Numa noite de 23 de julho em Manizales, na Colombia, o futebol brasileiro escrevia sua pagina mais negra. Perdíamos de 2 a 0 para Honduras, pela Copa América da Colômbia.
Chequei os sites da época e já se mencionava a hipótese de Felipão ser afastado do cargo. Um ano depois, o Brasil (ajudado pela arbiragem - vide Turquia e Bélgica) vencia os sete jogos e levantava a Copa do Mundo pela quinta vez.
Ficha do jogo:
Brasil 0 x 2 Honduras - quartas-de-final
Público: 30 mil
Arbitragem: Ubaldo Aquino (Paraguai), auxiliado por Miguel Giacomuzzi (também do Paraguai) e Fernando Cresci (Uruguai)
HONDURAS: Valladares - Medina, Cárcamo, Caballero, Pérez - García, Bernárdez, Turcios (Rodríguez), Guevara, León (Izaguirre), Martínez
BRASIL: Marcos - Juan, Cris, Júnior, Belletti - Eduardo Costa (65 Jardel), Emerson, Luisão (Juninho Pernambucano), Alex (Juninho Paulista) - Denilson, Guilherme
Gols: Belletti (contra) e Martínez
Não era a primeira derrota para uma seleção centro-americana - o Brasil perdeu para a Costa Rica por 3 a 0, em 1960, no Campeonato Pan-Americano, mas foi a primeira que o Brasil sofria para um país da região utilizando seus principais jogadores.
Mesmo nos Jogos Pan-Americanos, competição que o Brasil nunca é representado por uma seleção principal, os brasileiros sempre venceram com facilidades quando jogaram contra adversários da América Central e do Caribe.
Foi justamente contra uma equipe da região (a Nicaraguá) que a seleção brasileira aplicou sua maior goleada. No Pan-75, os brasileiros superaram os nicaraguenses por 14 a 0.
Antes da derrota para os hondurenhos, a equipe brasileira acumulava 28 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota em 33 jogos contra seleções da América Central e do Caribe.