitude passiva de Héber Roberto Lopes. Não cogitei a hipótese de má fé. Prefiro acreditar em má vontade, falta de vontade, comodismo, preguiça mesmo. O jogo estava 2 a 0, o Palmeiras ganharia de qualquer jeito, então pra quê criar caso? Sem expulsões, os gremistas nem poderiam culpá-lo pela derrota; e os paulistas rapidamente esqueceriam o ocorrido.<br />
<br />
Ele simplesmente fingiu que não viu para evitar mais trabalho ou dor de cabeça. No caso, era preferível passar batido, como acontece com o cambista, o fura-fila e em muitas outras situações do cotidiano. Está no comerciante que vende cigarro para o menor, na mãe que vê o filho chegar bêbado em casa, no jovem que se droga nos shows, na propina para o exame de motorista e até no rapaz que perdoa a namorada que foi para a gandaia. <br />
<br />
Todo o mundo sabe que tudo isso acontece, mas relevar muitas vezes é mais fácil. Não sei se é assim também em outros lugares do mundo, mas o conceito de disciplina vai cada vez mais se perdendo na sociedade brasileira. Maus hábitos que não deveriam existir em quem aplica a lei, como policiais e árbitros de futebol. No final, quem apanha é o Valdívia.<br />
<br />
Câmeras<br />
<br />
Por falar em apanhar, nem mencionei acima o soco que o chileno levou de Gavilán numa cobrança de escanteio. Acostumado com a impunidade e com o “faço escondido e ninguém vai ver”, ele desceu a porrada no adversário. Estava fora do alcance do árbitro e do bandeira sim, mas não das câmeras. A televisão flagrou o lance, e uma punição bem salgada aguarda por ele.<br />
<br />
É assim que as autoridades bem intencionadas ganham uma poderosa aliada no combate à indisciplina: esse aparelho cada vez menor e mais discreto chamado “câmera”. Onde você menos espera, elas estão olhando pra você. Essas, quando bem manuseadas, não fingem, e pior: provam o que viram. Azar do Gavilán e da nossa privacidade, mas esse já é assunto para uma outra coluna.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Vendo ou fingindo que não viu, não é presidente?
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				</description>
				
				<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 02:46:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Conclusões Femininas
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5407/45/conclusoes-femininas</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Foram 20 dias de cobertura da Copa do Mundo de futebol feminino. Elas na China, eu no Brasil, com o fuso horário todo invertido, produzindo e coordenando as transmissões ao vivo da TV Bandeirantes, sucesso de audiência, sobretudo nos jogos do Brasil. Por todo esse tempo, elas foram a minha vida, e acho por bem compartilhar as conclusões tiradas com quem se interessa pelo assunto.<br />
<br />
A disputa - Alemanha, Brasil e Estados Unidos foram, de fato, as três melhores equipes do torneio. Individualmente, tinham as melhores jogadoras, fato que as diferenciava de outras seleções igualmente bem organizadas, como Noruega, Austrália, China e Coréia do Sul. A classificação final, curiosamente em ordem alfabética, foi justa. Como também seria justa qualquer outra ordem entre as três.<br />
<br />
Brasil x EUA - nas semifinais, fizeram diferença a favor do Brasil: a infelicidade do técnico Greg Ryan em trocar a goleira titular, a infelicidade de Leslie Osborne ao marcar um gol contra e a infelicidade da árbitra ao expulsar a volante Shannon Boxx, peça-chave da equipe norte-americana. As brasileiras estavam, sim, em dia particularmente inspirado, mas a seqüência dos fatos acima citados turbinou o desempenho verde e amarelo.<br />
<br />
Brasil x Alemanha – o primeiro tempo do Brasil na final foi provavelmente melhor que o início de jogo contra os Estados Unidos, mas nossas garotas perderam as chances surgidas. Contra uma equipe como a Alemanha, que não sofreu gols ao longo de toda a competição, esse foi um erro capital.  <br />
<br />
De quebra, fomos traídos por uma dessas sutilezas do futebol. O empate já estava armado no placar eletrônico, mas quis o destino que Marta perdesse o pênalti, experimentando um drama já vivido por ídolos como Zico, Baggio, Edmundo, Riquelme, Marcelinho Carioca e Platini.<br />
<br />
Marta – um fenômeno. Tem apenas 21 anos e ainda vai evoluir muito. Sim, evoluir, como afirmou a imprensa alemã. Ninguém discute a qualidade da Marta, mas vale lembrar que o melhor do futebol dela ficou escondido nos momentos mais difíceis. Contra a China, só no segundo tempo, quando o time asiático foi em busca do empate. Contra os Estados Unidos, só após a expulsão de Shannon Boxx, que deixou a equipe norte-americano sem referência para a marcação.<br />
<br />
Hope Solo - a goleira dos Estados Unidos já seria um dos nomes da Copa do Mundo por sua beleza. Acabou protagonista, também, por atuações seguras e pela injustiça cometida pelo técnico Greg Ryan. Acredito que mulheres bonitas sofrem de preconceito. Como elas podem ser belas e eficientes ao mesmo tempo? Essa questão deve ter passado pela cabeça do treinador norte-americano. <br />
<br />
Como explicar a troca de Solo por Briana Scurry na semifinal diante do Brasil? Por que a falta de confiança na titular? Por que a escalação de uma veterana de 36 anos sem ritmo de jogo? Acreditou Greg Ryan, que a história pesaria a favor da goleira. Não poderia dar certo. Se fosse assim, faríamos campanha pela volta de Taffarel para o gol da seleção! Ou Dunga poderia ele mesmo ocupar a vaga de Mineiro no meio-campo!<br />
<br />
Perceberam a revolta? Pois é, agora imaginem o que passou pela cabeça da antiga titular durante o jogo do Brasil. Foi titular durante toda a campanha. Sonhava em ser campeã do mundo, mas na hora da sobremesa, foi sacada e teve de assistir uma eliminação humilhante do banco, sem poder ajudar. Reclamou, com toda razão, e acabou afastada do elenco. Ainda pode sair como vilã. Perdoem-me, mas esse não é o caso da “bonitinha, mas ordinária”.<br />
<br />
Mulheres x Homens – uma das coisas que mais incomodaram ao longo do torneio foi a comparação entre mulheres e homens. Elas batem um bolão mesmo. São as melhores do planeta e justamente por isso é que estavam na Copa do Mundo. Resolveriam o problema de vários clubes brasileiros, sim. Mas não pode. E ponto final. Futebol feminino é para as mulheres. Futebol masculino é para os homens. Como diz o Mauro Beting, “são esportes diferentes”. <br />
<br />
É uma questão de cultura, por estarmos desacostumados com 22 mulheres correndo atrás da bola, mas tem que parar. Ninguém nunca pediu a Hortência jogando ao lado do Oscar, nem a Fernanda Venturini como levantadora da seleção masculina de vôlei. E não vai ser assim no futebol.<br />
<br />
Futebol Clássico – aproveitando o conceito de “esportes diferentes”, vale aqui pontuar quais são as diferenças entre o futebol das meninas e dos meninos. Elas jogam, hoje, um futebol mais técnico, muito parecido com o que era jogado há 50 anos atrás pelos homens. Nele, a técnica ainda vale mais que o físico. Um futebol clássico, um pouco mais lento, com mais espaços no campo e jogado de maneira limpa. Surge daí o grande número de golaços e jogadas de classe que vimos nos campos da China. Resta saber por quanto tempo este ainda será o estilo de jogo das mulheres.<br />
<br />
Agora, uma parada estratégica. Poderia escrever ainda sobre como desenvolver o futebol feminino no Brasil, mas guardo este assunto para uma próxima coluna, e deixo esse texto menos carregado. Combinado assim??<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Com saudades do belo futebol e das belas mulheres da Copa do Mundo.
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				</description>
				
				<pubDate>Wed, 03 Oct 2007 07:58:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Novo ritmo nas arquibancadas
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/5046/45/novo-ritmo-nas-arquibancadas</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<img src="/imagens/item_5046.jpg" alt="" border="0" /> <br /> 'Os Tigres' tomam conta da arquibancada do Heriberto Hülse<br>Foto Jônatas Ferreira/FSC <br /><br /><br /><em></em> <br /><br />Quando se fala em torcida no futebol, logo se pensa em violência nos estádios. Mas para mudar isso, começa a surgir em Santa Catarina um novo tipo de torcida, que também apóia seus times durante os 90 minutos, mas sem o famoso título de “organizada”.<br />
<br />
Com as tradicionais “barras”, bandeiras que atravessam as arquibancadas no sentido vertical, essas torcidas geralmente se reúnem atrás dos gols para incentivar o time do início ao fim do jogo.<br />
<br />
Inspirados em cantos latinos, como faz a famosa “Geral do Grêmio”, “Os Tigres” (Criciúma) e “Arquibancada Alvinegra” (Figueirense) são as principais torcidas desse tipo atuantes em Santa Catarina.<br />
<br />
<img border='0' src=' imagens/barraalvinegra_110707.jpg'><br> Arquibancada Alvinegra faz<br>a festa no Scarpelli<br>Foto Divulgação AAAmbas são bem recentes. A “Os Tigres” começou no ano passado, quando o Criciúma estava na Série C do Campeonato Brasileiro. Hoje, com a liderança da Série B, a torcida praticamente toma conta da arquibancada atrás do gol à direita das sociais do Heriberto Hülse. Todos entram juntos no estádio, em marcha e cantando.<br />
<br />
“Começamos com quase ninguém. Mas logo foi crescendo, mais pessoas aderindo à torcida e hoje a ‘Os Tigres’ é a maior torcida do Criciúma”, diz Filipe Linemburger, um dos fundadores da torcida tricolor.<br />
<br />
“Vale lembrar que é uma torcida de todas as idades, de crianças à terceira idade. Todos participam e ajudam a promover a linda festa nas arquibancadas promovida pelo povão, que é contagiado pela barra”, acrescenta Linemburger.<br />
<br />
Em Florianópolis, esse movimento começou em outubro de 2006, mais precisamente em um jogo Figueirense x Botafogo, no Orlando Scarpelli. Ao contrário da maioria, a barra alvinegra não fica atrás do gol, mas não deixa de incentivar o Figueira do início ao fim do jogo.<br />
<br />
“Estreamos em 08/10/2006, no jogo contra o Botafogo, com apenas seis almas incansáveis apoiando o time até o final da partida. E fomos recompensados com um gol já nos acréscimos, quando ainda continuávamos cantando sem parar. Aí vimos que tudo aquilo que nosso idealizador tinha proposto era válido e resolvemos levar à frente”, diz a história da “Arquibancada Alvinegra” em seu site oficial (www.barraalvinegra.com).<br />
<br />
Em Joinville, está nascendo a “Guarda 85”, referente ao octacampeonato estadual conquistado pelo Joinville em 1985. “Começou com o nome de “Movimento para sempre JEC”, com alguns torcedores que mal se conheciam no Orkut, mas tinham o mesmo ideal, de começar uma torcida estilo ‘barra’ em Joinville”, explica o fundador, Carlos do Amaral.<br />
<br />
“Fomos em dois jogos da Divisão Especial apenas para nos conhecermos e discutirmos idéias. No jogo contra o Atlético Paranaense, levamos as barras e, no ultimo jogo, contra o Caxias, estreamos nosso bumbo e cantamos durante boa parte do jogo”.<br />
<br />
A ideologia dessas torcidas é incentivar o time do coração sempre, sem provocação aos rivais, que motiva a violência nos estádios. Eles não recebem apoio dos clubes, como acontece com a maioria das organizadas. Sustentam a paixão pelo clube voluntariamente, buscando doações para a compra de materiais e sempre agregando mais torcedores para deixar mais bonita a festa nos estádios.
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				</description>
				
				<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 17:11:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Cabeça erguida
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/4911/45/cabeca-erguida</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Caros amigos catarinenses, esperei a poeira baixar para comentar a derrota do Figueirense na última quarta-feira pela Copa do Brasil. De cabeça quente fica complicado analisar o resultado que deu o título ao Fluminense e foi por conta disso que ouvi e li por aí muitas declarações injustas.<br />
<br />
Antes de mais nada, parabéns ao time carioca, que foi valente no Scarpelli e fez o jogo que tinha de ser feito. Assim que o juiz apitou o início, comentei com amigos: "se o Flu fizer um gol no começo, a coisa vai ficar complicada", porque o Figueira teria de se lançar ao ataque contra um time fechado e perigoso nos contra-ataques. Infelizmente, foi o que aconteceu, num lance de desatenção da zaga alvinegra, despreparada para fazer a linha de impedimento que se tentou.<br />
<br />
Com a desvantagem, temia sinceramente que a juventude da equipe catarinense fosse pesar. Não foi o que aconteceu, porém. Surpreendentemente, a inexperiência não pesou. O time foi bravo, foi guerreiro e deu sinais de grandeza ao partir para cima do Fluminense, que por sua vez não se importou em atuar como pequeno para levantar a taça. Renato Gaúcho não teve vergonha em trocar atacantes por defensores, numa atitude decisiva para decidir a partida.<br />
<br />
Infelizmente, para o Figueirense e também para o futebol de Santa Catarina, as inúmeras chances criadas não se converteram em gol. Da bola chutada por Victor Simões que encostou o pé da trave à bomba mandada por Cleiton Xavier para a excelente defesa do goleiro Fernando Henrique, a sorte esteve do lado tricolor.<br />
<br />
O resultado, porém, não deve significar nada além de tristeza para a torcida alvinegra, que fez um bonito papel na entrada do Figueira e apoiou na medida do possível ao longo do jogo. Torcedor não concentra e está mais sujeito ao nervosismo que os jogadores em campo. É o suficiente para explicar o que alguns definiram como falta de incentivo por parte da massa catarinense. O jogo, o mais importante da história do clube, era dramático, tenso e isso paralisa qualquer reação do apaixonado torcedor.<br />
<br />
Essa paixão leva alguns a procurar culpados, bodes expiatórios, mas não há quem crucificar nesse caso. O Figueira foi valente. A derrota é dessas coisas do futebol. Se a sorte mudasse por um ou outro instante, estaríamos venerando Ruy, Chicão, Edson, Mário Sérgio. <br />
<br />
O treinador, inclusive, foi muito criticado pelo time que escalou e pelas alterações que fez. Injustamente. Se o Figueira foi à final da Copa do Brasil, deve 50% disso a Mário Sérgio Pontes de Paiva, que emocionou na coletiva concedida ao final da partida. Ao mesmo tempo em que estava visivelmente abalado, pois acreditava no título, mostrou sobriedade na análise da partida e reconheceu tanto o esforço de "seus meninos" quanto os mérito do Flu.<br />
<br />
A perda do título que seria espetacular para o futebol catarinense não tira os méritos da ótima campanha feita pelo Figueirense, que crava seu nome entre os grandes e impõe respeito aos adversários no Campeonato Brasileiro. Se manter a garra que teve ao longo da Copa do Brasil, o time vai longe em mais um torneio nacional. Quatro vagas para a Libertadores estão em jogo e não será surpresa se o Figueira ficar com uma delas.<br />
<br />
O alvinegro sai de cabeça erguida e aposto em Mário Sérgio para repetir o sucesso no Brasileiro, torneio no qual o time só entra de fato agora - e entra em boas condições. Boa sorte, Figueira, e que o sucesso se repita!
					]]>
				</description>
				
				<pubDate>Sun, 10 Jun 2007 09:31:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						De longe, mas com o Figueira
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/4886/45/de-longe-mas-com-o-figueira</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Caros amigos catarinenses, escrevo hoje como um solitário torcedor do Figueirense na cidade de São Paulo, ansioso para esse que é o jogo mais importante da história não só do alvinegro do Estreito, mas talvez do futebol do estado.<br />
<br />
E antes que me perguntem sobre o título do Criciúma na mesma competição, antecipo que a Copa do Brasil de 2007 não é tão obra do acaso quanto foi o título de 1991, por mais bem feito que tenha sido o trabalho de Luis Felipe Scolari.<br />
<br />
Para os que não me conhecem, sou um paulistano de coração catarinense, em apego às minhas origens. O carinho que tenho por essa terra vem do sangue, da família situada em Imbituba, de um lugar que me conquistou não só pela beleza, mas por sua gente.<br />
<br />
Tenho orgulho em dizer que minhas raízes estão no estado de Santa Catarina e foi por conta disso que me apeguei tanto ao Figueirense, confesso que por influência de parentes que me ensinaram a grandeza alvinegra antes mesmo do acesso à Série A.<br />
<br />
Por mais que meu pai tenha tentado me criar como torcedor palmeirense, meu encanto pela terra e pelo povo barriga-verde sempre me fez acompanhar e torcer pelo sucesso do futebol catarinense. E quando comecei a acompanhar de perto o Figueira, ainda estávamos na Série C. <br />
<br />
O sucesso nos anos que se seguiram só fizeram aumentar o meu carinho e o meu apego, apesar da distância. E hoje me vejo recompensado por tanta dedicação, com o momento único que vive o Figueirense. Depois de terminar entre os oito melhores do Brasileirão, estamos numa final de Copa do Brasil.<br />
<br />
Não se trata de uma surpresa, como foram Santo André, Brasiliense, Paulista de Jundiaí ou até o São Caetano. O Figueirense não é um fenômeno de 2007, nem uma surpresa como o Criciúma de 1991, é um clube que vem escrevendo sua história e já tem presença marcada no cenário nacional com seus anos de primeira divisão.<br />
<br />
Esta é a diferença da final desta quarta-feira para qualquer outra final de Copa do Brasil. O Figueira ainda não ganhou nada, mas tem tudo para coroar uma trajetória ascendente que vem se desenhando há tempos. <br />
<br />
O título de campeão nacional há de empurrar-nos goela abaixo da imprensa Rio-São Paulo como time grande, como eles se recusam e continuarão se recusando a reconhecer.<br />
<br />
Usando o maior dos clichês, hoje o Figueirense é Santa Catarina. Por mais que avaianos estejam secando e os "tigres" não queiram que a conquista de 92 seja igualada, o alvinegro do Estreito tem a oportunidade de escrever uma página importante para o futebol catarinense, que tem condições de se firmar como um dos mais fortes do país dentro de alguns anos, aproveitando a instabilidade dos antigos grandes centros.<br />
<br />
Infelizmente não estarei presente entre os 20 mil que lotarão o Scarpelli, mas espero que os testemunhas dessa decisão saibam representar a enorme nação alvinegra que se constitui a atual torcida do Figueirense, tanto os que estarão nos bares e casas em frente aos telões e TVs quanto os que estarão distantes fisicamente, mas não no coração como eu.<br />
<br />
De São Paulo, torço para que a Copa do Brasil premie o melhor time da competição até aqui. Mário Sérgio, Ruy, Henrique, Cleiton, Fernandes, Chicão, Simões e todos os demais merecem essa conquista que está por vir.<br />
<br />
E o que posso contar, de terras paulistanas, é que a imprensa daqui aposta pesado no Figueira, sobretudo na capacidade do Mário Sérgio, visto pelos jornalistas daqui como o grande responsável pelo ótimo momento do time catarinense, visão esta que faço questão de endossar. Já trabalhei em TV com o Mário e posso garantir ao companheiro alvinegro que nosso time está em boas mãos.<br />
<br />
Boa sorte, Figueira!!<br />
<br />
wjunior@futebolsc.com.br
					]]>
				</description>
				
				<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 07:50:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O segredo da vitória
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/3697/45/o-segredo-da-vitoria</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em>As crises pessoais exigem luz própria para enfrentar as incertezas</em> <br /><br />Algumas atrizes se acomodam quando não estão escaladas para nenhuma novela. Atletas no banco de reserva tendem a despreocupar-se em relação ao seu preparo físico e mental e, ao ganhar uma oportunidade, não estão preparados. <br />
<br />
O campeão é aquele que mantém o "gás" mesmo quando os resultados não são os esperados. Eles criam objetivos e não deixam que derrotas provisórias abalem a sua fé na vitória. <br />
<br />
É na fase de desemprego que o verdadeiro campeão prepara a sua guinada definitiva. Em momentos de crise pessoal, o autêntico profissional analisa as novas oportunidades, revoluciona sua carreira e mergulha de cabeça numa nova decisão. <br />
<br />
Ninguém entra em crise por vontade própria: o governo desvaloriza o real, a empresa decide fechar a fábrica na qual você trabalha, a sua mulher (ou marido) decide abandonar o casamento... Crises fazem parte da vida. É a sua atitude diante dos problemas que determinará a saída. Os perdedores se sentem vítimas do destino e transformam sua dor em ressentimento. Os vencedores aproveitam os problemas para mudar a vida para melhor. <br />
<br />
No último campeonato de Roland Garros, ao ganhar por 3 sets a 2, André Agassi, que estava perdendo por 2 a 0, fez o seguinte comentário: "O maior trabalho que tive durante a partida foi me tirar da minha distração. Os dois primeiros sets eu perdi para mim, para a minha insegurança. Quando voltei a me concentrar no jogo, as coisas deram certo". <br />
<br />
O único adversário que vale a pena enfrentar está dentro da gente.<br />
<br />
 Artigo enviado por Hélio Henrique Alvez, consultor de vendas. Extraído da Revista VC/SA, edição de janeiro.<br />

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				<pubDate>Thu, 18 Jan 2007 19:38:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						A lição das formigas
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/3556/45/a-licao-das-formigas</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Era um fim de tarde frio quando formigas corajosas, dedicadas e batalhadoras invadiram a casa de um gigante, à beira de um grande rio. Em uma batalha surreal, o gigante foi surpreendido pelo formigueiro audacioso, que o levou ao chão depois de incontáveis tentativas frustradas.<br />
<br />
As poderosas formigas deixaram uma lição ao gigante pomposo: nunca subestime os mais fracos. Um dia eles vão conseguir lhe derrubar, e o tombo de um gigante sempre será muito maior do que o de uma formiga.<br />
<br />
A história acima exemplifica casos inusitados na vida, inclusive no futebol. No último domingo, o Internacional venceu o poderoso Barcelona e foi campeão mundial. O resultado quebrou as principais bolsas de apostas do planeta. Ninguém imaginaria que o Dream-team fosse perder uma batalha tão importante, que valia o título de melhor do mundo.<br />
<br />
A vitória do Internacional nos faz recordar diversos acontecimentos históricos e atuais. Há mais de mil anos antes de Cristo, Davi surpreendia os filisteus derrotando o superpoderoso gigante Golias. A história bíblica sempre foi exemplo para muitas pessoas e em diversas atividades. No esporte, não é diferente. Em 1950, o Maracanã emudecia com a “zebra uruguaia”, que tirava dos brasileiros o gosto de conquistar uma Copa do Mundo pela primeira vez.<br />
<br />
O Internacional teve o “privilégio” de viver a situação de Golias e do Brasil de 50 há sete meses. Com a pompa de ser uma das mais poderosas equipes brasileiras, perdeu para o Figueirense. As corajosas, dedicadas e batalhadoras formigas alvinegras calaram 20 mil torcedores colorados, surpreenderam o Brasil e lecionaram ao gigante Internacional.<br />
<br />
Alguns meses depois, bem longe do local da “tragédia”, em Yokohama (Japão), os jogadores do Internacional se transformaram em formigas e derrubaram o gigante Barcelona, um dos maiores e mais ricos clubes do mundo. A antiga batalha Davi x Golias se repetia.<br />
<br />
Próximo do Natal e do ano novo, muitos celebram o futuro esquecendo o presente e o passado. Mas pouco depois, com a pompa do gigante, são surpreendidos pelo formigueiro audacioso. Caberá ao gigante ser esperto ou imbecil, para aproveitar ou não a lição das formigas.
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				<pubDate>Mon, 18 Dec 2006 19:02:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Milan x Barça: melhor que Copa
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/2167/45/milan-x-barca-melhor-que-copa</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />É como um Brasil x Itália em Copa do Mundo. Basta o peso das duas equipes para que se note a grandeza do jogo. De um lado, o Milan, com toda tradição na Liga dos Campeões. Do outro, o Barcelona, que só não é o clube mais famoso do mundo justamente pela falta de conquistas no torneio em questão. Duas das torcidas mais apaixonadas do mundo.<br />
<br />
O palco é o grandioso San Siro, em Milão. Só não é perfeito porque o Barcelona vai jogar com aquele uniforme “amarelo-lamparina”, que não remete à tradição do clube. Estarão em campo, pelo menos, as majestosas camisas rubro-negras do Milan, talvez um dos uniformes mais imponentes do mundo.<br />
<br />
O momento também engrandece o evento. O Barça, prestes a ser bicampeão na Espanha, é louvado por praticar o futebol mais bonito e ofensivo do mundo. E o Milan vive uma reta final de temporada inacreditável. Primeiro, classificação nos últimos minutos contra o Lyon pelas quartas-de-final. Agora, reviravolta no Italiano. Cinco pontos de diferença para a líder Juventus faltando quatro rodadas. Tudo conspira a favor do rubro-negro.<br />
<br />
Eliminar o Barcelona e conquistar o Italiano? Seria incrível. Valeria um lugar de destaque para o time atual no museu do clube. Eliminar o Milan e somar o bi espanhol a um título da Liga? Seria a consagração da equipe azul-grená como a melhor do mundo na atualidade.<br />
<br />
O mais espantoso é que foi possível passar a grandeza do clássico sem falar dos inúmeros craques que estarão em campo. O significado dos clubes já valeria o duelo. Mas tem mais do que isso.<br />
<br />
Seleção Brasileira bem representada: Dida, Cafu, Edmílson, Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Gols? Tarefa para Eto’o e Shevchenko. Dois dos maiores zagueiros do mundo: o excelente Nesta e o incansável Puyol. Um duelo em que craques como Seedorf, Gilardino e Giuly são apenas figurantes.<br />
<br />
E tudo isso valendo uma vaga na final da maior competição de clubes do planeta. E em dois confrontos. Ida e volta. Após o primeiro, não haverá quem resista ao segundo, ainda mais decisivo. Um duelo que nem a Copa do Mundo pode proporcionar. Afinal, qualquer duelo com Brasil em campo tem favorito. No San Siro, não haverá nenhum.
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				<pubDate>Tue, 18 Apr 2006 15:44:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Até quando?
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/1913/45/ate-quando</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Há muito tempo que o futebol deixou de ser um programa de lazer - transformou-se em uma guerra boçal. Os torcedores que ainda não deixaram de ir aos estádios, já não levam mais filhos e mulheres com medo da violência.<br />
<br />
Quem se arrisca a viajar quilômetros para ver seu time, agora não corre só o risco de morrer em um acidente de trânsito, mas de ser assassinado por marginais que ficam à beira da estrada esperando para atacar.<br />
<br />
Não se pode chamar de torcedor quem vai a um estádio intencionado a matar um ser humano só porque este torce pelo time adversário. Mas como cognominar um sujeito que acompanha um ônibus com vários pais de família, trabalhadores e jovens que nada têm a ver com essa guerra de torcidas para atirar uma pedra num rapaz de 17 anos? O que leva um ser humano a isso?<br />
<br />
A resposta é hipotética. Para entender o verdadeiro motivo de tal atrocidade, só tendo a mesma a mentalidade do delinqüente. E para banir de vez esses boçais do futebol, é preciso que as autoridades competentes não se escondam atrás de simples notas de repúdio.<br />
<br />
Muito se criticou algumas decisões do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nos campeonatos nacionais. A punição severa aos clubes atingiu a terceiros que não tinham nada a ver com o vandalismo nos estádios de futebol. No entanto, a medida educou boa parte das grandes torcidas pelo Brasil, que agora se policiam. O torcedor que atira um objeto no campo, logo é denunciado pelos demais.<br />
<br />
A iniciativa deveria ter se disseminado pelas comissões disciplinares de todos os Estados, mas não. O Tribunal Justiça Desportiva de Santa Catarina continua pregando a “lei da impunidade”.<br />
<br />
A pergunta que o torcedor não pára de fazer a si mesmo: até quando?
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				<pubDate>Fri, 03 Mar 2006 02:29:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						A volta aos estádios em 2006
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/1541/45/a-volta-aos-estadios-em-2006</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Mais um ano começando e o pensamento do torcedor é apenas nos títulos que o seu clube vai conquistar, e é claro que vai ganhar fácil, todos vão.<br />
<br />
O torcedor não tem idade, não tem classe social, não tem vergonha, não tem medo. O torcedor não pensa, ele sente, age, torce, comemora e se emociona. Um, dois, três ou todos os times mexem com a emoção do torcedor. Através da Seleção ele se transforma em um brasileiro, que junto com milhões formam uma nação, uma nação com orgulho próprio.<br />
<br />
O país do futebol não é mais o país do mensalão, o país do futebol gira simplesmente em torno de uma bola, uma bola de futebol. Vôlei, basquete, atletismo, natação? Legal, mas o torcedor quer ver gol, quer sair de casa, pegar o ônibus lotado junto com a torcida, gastar; gastar não, investir o dinheiro suado do seu trabalho no seu time do coração. Claro, isso é a obrigação do torcedor, torcer apenas não é o bastante. Entretenimento ou alienação, não importa. O importante é estar lá, vibrando, chorando, vaiando, aplaudindo, cantando, sofrendo.<br />
<br />
Então sofrer é diversão? Não sei, mas viver é diversão, comemorar um gol é emoção, perder é sofrimento. Mas quem disse que o torcedor vai ver o seu time perder? Ele nunca perde, ou ele é roubado ou tropeça nos seus próprios erros, por que o adversário nunca pode ser melhor. Para o torcedor o caminho do gol é o mais fácil, está ali, na sua frente bem grande, como seria possível alguém errar. E quando erra... <br />
<br />
Goooool, do adversário. E agora torcedor? Xinga, vaia, grita, promete nunca mais ir ao estádio. Não cumpre, é claro. Mas tudo bem, na partida seguinte está lá ele de novo, sabe que o país é corrupto, que o futebol também, mas não importa o que vale é a emoção, a emoção do torcedor, da vibração, da rivalidade, de ver o seu time do coração, que é uma parte de si mesmo, vencendo e se destacando sempre.
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				<pubDate>Wed, 11 Jan 2006 00:20:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						O divórcio do futebol brasileiro
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/1417/45/o-divorcio-do-futebol-brasileiro</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Meus avós sempre foram conservadores. Nunca admitiram que algum dos cinco filhos se divorciasse. Para eles, seria motivo de desonra. Os dois mesmo viviam brigando, mas não se separavam por nada. Hoje, minha avó, sozinha, já enxerga com naturalidade a separação de casais, tão comum atualmente.<br />
<br />
Dentro de casa, não. Na vida dos outros, porém, deixou de ser razão para enxergar a pessoa com outros olhos. Mérito das novelas, que martelaram a questão em horário nobre por tanto tempo. Caiu um tabu.<br />
<br />
O episódio acima serve para ilustrar bem a situação de queda para a segunda divisão no futebol nacional. Quando o Fluminense caiu, em 1997, foi um espanto para todo mundo. Tanto é que deram um jeitinho de virar a mesa e manter o tricolor carioca na Série A – uma manobra que ficou ainda mais desmoralizada com a segunda queda consecutiva, que não pôde ser remediada até a criação da Copa João Havelange, em 2000, após a passagem do Flu até pela terceira divisão nacional.<br />
<br />
Hoje em dia, tal qual a separação de casais para minha avó, o rebaixamento já não é mais um fantasma tão assustador – simpático até, quase um Gasparzinho. Tese reforçada pela trajetória de times como Botafogo, Palmeiras e, agora, o Grêmio, que voltaram rapidamente e viveram a Série B como uma fase de “recauchutagem”, na qual a casa foi colocada em ordem ao longo de um ano para que se pudessem encarar novamente as dificuldades de uma primeira divisão.<br />
<br />
Isso sem citar a inflamação da torcida, que se une em torno do time para levá-lo de volta à elite. Muitos vêem a passagem pela segunda divisão como um momento de reconciliação entre casais. O time precisa da torcida e a torcida precisa do time. O que eram vaias pelo mau desempenho viram palmas de incentivo.<br />
<br />
Tão grande é a simpatia conquistada pela Série B que torcedores do Flamengo chegaram a torcer pelo rebaixamento do time neste ano para que houvesse uma mudança radical na estrutura interna do clube e este voltasse aos seus tempos de glória. Há quem acredite – e eu me incluo neste grupo – que o rubro-negro carioca vai viver tempos de agonia até que, de fato, sinta o drama da Segundona.<br />
<br />
E esses rebaixamentos de grandes clubes tendem a se tornar comuns agora que a primeira divisão conta com apenas 20 participantes. Se o Atlético-MG conseguir o retorno em 2006, por exemplo, muito provavelmente vai tomar o lugar de outro gigante do futebol nacional. E digo isso com a mesma naturalidade usada pela minha avó para falar do divórcio da vizinha. Não é mais tabu.<br />
<br />
O fortalecimento da Série B só preocupa por um motivo: vai ser cada vez mais difícil para um clube rebaixado conseguir o retorno para a elite. Basta ver que há algum tempo equipes como Náutico, Marília, Avaí e o agora promovido Santa Cruz disputam as fases finais da segunda divisão, sempre batendo na trave. Esta, aliás, parece que vai ser também a sina do Guarani e da Ponte Preta.<br />
<br />
É possível, por exemplo, imaginar um cenário no qual o Galo não suba em 2006 e outros dois grandes caiam para a Segundona. Está armado o circo. Teríamos três equipes de tradição no futebol nacional disputando a Série B de 2007, com apenas duas vagas disponíveis para o acesso.<br />
<br />
Seria, talvez, o momento de repensar o número de rebaixados e promovidos, aumentando a circulação entre primeira e segunda divisão, com mais vagas para acesso e descenso.<br />
<br />
A certeza que fica é: se você ainda não viu seu clube na segunda divisão, provavelmente verá nos próximos 10 anos. Afinal, o equilíbrio do futebol brasileiro e a natural debandada de craques para o exterior impedem que um clube se mantenha por muito tempo na crista da onda.<br />
<br />
Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Torcendo para que o seu time não seja o próximo.
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				</description>
				
				<pubDate>Fri, 02 Dec 2005 23:27:00 -0200</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Um novo esporte
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/1238/45/um-novo-esporte</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em>As várias medidas que os velhinhos da FIFA poderiam adotar para mudar o futebol...</em> <br /><br />Refletindo sobre o "escândalo do apito" que se instalou com as denúncias de corrupção contra Edilson Pereira de Carvalho, pensei em mudanças de regras que pudessem tirar a capacidade do árbitro de interferir no resultado final das partidas, diminuindo o caráter interpretativo, tornando o futebol mais mecânico.<br />
<br />
Fiquei com as idéias na cabeça e vieram à mente outras regras que resolveriam necessidades alarmantes do futebol, como coibir a violência, diminuir o desgaste dos jogadores e impedir decisões tendenciosas com regras bem claras.<br />
<br />
Algumas das propostas são utópicas e impraticáveis. Deixei valer o poder infinito da imaginação. É preciso ter mente aberta para evoluir, mesmo que para isso seja preciso rasgar folhas do passado. O vôlei fez isso ao implantar o líbero e abandonar as vantagens, adotando sets de 25 pontos. Por que o futebol seria imutável?<br />
<br />
1) Tempo de jogo<br />
<br />
Duas etapas de 40 minutos, com intervalo de 20. Cada etapa teria um tempo técnico de 5 minutos dividindo-as ao meio. Menos desgaste para os jogadores e mais tempo para a televisão e patrocinadores. As paralisações permitiriam mais anúncios e, portanto, mais dinheiro para o "negócio" futebol.<br />
<br />
2) 10 em campo<br />
<br />
O futebol atual precisa de espaço pra respirar. Com a evolução do preparo físico, os 11 jogadores de atualmente ocupam muito mais o campo que há 50 anos. Por isso é que a arte ficou esquecida. A redução dificultaria as retrancas e favoreceria a ofensividade, com mais oportunidades de gol.<br />
<br />
3) 10 substituições<br />
<br />
Para compensar o desgaste já existente hoje e intensificado por uma eventual redução no número de atletas em campo, nada mais indicado do que aumentar o limite de alterações para 10. Quem saísse não poderia voltar. E, pra não virar festa, seriam permitidas apenas três alterações com bola rolando. As demais teriam de acontecer no intervalo ou nos tempos técnicos.<br />
<br />
4) Fim do impedimento<br />
<br />
A regra do impedimento, hoje, é pretexto para os homens falarem que mulher não entende de futebol. Muitos árbitros e bandeiras também não entendem. E a orientação da FIFA de favorecer o ataque em caso de dúvida é ignorada com constância. Para que continuar com a maior fonte de polêmicas de arbitragem se ninguém coloca a regra em prática? O fim do impedimento permitiria o deslocamento dos auxiliares para a linha de fundo, com a exclusiva missão de ver quando a bola sai ou não, além de verificar faltas próximas.<br />
<br />
5) Dois juízes, quatro bandeiras...<br />
<br />
Chega de centralizar as decisões. Juiz algum agüenta acompanhar tudo de perto por 90 minutos. As experiências já realizadas com dois árbitros foram eficientes e permitem que a dupla esteja sempre "em cima" da jogada, cada um em sua metade do campo. Além disso, os bandeiras seriam deslocados para a linha de fundo, um de cada lado do gol. <br />
Afinal, observar 22 jogadores e 7.500 m² dá trabalho...<br />
<br />
6) Comissão supervisora arbitragem...<br />
<br />
Até mesmo com 6 homens em campo, algumas decisões podem ser polêmicas. <br />
Que tal uma comissão supervisora? Seriam 3 supervisores por jogo. A eles caberia fazer relatórios e punir os indisciplinados logo após a partida. Teriam autoridade também para punir os árbitros de campo e mudar decisões durante a partida, mais ou menos como acontece na Fórmula 1, dando margem a uma guerra de bastidores semelhante à do automobilismo.<br />
<br />
7) Fim dos pênaltis<br />
<br />
Pênalti marcado é meio gol e um juiz não pode ter esse direito. Falta dentro da área é falta e pronto. Para favorecer quem ataca, poderia-se limitar o número de jogadores dentro da área, com seis de cada lado. A medida acabaria com o inútil cai-cai dentro da área, facilitando a vida dos juízes. Lances extremos como mão na bola em caso de gol deveriam ser punidos rigorosamente pela comissão supervisora.<br />
<br />
8) Cartões<br />
<br />
Cartão vermelho é algo extremamente prejudicial para o time punido. Por isso, só deveria ser utilizado em casos extremos de violência, implicando suspensão de 3 jogos no mínimo. As reclamações levariam apenas ao amarelo. E o atleta que levasse o segundo amarelo, ganharia um cartão azul, obrigando o técnico a substituí-lo. Caberia à comissão supervisora aplicar penas maiores para as jogadas mais ríspidas ou anular um cartão mal dado pelos juízes de campo. As alterações em decisões seriam anunciadas a cada tempo técnico ou intervalo.<br />
<br />
9) Limite de faltas<br />
<br />
A inspiração vem do basquete. Falta é apelação e cada atleta poderia cometer apenas três. Na quarta, levaria um cartão azul e teria que ser substituído. Será que continuariam batendo a torto e direito? As faltas dentro da área, inclusive, poderiam contar como duas...<br />
<br />
Sim, são medidas drásticas demais. Algumas até poderiam ser aproveitadas, talvez não da forma que foram apresentadas. E se um dia decisões assim forem tomadas, tenham certeza que o futebol será mais justo. Porém, seria um novo esporte.
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				</description>
				
				<pubDate>Thu, 13 Oct 2005 11:24:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Zveiter, o novo 'rei' do futebol
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/1223/45/zveiter-o-novo-rei-do-futebol</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />O tão apaixonante futebol brasileiro passa por um dos momentos mais críticos da sua história. Denúncias de corrupção explodem de uma hora para outra, pegando de surpresa a todos e decepcionando o principal motivo de ser de qualquer competição, o torcedor.<br />
<br />
Desde que foi divulgada a “Máfia do Apito”, não há um dia em que o caso não passe por discussões polêmicas a respeito daquilo que deveria ou não ser feito. Onze jogos, todos apitados pelo pivô da crise, Edilson Pereira de Carvalho, ficaram na mira do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e, segundo seu presidente, Luiz Zveiter, seriam analisados de forma criteriosa a fim de não cometer erros e nem injustiças com qualquer clube.<br />
<br />
Mas, sem explicações muito convincentes, Zveiter, utilizando dos poderes a ele concedidos, anulou os 11 jogos sob alegação que não é possível, de maneira concreta, saber em quais o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho agiu de má-fé para interferir no placar.<br />
<br />
Vale lembrar o que diz o artigo 275 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD):<br />
<br />
“Art. 275º - Proceder de forma atentatória à dignidade do desporto, com o fim de alterar resultado de competição.<br />
<br />
PENA: eliminação.<br />
<br />
Parágrafo único. Se do procedimento resultar a alteração pretendida, o órgão judicante anulará a partida, prova ou equivalente.”<br />
<br />
O parágrafo único é o argumento utilizado pelos clubes que entraram com o recurso no próprio STJD. Segundo esses clubes, o artigo é claro quando diz que será anulada a partida em caso de comprovação, de forma concreta e objetiva, da alteração do resultado em virtude de atuação de um ato que atente à dignidade do desporto.  <br />
<br />
Outra reclamação dos clubes refere-se a atuação de Luiz Zveiter no caso. Para os dirigentes e para outras pessoas que tenham o mínimo senso de justiça, o presidente do STJD agiu de forma autoritária e arbitrária ao não dar ouvidos às reclamações e recomendações dos clubes prejudicados. Foi negado a esses clubes o acesso a mais informações e documentos, com disparate argumento de que não seriam partes interessadas do processo.<br />
<br />
Na opinião de vários juristas, Zveiter agiu de forma oposta ao que determina a Constituição Federal, uma vez que não respeitou o direito ao devido processo legal e ao contraditório, garantidos no artigo 5 em seus incisos LIV e LV.<br />
<br />
Apenas entravam os clubes com seus recursos contra a decisão da anulação das 11 partidas, da forma que foi feita, e Zveiter já declarava que esses recursos não lograriam êxito e que o caso já estava decidido. Dessa forma, ele voltou a ferir alguns princípios básicos que o impedem de emitir sua opinião uma vez que o caso não ainda foi a julgamento.<br />
<br />
Se no Superior Tribunal de Justiça Desportiva os clubes não têm seus direitos respeitados e suas reivindicações atendidas, considerando também que todas as instancias já foram procuradas, resta apenas a Justiça comum e lá pleitear seus direitos.<br />
<br />
Mas que Luiz Zveiter não faça mais ameaças de severas punições aos clubes que fizerem isso, pois dessa forma, estaria mais uma vez agredindo a Constituição do país. O acesso à Justiça comum está garantido no artigo 5 em seu inciso XXXV quando diz que “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”.<br />
<br />
Na parte em que a Constituição faz referência à Justiça Desportiva, o artigo 217 em seu parágrafo 1 diz que “O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da Justiça Desportiva, regulada em lei”.<br />
<br />
Mas apesar de todos os argumentos utilizados pelos clubes através de seus advogados, Zveiter, que se considera o dono da verdade, faz questão de depreciar qualquer que seja esse argumento.<br />
<br />
Tenho certeza de não estar cometendo absurdo algum ao observar a atuação de Luiz Zveiter à frente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva e relembrar as aulas de História, naquele momento em que o professor nos explicava sobre o período Absolutista na França, onde os Reis respondiam por seus atos somente a Deus.<br />
<br />
Nesse período surge uma figura histórica que é lembrada até hoje, principalmente por uma frase marcante: “O Estado sou eu”. Trata-se de Luis XVI, conhecido também como o “Rei Sol”, quem exerceu seu poder a partir de 1661 sem admitir qualquer contestação ao seu reinado. Apenas faríamos uma adaptação da frase para “O futebol sou eu”. A nós, torcedores e imprensa, cabe “Os palhaços somos nós”.<br />
<br />
<a href="http://www.futebolsc.com/?pagina=mural2&id=26"> » A decisão do STJD de anular os 11 jogos foi justa?</a>
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				</description>
				
				<pubDate>Sun, 09 Oct 2005 16:10:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Solução preguiçosa
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/1199/45/solucao-preguicosa</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />Pouco importa se o Figueirense superou até a malandragem do juiz e goleou o Juventude em Caxias do Sul por 4 a 1. Vai ter que jogar de novo! Todo mundo vai! Até mesmo aqueles que não foram nem beneficiados, nem prejudicados.<br />
<br />
No momento de decidir o que fazer com os jogos apitados por Edilson Pereira de Carvalho, o STJD, que também atende pelo nome de Luiz Zveiter, optou pelo caminho da generalização. Se o árbitro roubou em um, roubou em todos, então vamos apelar para a anulação.<br />
<br />
Generalizar é sempre perigoso. Se todos jogos apitados por Edilson podem ser anulados porque alguns comprovadamente foram “roubados”, não seria possível concluir que todos árbitros podem ser corruptos porque Edilson também é? O ideal seria analisar caso a caso.<br />
<br />
E o Figueira, só para ficar no mesmo exemplo do início, que se vire para conseguir de novo uma façanha – sim, foi uma façanha – como aquela, desta vez contra o Alfredo Jaconi lotado e talvez sem aquela inspiração do Edmundo. O Edilson Pereira não conseguiu, mas o STJD está cumprindo o objetivo de Nagib Fayad.<br />
<br />
O caso é o mais emblemático do absurdo que está sendo cometido, mas a equipe de Santa Catarina não foi a única prejudicada. Torcedores gastaram dinheiro, jogadores terão maior desgaste, o campeonato virou palhaçada.<br />
<br />
É importante que todos mostrem a indignação logo, e não quando um clube estiver rebaixado, ficar sem o título ou sem vaga na Libertadores, por um ou dois pontos de diferença.<br />
<br />
Uso mais uma vez o Figueirense como exemplo: a torcida alvinegra está preparando um protesto com narizes de palhaço nas arquibancadas do Scarpelli para o jogo desta quarta-feira contra o Botafogo. Ainda é pouco, mas é válido.<br />
<br />
O Figueira pode até repetir uma vitória em Caxias do Sul, no dia 19 de outubro, mas corre o risco de ser rebaixado por não conseguir a mesma diferença de gols. É isso que se chama de justiça?<br />
<br />
<a href="http://www.futebolsc.com/?pagina=mural2&id=26"> » A decisão do STJD de anular os 11 jogos foi justa?</a>
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				</description>
				
				<pubDate>Tue, 04 Oct 2005 16:12:00 -0300</pubDate>
			</item>
			
			
			
			<item>
				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Credibilidade zero
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/1147/45/credibilidade-zero</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />O caso do árbitro Edílson Pereira de Carvalho, preso no último sábado por ter arranjado resultados do Campeonato Brasileiro e de outras partidas, só escancara ao torcedor uma absoluta verdade: o futebol é um esporte com credibilidade zero. Certos estavam aqueles meus amigos que me criticavam, dizendo que não perdiam tempo com futebol. Alegavam que era tudo armado – um exagero – e eu não quis enxergar que essa era uma verdade. A eles eu devo desculpas. Cada vez mais o futebol é um trabalho e não uma diversão para mim.<br />
<br />
Depois do breve desabafo, gostaria de explicar o porquê do meu descrédito com o futebol. O que esperar de um esporte no qual a vida de centenas de milhares de fanáticos estão nas mãos de um único senhor - antes vestido de preto, hoje em dia de amarelo, vermelho, rosa...? Ele tem o poder de provocar as mais diversas sensações em pessoas que vão refleti-las em suas vidas pessoais. E este domínio só existe porque o árbitro de futebol não é um ser que aplica a regra, mas que tem a possibilidade de interpretá-la. A ele cabe decidir se um lance foi pênalti ou não, se a falta foi passível de expulsão ou não. É justo, isso?<br />
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Um ser com tantos poderes tem em suas mãos a capacidade de influenciar diretamente o resultado de um jogo. Nem sempre. Algumas vezes o craque toma o domínio para seus pés, como admitiu o próprio Edilson Pereira de Carvalho ao falar sobre a vitória do Figueirense diante do Juventude, por 4 a 1. Naquela partida, Edmundo marcou três vezes e mostrou a força de um jogador decisivo. Não estivesse o atacante tão inspirado, no entanto, o Figueira seria cruelmente garfado e os torcedores como eu teriam uma péssima segunda-feira.<br />
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O próprio futebol já é um esporte injusto por natureza: permite ao fraco derrubar o forte – daí o motivo de ser tão fascinante. Imagine, então, com a ajuda de um árbitro! Qualquer resultado se torna possível. E, combinando-se esta verdade com a realidade de um mundo capitalista em que o dinheiro fala mais alto, chegamos à alquimia venenosa que destrói a credibilidade do esporte bretão. O futebol está envolvido num jogo tão amplo de interesses que qualquer um que tenha poder financeiro e um mínimo de habilidade pode comprar um resultado.<br />
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Está provado: um mero acerto, bem feito, entre duas pessoas apenas pode mudar o destino. Pior: esse tipo de acerto pode envolver outras pessoas sem o conhecimento do árbitro: técnicos, jogadores, times inteiros. O ser humano contemporâneo é altamente corruptível.<br />
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Acertos deste gênero podem fazer um campeão, por exemplo. E um título conquistado gera muitos lucros para diversas pessoas e entidades interessadas, como patrocinadores. Assim como um título perdido gera muito prejuízo. Não só financeiro, mas para a carreira de um jogador, por exemplo. É algo que influencia as discussões de bar, o cotidiano dos brasileiros.<br />
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Se houve arranjo de resultados comprovado em oito jogos do Brasileiro, imagine quantos não ficaram por debaixo dos panos. Ou alguém acredita em justiça plena? Das mentiras que você contou na vida, quantas foram desvendadas? Das traições que você cometeu, quantas foram descobertas? O mesmo vale no futebol. Por mais que exista muita gente envolvida, alguns fatos não vêm a público. E, diante de um escândalo como o que temos agora, torna-se lícito desconfiar de tudo. Seu time ganhou do meu? Mas será que não foi roubado? <br />
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E não me venham dizer que este é um mal brasileiro. Por favor, não coloquem a culpa no país, que já não consegue se resolver com a crise política no Planalto Central. A corrupção existe em todo lugar. Na Itália, o Genoa foi impedido de subir para a primeira divisão da atual temporada devido à compra de um resultado junto ao Venezia. A Alemanha também foi vítima da aliciação de arbitragem com a revelação de um escândalo semelhante ao brasileiro no começo do ano. E nem mesmo a Copa do Mundo fica isenta. Exemplo recente: ninguém desconfiou da Coréia do Sul chegando às semifinais do Mundial que jogou em casa? Resultados estranhos contra Espanha e Itália...<br />
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Trata-se de um problema estrutural de um esporte subjetivo que dá margem à interpretação. Enquanto muitos procuram culpados e medidas, eu prefiro pensar em soluções. E, depois de muito pensar, acho que a única maneira de tirar o poder da arbitragem é mudando as regras. É preciso tornar o futebol mais mecânico. Deixo as sugestões para o próximo artigo, mas adianto desde já que sou a favor do fim da penalidade máxima e cruel, das expulsões como estão e do aumento do número de substituições, com fortalecimento dos tribunais de julgamento pós-jogo. Idéias que tive há questão de horas e que tratarei de avaliar um pouco mais antes de expor.<br />
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Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Despreocupado com o resultado do seu time. Se ganhou, pode não ter merecido. Se perdeu, pode ter sido roubado.
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				<pubDate>Tue, 27 Sep 2005 14:40:00 -0300</pubDate>
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				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Ão, ão, ão, segunda divisão!
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				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/1107/45/ao-ao-ao-segunda-divisao</link>
				
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					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />O título é chamativo. O sadismo do povo cria uma atração incrível por críticas e notícias negativas. Quanto mais polêmica, melhor. Tenho certeza que muita gente abriu essa página só para descobrir em qual time eu estaria descendo a lenha e tachando como rebaixado! Quem lê meus artigos sabe que este não é um espaço para negatividades. O título, na verdade, é uma exaltação à Série B do Campeonato Brasileiro, que ganha contornos emocionantes nesta época do ano.<br />
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Restam oito clubes, todos eles donos de apaixonadas torcidas, e apenas duas vagas. Mais uma vez, as atenções se voltam para o lado sádico da situação. O torcedor mais cruel imagina não a alegria de quem subiu, mas a tristeza, o choro de quem fracassou.<br />
<br />
Ainda no ano passado, escrevi prevendo muita emoção para esta Série B recheada de clubes grandes – e que deve ganhar mais alguns para o ano que vem. Não deu outra. Grêmio, Guarani, Lusa, Santa Cruz, Náutico... todos já viveram tempos gloriosos na elite do futebol nacional. E correm o risco de seguir nesta charmosa Série B, que explora cada canto do país. Bom para a competição, péssimo para os clubes.<br />
<br />
O Avaí bateu na trave no ano passado. O Marília sempre está na disputa por uma vaga. E o Santo André não vê a hora de se igualar ao rival São Caetano. Elementos suficientes para que as atenções se voltem, também, para esses clubes.<br />
<br />
A fórmula de disputa colabora. Uma fase final com oito times aumenta o foco sobre o drama dessas torcidas. E, depois, sobram apenas quatro, que chegam ao quadrangular final já bem conhecidos do público, que não tem para onde dispersar a atenção. Se tivéssemos pontos corridos, pouco saberíamos sobre o time campeão, que subiria vencendo jogos contra equipes desacreditadas. “Ah, o Santa Cruz subiu? Legal.”, diria, displicentemente, um torcedor do Cruzeiro ao saber o resultado.<br />
<br />
O melhor de tudo, porém, é a festa promovida pelas torcidas. Imagino, por exemplo, uma corrente paulista a favor da Portuguesa nas rodadas finais, com torcedores do São Paulo, do Corinthians e do Palmeiras unidos no Canindé, como aconteceu na reta decisiva do Brasileiro de 1996, por exemplo. Ou um clássico decisivo entre Santa Cruz e Náutico no Estádio dos Aflitos. E, quem sabe, um Olímpico abarrotado de gente para ver a volta triunfal do Grêmio em Porto Alegre.<br />
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Este é o verdadeiro espírito do futebol brasileiro. Minhas apostas? Acredito em Grêmio e Náutico. Torço pela Portuguesa e pelo Santa Cruz também. Pela tradição, a Série A precisa desses quatro clubes. Afinal, já deve perder Vasco, Flamengo ou Atlético Mineiro... uma disputa que também atrai o sadismo do torcedor brasileiro.<br />
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Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Esperando a definição dos promovidos. Seja pelo choro de uns ou pela felicidade de outros.
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				<pubDate>Tue, 20 Sep 2005 15:20:00 -0300</pubDate>
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				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Parreira, o privilegiado
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/1000/45/parreira-o-privilegiado</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<img src="/imagens/item_1000.jpg" alt="" border="0" /> <br /> Parreira é um privilegiado nesse país de escolhas sofríveis<br>Foto Agência CBF <br /><br /><br /><em></em> <br /><br />O futebol ajuda a política. Seja para fortalecer a imagem nacional ou para desviar a atenção dos cidadãos, os políticos sempre usaram a política a seu favor. Foi assim com a Itália de Mussolini na Copa de 1934. A conquista do tri pela Seleção de 70 foi usada a favor do presidente Emílio Médici para iludir os “90 milhões em ação” na época da ditadura. E oito anos depois, foi a Argentina, também sob o regime de uma ditadura, que venceu a Copa em casa, debaixo de uma série de desconfianças. <br />
<br />
A cena se repete neste ano de 2005. Desta vez, os atrapalhados políticos do país nem apelam para esse recurso. Ele caiu do céu – até porque tinha grande chance de não dar certo se fosse armado pelos parlamentares. Sem querer, e ironicamente a partir da Brasília, a Seleção Brasileira de Carlos Alberto Parreira prestou grande auxílio ao governo Lula (ou Dirceu, ou Cavalcanti, ou Soares, Valério, enfim, sabe-se lá quem manda neste país). <br />
<br />
Com a fantástica apresentação da equipe verde e amarela no Estádio Mané Garrincha, a nação se esqueceu momentaneamente do mensalão, mensalinho ou qualquer tipo de podridão que envolva a cúpula nacional. A pergunta que se faz, no momento em que se inicia a Semana da Pátria, não se relaciona a um possível impeachment do presidente Lula ou à cassação de Roberto Jefferson. <br />
<br />
O que todos querem saber é quem vai para o banco no ataque de Parreira? Esta é a pergunta mais escutada em bares, botecos, restaurantes, elevadores e pontos de ônibus desta pátria que se assume cada vez mais como “Pátria de Chuteiras”. E, curiosamente, a resposta mais comum é o “não sei”, ao contrário do que acontece na política nacional, em relação à qual todos, ou pelo menos a grande maioria, contam com uma opinião formada e bem definida. <br />
<br />
Afinal de contas, quem deve deixar a equipe titular: Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho, Ronaldo ou Adriano? Qualquer um que responda sem titubear estará se equivocando. Por um simples motivo: estamos diante de cinco dos maiores craques que surgiram nos últimos tempos e qualquer um deles tem condição de ser titular. Está tudo muito nivelado - cada um dentro de suas características peculiares. <br />
<br />
O ideal seria que Parreira definisse o time de acordo com as características do adversário ou analisando as condições físicas de cada um momentos antes da partida. Se escalar os cinco é loucura, qualquer combinação dos outros quatro vale à pena. Isto porque os outros sete formam uma base coesa e entrosada que dá a liberdade necessária aos demais. <br />
<br />
Se o “quarteto” está funcionando é porque o resto da equipe ganhou padrão. E é aí que se esgota a discussão sobre qual deve ser o time titular. A base conta com: Dida; Cafu, Roque Junior, Lúcio e Roberto Carlos; Emerson e Zé Roberto. Podem não ser os melhores de cada posição, mas formam o melhor conjunto. Talvez uma ou duas mudanças não façam mal, mas qualquer alteração brusca nessa estrutura pode prejudicar o funcionamento do quarteto lá na frente. <br />
<br />
Só de pensar que talentos como Alex, Ricardinho, Juninho Pernambucano, Edmílson, Cicinho, Rogério Ceni, Júlio Baptista e Vagner Love não têm lugar nesse time dá um aperto no coração. Mas não pode ser diferente. É uma pena que o povo brasileiro não tenha tantas boas opções para eleger como Parreira. O treinador é um privilegiado nesse país de escolhas sofríveis. <br />
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Quem foi, foi. Quem não foi, fica. Quebrando a cabeça para escolher o seu quarteto.
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				</description>
				
				<pubDate>Wed, 07 Sep 2005 12:40:00 -0300</pubDate>
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				<category>Artigos</category>
				<title>
					<![CDATA[
						Comendo pelas beiradas
					]]>
				</title>
				<link>http://www.futebolsc.com/noticia/833/45/comendo-pelas-beiradas</link>
				
				<description>
					<![CDATA[
					<em></em> <br /><br />O sucesso dos laterais no futebol brasileiro<br />
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“Prato de comida quente se come pelas beiradas”. É isso que um pai diz ao filho em seus primeiros meses de vida. E no futebol não é diferente. Para conseguir a vitória, o treinador diz aos seus jogadores para atacarem pela beirada do campo que terão mais êxito nas finalizações. Mas para exercer o pedido do técnico, existem duas peças fundamentais: os laterais. São eles que cruzam a bola na área para o atacante fazer o gol, além de defenderem, ajudarem na marcação e evitarem que o adversário marque gols.<br />
<br />
Quando o lateral não vai bem, dificilmente a vitória acontece. É a posição que mais exige condição física. Afinal, ele corre de uma linha de fundo a outra do campo. E mesmo assim, raramente é premiado com o grande momento do futebol: o gol. Na maioria das vezes é o culpado pelas falhas defensivas que resultam em gol adversário. Êta posição ingrata!<br />
<br />
Mas nos últimos tempos, com a evolução física do futebol, não só os atacantes fazem os gols, como também os laterais desencantam. Muitos são artilheiro de suas equipes. A preferência de formação tática do treinador faz pouca diferença. Seja ala ou lateral, essa é a posição que vem revelando os principais jogadores na atualidade no Brasil.<br />
<br />
Prova disso são os vários craques que se destacam no futebol brasileiro, marcam muitos gols e vão para a Europa. Cicinho, lateral-direito do São Paulo, vai seguindo essa tendência - o jogador está prestes a assinar contrato com um clube europeu.<br />
<br />
No Fluminense, Gabriel vem a cada rodada do Campeonato Brasileiro mostrando que lateral também pode ser artilheiro – já tem oito gols. É outro que está próximo da transferência internacional, o sonho de todo atleta.<br />
<br />
Santa Catarina não foge a escrita. Desde que retornou à elite do Campeonato Brasileiro, em 2002, uma série de talentos do futebol catarinense surgiram na lateral, principalmente no Figueirense. A começar por Lino (em 2002) e Triguinho (em 2003). A safra triplicou em 2004, com os jovens Filipe e André Santos, e o veterano César Prates.<br />
<br />
Comprovando o sucesso, outros clubes com mais potencial econômico se interessaram por esses atletas, que hoje já estão longe do nosso Estado – Lino está no Fluminense, Triguinho no São Caetano, André Santos no Flamengo, César Prates no Botafogo e com um pé no futebol francês, e Filipe no Real Madrid.<br />
<br />
O Criciúma mostrou para o Brasil, em 2003, o lateral-direito e artilheiro Paulo Baier. Tantos gols logo tiraram do Tigre um dos principais laterais de sua história – hoje o jogador está no Goiás.<br />
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E neste ano o lateral artilheiro em Santa Catarina joga na esquerda. Com nove gols na Série A, Michel Bastos vem sendo o maior destaque do Figueirense na competição. Não apenas gols, e sim, golaços. O jogador parece não se contentar por marcar um simples gol, e a cada jogo marca um mais bonito que o outro.<br />
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Os atacantes que não demorem a acordar, ou terão suas famas de artilheiros esquecidas pela velocidade, hagilidade e finalizações certeiras dos laterais.
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				<pubDate>Mon, 15 Aug 2005 18:12:00 -0300</pubDate>
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