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Memorial

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30/10/2006 às 15:55:00

O Criciúma conquista a Copa do Brasil

Daniel Ghedin

Itá ergue a Copa do Brasil
Foto Divulgação CEC
Dois de junho de 1991. Este dia iria ficar marcado como o acontecimento mais importante do futebol catarinense em todos os tempos.

Depois de ter passado por todos os adversários no sistema de mata-mata, o Criciúma decidia o titulo da Copa do Brasil contra o Grêmio, no Heriberto Hülse.

O primeiro jogo

Cerca de cinco mil criciumenses invadiram o Estádio Olímpico para ver o Criciúma em sua primeira decisão no cenário nacional.

A festa começou com Vilmar, que abriu o placar para o Tigre aos 10 minutos do primeiro tempo. Depois o goleiro Alexandre salvou o time na pressão do Grêmio.

O gol de empate dos gaúchos só saiu aos 38 minutos do segundo tempo, em um pênalti muito questionado pelos jogadores do Criciúma e convertido por Maurício. Apesar do gol sofrido no final do jogo, a torcida catarinense voltou para Criciúma confiante no título e lotou o Heriberto Hülse na decisão.

Ficha técnica: Grêmio 1 x 1 Criciúma

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS).
Data: 30/05/1991 (quinta-feira).
Público: 32.052 (pagantes).
Renda: Cr$ 36.090.000,00.
Arbitragem: Márcio Rezende de Freitas, auxiliado por Evaristo de Souza e Luís Azevedo.
Cartões amarelos: Itá, Alexandre e Vanderlei (Criciúma).
Gols: Vilmar 10'/1º tempo (Criciúma); Maurício 38'/2º tempo (Grêmio).

Grêmio
Gomes; China (Jamir), João Marcelo, ViIson e Hélcio; Norberto, Donizete (Darci) e João Antônio; Maurício, Nando e Caio.
Técnico: Dino Sani.

Criciúma
Alexandre; Sarandi, Vilmar, Altair e Itá; Roberto Cavalo, Gelson e Grizzo Zé Roberto, Soares e Jairo Lenzi (Vanderlei).
Técnico Luiz Felipe Scolari.

A decisão


Felipão e presidente Moacir Fernandes comemoram o título
Apesar do inverno, fazia muito calor em Criciúma e o povo catarinense respirava a final da Copa do Brasil. Até torcedores rivais do Tigre vieram de outras cidades para ver a decisão.

Carreatas jamais vistas, bandeirolas, pessoas vestidas de amarelo e preto. Era uma festa no Sul de Santa Catarina. Nas arquibancadas a torcida tricolor fazia muito barulho e, com a tradicional “ola”, enfeitava o Heriberto Hülse.

O jogo não foi dos melhores. O empate servia para o Criciúma e só a vitória interessava ao Grêmio. No primeiro tempo, o Tigre tomou a iniciativa de atacar e teve as melhores chances para marcar. Já na etapa complementar, o Grêmio era melhor, mas esbarrava na defesa do Criciúma. E foi assim até o fim: 0 a 0.

Terminado o jogo, todos comemoravam do seu jeito, não acreditando no que estava acontecendo. O Criciúma conquistava o título mais importante de sua história e tinha passaporte para disputar a tão sonhada Copa Libertadores da América. A festa só terminou no final da madrugada.

Reconhecendo a importância da conquista, o prefeito Altair Guidi decretou feriado em Criciúma por alguns dias.

Ficha técnica: Criciúma 0 x 0 Grêmio

Local: Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma (SC).
Data: 02/06/1991 (domingo).
Público: 19.525 (pagantes).
Renda: Cr$ 21.359.090,00.
Arbitragem: Cláudio Vinícius Cerdeira, auxiliado por Antônio Barbosa Lima e Paulo Jorge Alves.
Cartões amarelos: Sarandi, Zé Roberto, Soares (Criciúma); Chiquinho, João Marcelo e Donizete (Grêmio).
Cartões vermelhos: Gelson (Criciúma); Maurício (Grêmio).

Criciúma
Alexandre; Sarandi, Vilmar, Altair e Itá; Roberto Cavalo, Gelson e Grizzo (Vanderlei); Zé Roberto, Soares e Jairo Lenzi.
Técnico Luiz Felipe Scolari.

Grêmio
Sidmar; Chiquinho, João Marcelo, Vilson e Hélcio; Norberto, Donizete e João Antônio; Maurício, Nando (Darci) e Caio.
Técnico: Dino Sani.



Criciúma campeão da Copa do Brasil 1991




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