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18/07/2007 às 23:19:00

'Futebol catarinense vai dar o que falar'

Redação FutebolSC.com

Mauro Veras veio conhecer o futebol catarinense de perto
Foto Arquivo Pessoal
Recentemente Santa Catarina recebeu a visita de um consutor e treinador de futebol. Apesar de desconhecida, esta profissão é fundamental para que alguns treinadores famosos se mantenham ou alcancem o estrelato, pois ele recomenda atletas e informa quem o contrata.

Mauro Veras, como é conhecido no meio futebolístico, esteve no Estado para avaliar jovens atletas e saber mais sobre os clubes que jogam a Divisão de Acesso e numa de suas incursões pelos jogos da primeira rodada, esteve com o FutebolSC.com.

Perfil

Nome completo: Mauro Veras Ferreira
Idade: 48 anos (13/10/1958)
Naturalidade: Rio de Janeiro (RJ)
Clubes como jogador: Categorias de base do Bonsucesso-RJ.
Clubes como treinador: Friburguense-RJ, Nilópolis-RJ, Rubro Social-RJ, Teresópolis-RJ.
Clubes como consultor: Boa Vista-RJ e Friburguense-RJ.
Time de coração: “Meu clube de coração é aquele em que estou trabalhando”
Residência em que cidade: Rio de Janeiro (RJ)


Você esteve recentemente em SC e vem acompanhando os jogos da primeira e da segunda divisão do estadual. Consegue perceber alguma evolução dos times e do futebol catarinense?
Mauro Veras: Vivemos numa sociedade global de mercado. As empresas terão seu desenvolvimento, quanto maior for o investimento em seu negócio. E o futebol é um grande negócio. Tenho a impressão que o futebol catarinense não foge a essa regra. É visível seu desenvolvimento, dentro e fora do campo. Grandes jogadores, grandes treinadores, e isso só é resultado de uma visão nova. Há anos que Criciúma e Figueirense despontam entre os grandes do futebol brasileiro, e agora o Avaí já demonstra condições de figurar nessa lista.

Você tem um trabalho que não é muito conhecido aqui no Sul. Fale sobre seus métodos e aponte seu estilo, a fim de que os leitores conheçam melhor seu trabalho.
Mauro Veras: Há diversos tipos de treinadores, como em qualquer profissão. Numa conversa com o Parreira, ele me dizia sobre essas classificações, e o quanto se aborrecia quando o chamavam de “professor” e ao Felipão de “motivador”. Ele dizia que todo treinador é um professor e deve ser um motivador também, e nisso eu concordo com ele. Só que há outras potencialidades importantes: ele tem que conhecer o jogo, ler bem uma partida, e ter didática para passar isso a seus comandados de maneira clara e numa linguagem acessível.

Gosto muito de trabalhar o emocional do atleta e dar a ele condições de jogar bem. O jogador tem quatro valências importantes no futebol de hoje. Ele precisa estar bem fisicamente, emocionalmente, técnica e taticamente. E isso só se consegue se trabalharmos nele essas quatro competências!

Não gosto muito dos trabalhos que se resumem só a coletivos, por exemplo. Acho que limitam e tiram do jogador treinamentos importantes para ele superar algumas dificuldades inerentes do jogo. Futebol vitorioso se faz com equipes, com grupos, e não somente com dois ou três craques, dentro ou fora do campo.

Você teve alguma proposta para trabalhar em Santa Catarina?
Mauro Veras: Meu sonho é trabalhar no Sul do país. Tenho enorme respeito por seu povo, sua cultura, mas infelizmente ainda não recebi nenhuma proposta. Ouço falar maravilhas do futebol de Santa Catarina, através de jogadores que trabalharam comigo e até de treinadores que conheço e estiveram aí, como o próprio Josué Teixeira. Mas, por enquanto, ainda não.

O Alfredo Sampaio e o Mário Sérgio são cariocas que chegaram com moral e estão bem nos seus respectivos clubes, os dois da Capital (Avaí e Figueirense). A que você atribui essa preferência por cariocas?
Mauro Veras: O Rio de Janeiro tem dado boas condições de trabalho a seus profissionais ligados ao futebol. Os clubes estão se profissionalizando e investindo em formação de comissões técnicas consistentes, e isso ajuda ao próprio treinador a evoluir, a estudar mais, olhar mais jogos, enfim, aumentar sua capacidade profissional. O Rio sempre atraiu, como São Paulo, por serem grandes centros investidores, a atenção sobre seu futebol. Mas isso já acontece também em outros estados, como em Santa Catarina, por exemplo.

E no caso específico do Alfredo e do Mário, eles são grandes profissionais, assim como o Josué (ex-técnico do Avaí). Isso demonstra que os dirigentes catarinenses estão olhando com atenção o desenvolvimento do futebol.

Em Santa Catarina, agora estão disputando a Divisão de Acesso, a segunda divisão estadual. Acha que essa competição seria um bom mercado para que mostre seu trabalho aqui em SC?
Mauro Veras: Claro que sim. Excelente mercado! Imagino, e mesmo tenho conhecimento de que sim, que exista por aí grandes jogadores. Um bom campeonato se faz com bons profissionais e boa divulgação, e isso atrai investidores. Teria uma enorme honra em poder trabalhar na Divisão de Acesso Catarinense e levar um clube para a primeira do ano que vem.

Aproveite então a oportunidade para destacar os pontos fortes da Divisão de Acesso e aponte dois favoritos.
Mauro Veras: Meu trabalho como consultor, avaliando jogadores e profissionais da área, tem me permitido assistir a muitos jogos e campeonatos pelo país, não só pela TV por assinatura, como também “in loco”! Eu aposto na Divisão de Acesso nos dois times que vieram da Especial, a Camboriuense (campeã do ano passado) e o Próspera. Eles têm boa estrutura e bons jogadores. Outros que correm bem por fora são o Balneário Camboriú (que trouxe o Pepe) e o Atlético Tubarão, que se chamava Cidade Azul (Tubarão).



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