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A coluna Cartão Rosa é escrita por Clésio Moreira dos Santos, popularmente conhecido como Margarida. Ele foi árbitro profissional de futebol e atualmente é "árbitro show".

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30/07/2009 às 17:03:00

Vai voltar a jogar


Para a maioria do torcedor catarinense, e nesta pesquisa incluo todos, a grande decepção neste Campeonato Brasileiro da Série A esta sendo o futebol apresentado por Marquinhos Santos. Sou fã de seu talento dentro das quatro linhas. É um atleta com um potencial acima da média, é inteligente e se coloca muito bem. Atualmente, está muito longe disto, não chega perto daquele Marquinhos que soube dar a volta por cima quando muitos o achavam que estava acabado para o futebol, opinião esta que nunca compartilhei, mesmo porque o conheço muito bem.

Ele não está conseguindo nem ser um jogador razoável. Parece estar distante de sua forma física, sem confiança e às vezes um pouco nervoso. E tudo o que ele pode fazer é uma coisinha muito simples. É só voltar a jogar aquele futebol vistoso que ele sabe muito bem. Futebol este que o consagrou no Flamengo, São Paulo e até pelos melhores gramados do futebol europeu quando foi defender o Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Pelo carinho e admiração que sinto por este jogador, posso afirmar que o “loiro da Ressacada” atualmente anda imprevisível e está jogando quando quer.

Um grande jogador



Uma história muito interessante que envolve um menino de cor branca, filho homem de uma família modesta, apenas ele e a sua irmã Maristela, nascido em 21 de abril de 1960, em uma pequena cidade gaucha, Dom Pedrito. Só que este menininho nasceu com um dom, com o destino de ser um referencial dentro do futebol catarinense. Isso mesmo, Flavio Roberto Severo Albano, que mesmo sendo uma celebridade dentro do nosso futebol, conservou a casta da humildade.

O menino cresceu em meio às partidas de fim de semana que seu pai, Gaspar, um centroavante que possuía escassos recursos naquela época. Por sorte Flavio Roberto escolheu o meio campo e foi contemplado com muito talento para este setor. E assim projetou ao demonstrar o seu amor pela bola desde que começou a sentir o orgulho de envergar a camisa de sua escola. Destacando-se, foi levado para as categorias de base do Grêmio no ano de 1976 e não parou mais.

De jogo a jogo, de treino a treino, Flavio Roberto conservava a sua identidade que foi crescendo. Logo começou a se destacar e, em 1981, já estava na equipe profissional do tricolor gaúcho, e neste mesmo ano conquistou o título de campeão brasileiro ao lado de Leão, Baltazar e tantos outros grandes jogadores da época. Em sua trajetória pelo time gaúcho, foram 11 títulos entre infantil, infanto, juvenil, seleção gaúcha, estadual e um vice-campeão brasileiro em 1982.

Ainda defendendo o time do Olímpico, Flavio Roberto teve a dura missão de marcar Maradona quando o ídolo argentino defendia a camisa do Estudiantes. Depois de muito sucesso pelos pampas, o bom moço de Dom Pedrito mudou de ares radicalmente e foi defender o tricolor das laranjeiras. Ao lado do casal 20 naquela época, Washington e Assis, foi campeão carioca pelo Fluminense em 1983.

E como o destino assim quis, em 1984 chegou a Florianópolis, cidade que escolheu para radicar-se finalmente e defender o Avaí. Firmou-se na meia-cancha e aos poucos foi conquistando o torcedor catarinense. Num time fantástico, que tinha Fossati, Adilson Heleno, Marcos Severo, Belmonte e tantos outros, o que não temos hoje em dia, conquistou o seu primeiro titulo estadual dentro da Ressacada contra o extinto Blumenau.

Aos 29 anos de idade, após uma passagem pelo Marcilio Dias, o seu joelho o obrigou a parar de jogar profissionalmente. Encerrava ali uma história muito interessante de um dos maiores ídolos da historia do futebol catarinense. Em 1992, não conseguindo fugir dos gramados foi tentar a sorte como comentarista esportivo. Passou pela Radio Guararema, Guarujá, CBN Diário, RBS TV, Sportv e até mesmo a poderosa Rede Globo.

Pensando no futuro de sua família, Flavio Roberto conseguiu guardar umas economias e hoje é proprietário de uma marca esportiva muito conhecida em nosso estado que é a Planeta Sport, uma marca esportiva com uma linha completa, e ainda joga a sua “bolinha” ao lado dos amigos no master do Avaí.

Pode ter morrido um grande astro, senão um dos melhores coreógrafos de nosso futebol, mas jamais deixou de demonstrar a sua principal virtude que é a sua humildade. Flavio realmente é uma história viva dentro do nosso futebol.

Mostrando as garras



Até o fechamento desta edição, há cinco rodadas o Avaí era visto como o mais sério candidato ao rebaixamento. O patinho feio desta competição. Em 10 jogos havia conquistado apenas sete pontos. A imprensa esportiva no geral apontava como um dos piores times dos últimos tempos dentro da Série A do Brasileirão. Sua última derrota havia sido dentro da Ressacada, no dia 11/07, para o Botafogo. De lá pra cá, Goiás, Sport, Grêmio e Atlético-PR, começaram a sentir o poder das garras do Leão catarinense.

Nestas últimas quatro rodadas, ninguém somou mais pontos do que o time da Ilha da Magia. A equipe largou a lanterna e deu um enorme salto rumo à zona de classificação para a Copa Sul-Americana. A missão de dar continuidade a este objetivo não vai ser fácil, já que adversários diretos possuem estruturas e jogadores de nível bem superior. Porém, com esta nova postura dentro de campo, a torcida azurra pode ter a garantia de muita luta para que o time possa fazer historia como o seu co-irmão alvinegro fez em época passada.

Desastroso



Dá pena de ver certas arbitragens por este Brasil afora, em todos os campeonatos organizados pela CBF. Em algumas partidas, realmente os jogadores estão atuando com muita lealdade, evitando as faltas para colaborar com o homem do apito. Mas tem certos jogos que não tem jeito. O que se viu no senhor Pablo dos Santos Alves, do Rio de Janeiro, no jogo do Figueirense contra o Brasiliense é que tem árbitros, os famosos “pára-raios”, que não acertam até mesmo quando os jogadores querem colaborar.

A arbitragem dele foi totalmente desastrosa. Aplicou um pênalti a favor do Brasiliense que não existiu, deixou de marcar um a favor do Figueirense em cima de Rafael Coelho, fez uma verdadeira lambança na aplicação dos cartões amarelos, e foi frouxo na aplicação do cartão vermelho. Como diria o meu bom amigo Petanha, ele trocou Jesus por Genésio. Faz algum tempo que a arbitragem carioca não possui aquele glamour.

Pensamento do Bambi



Mulher bonita, exuberante e gostosona é igual a musica do Zeca Pagodinho. Nunca vi, nem comi e só ouço falar.

Ficando no G-4



O início da competição foi fulminante para o Figueirense. Com duas vitorias seguidas, oscilou em alguns jogos, e depois de varias chances tentando chegar ao G-4, o Figueirense aproveitou a oportunidade de abater a Macaca em Campinas, e, na noite fria e nebulosa da última terça-feira, não tomou conhecimento do Brasiliense dentro do Scarpelli. Num primeiro tempo avassalador derrotou o time da capital federal dos escândalos políticos por 3 a 1.

Não fosse a fatalidade com o seu atacante Clodoaldo, a festa seria completa. Depois de três resultados positivos o time do Estreito se mantém na briga pelas primeiras posições, com 26 pontos. Para a próxima rodada, o time dos manézinhos vai enfrentar uma longa e indigesta viagem para enfrentar o lanterna Campinense, da Paraíba, terra de mulher macho, sim senhor.

Depois de 10 rodadas fora da zona... de acesso à Série A, o Alvinegro está dando uma grande alegria para o seu torcedor ao manter-se neste seleto grupo. De acordo com o andar da carruagem, poderemos ter clássico catarinense na Série A do Brasileiro do próximo ano.

Submergindo



O risco de rebaixamento neste rebaixado campeonato brasileirinho da Série C já havia sido eliminado. Num jogo decisivo dentro do Heriberto Hulse contra o Caxias-RS, o Tigre, além de torcer por resultados positivos e negativos de outras equipes, não seguiu a cartilha de seu treinador Itamar Schulle, e o resultado da partida foi mais um desastre diante de seu moribundo torcedor.

O Criciúma não perdeu a sua classificação neste jogo. Foram erros em cima de erros, de sua diretoria na formação da comissão técnica inicial a algumas contratações equivocadas, uns até abandonaram o barco e nem as caras deram mais no clube. Resultados negativos como aquela chinelada que tomaram do Marcilio Dias dentro de Criciúma contribuíram e muito para o pleno afundamento do Tigre nesta competição.

Cartão vermelho/rosa



Cartão rosa para o desempenho que vem obtendo Avaí e Figueirense dentro de seus respectivos campeonatos brasileiros, honrando as tradições de Santa Catarina.

Cartão vermelho para a forma vergonha com que Criciúma e Marcilio Dias se despediram do Campeonato Brasileiro da Série C. Agora não adiante chorar o leite derramado. Que isto sirva de lição para as próximas temporadas.




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