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A coluna Cartão Rosa é escrita por Clésio Moreira dos Santos, popularmente conhecido como Margarida. Ele foi árbitro profissional de futebol e atualmente é "árbitro show".

cartaorosa@futebolsc.com




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15/07/2009 às 18:11:00

No bem bom, todos são amigos


Que o dinheiro jorra solto no futebol, disso nunca duvidei. Mesmo porque são alguns anos dentro deste mercado. A maioria dos jogadores são pessoas humildes, muitos sem estudos, alguns com cursos secundários e raríssimos com um curso superior. O que eles sabem fazer na vida é jogar futebol, e quando param é que cai a ficha para a realidade. Quando estão em atividade viram celebridades do dia para a noite, e a partir daí são cercados por bandos de aproveitadores.

O que está ocorrendo com o meu bom amigo Romário só pode ser um mal entendido. Assim como ele, por aqui em nosso Estado um outro grande ídolo também sofreu muito com isso. Albeneir, que ganhava muito e ajudava a todos, quando mais precisou não encontrou um sequer daqueles que se diziam “amigo”. Depois de tanto penar reencontrou forças e está se reerguendo para concertar tudo aquilo que um dia jogou fora.

Complicando



A ascensão do Vasco da Gama ao G4 pode complicar a vida do Figueirense na sua aspiração em subir à elite do futebol brasileiro do próximo ano. Com exceção do Atlético-GO, os demais candidatos que lá estão a brigar diretamente por essas vagas podem ser considerados grandes dentro da história do futebol brasileiro. Guarani, Portuguesa, Ponte Preta e o próprio Vasco da Gama têm histórias de grandes conquistas dentro do nosso futebol, há de se respeitar essas tradições.

A ducha fria que o Alvinegro tomou em Caxias do Sul na última terça-feira, ao perder por 2 a 0 para o Juventude, pode piorar a sua situação no transcorrer da competição. E para complicar ainda mais, contra o Vila Nova, nesta sexta-feira, no Orlando Scarpelli, quatro jogadores irão cumprir suspensão automática por cartão amarelo. Se competir contra os considerados pequenos já é difícil, imaginem contra quem já tem um certo nome nos bastidores do futebol brasileiro.

A dança da modinha



A décima rodada do Brasileirão, além de promover resultados desastrosos, como o retorno do Corinthians ao Olímpico e tomar uma chinelada do Grêmio por 3 a 0, o Vitória meter um chocolate no Santos por 6 a 2, também foi fatal para contribuir com a dança dos técnicos dentro do futebol brasileiro. E nesta dança não está sendo poupado ninguém. Até mesmo os mais experientes como Carlos Alberto Parreira, Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo bailaram ao som deste compasso.

Observados com atenção abertamente ou às ocultas, a vida de treinador no Brasil está longe de ser um mar de rosas. Porém, se formos analisar pelo lado financeiro, há de se tirar proveito desta situação. Vanderlei Luxemburgo ganhava R$ 570 mil mensais no Palmeiras, Muricy se deu ao luxo de recusar R$ 400 mil mensais no Verdão. Parreira tinha uma exorbitante folha de pagamento no Fluminense, e por aí vai estes absurdos nas folhas de pagamentos em solo tupiniquim.

Com a queda destes “feudais” do nosso futebol, abre espaço para novos talentos com menos estrelas e salários bem inferiores. No Brasil existem quatro funções dentro do futebol que são e serão eternamente incompreendidas por todos: o treinador, o presidente do clube, o goleiro e o árbitro.

Sofrimento



A derrota do Avaí para o Botafogo por 2 a 1, dentro da Ressacada, no último fim de semana, fez emoldurar uma situação inquietante diante do quadro ocioso que se encontra – o time do Sul da Ilha é o lanterna da competição. Diante de tais fatos já verificados e questionados por todos nós poderíamos enunciar responsáveis específicos? Claro que sim.

O time carece e muito de qualidade. Nem todo o plantel que foi o ideal para a conquista do Campeonato Catarinense é o certo para a disputa de um dos mais árduos campeonatos nacionais como este da Série A. Neste declínio também podemos notar que o seu mais fiel jogador está acabando com a sua paciência. O seu torcedor, que de bobo não tem nada, já começa a vaiar certos nomes do plantel, árbitros e até aplaudir erros de seu próprio time. Para piorar a situação na tabela, a sequência de jogos que a tabela lhe atribuiu é de amargar a qualquer moribundo.

Pensamento do Bambi



Ter ciúmes de mulher feia, é o mesmo que colocar alarme em um Fiat 147.

Cartão vermelho/Rosa



Cartão vermelho para o gandula que no fim do segundo tempo do jogo entre Avaí e Botafogo atirou uma segunda bola dentro do campo de jogo na tentativa de impedir um contra-ataque do time carioca. Como se não bastassem as agruras que vem sofrendo na competição este fato pode trazer sérios prejuízos ao clube.

Cartão rosa para o fenomenal camisa 10 do Figueirense, Fernandes. Depois de 13 meses afastado dos campos de futebol em função de uma grave lesão, o jogador quando marcou um dos gols diante do Fortaleza, mostrou que o seu crescimento não é só na parte física, mas também na parte técnica, que nunca deixou de aprimorar. Ele está feliz, e mais do que ele, a torcida alvinegra que sempre o considerou um eterno ídolo.

Milan, Juventus, Real e até mesmo o Barcelona



A cada entrevista no Corinthians, o lateral-esquerdo André Santos tem que driblar os especuladores sobre a sua possível saída do Timão. O que parece cada vez mais iminente. Cobra criada dentro do Orlando Scarpelli, o jogador está com o seu futuro entregue nas mãos do seu empresário. Vários clubes europeus já manifestaram o interesse pelo seu futebol, mesmo assim ele garante que não se preocupa com uma eventual transferência. Depois de Gercinho e Valdo, fazia tempo que o Figueirense não possuía uma jóia tão rara dentro de seus domínios.

Crescendo



O Criciúma cresceu de produção no último jogo em seus domínios quando venceu o aguerrido Brasil de Pelotas por 3 a 2, com o gol da vitória aos 46 minutos, nos acréscimos do segundo tempo, quando o placar já parecia estar definido. Como consequência, o time do Sul do Estado parece está firme em seu propósito que é a possibilidade de buscar a classificação para a próxima fase do Brasileiro da Série C.

E vou cutucar a onça com vara curta mais uma vez. O torcedor do Tigre está com o grito de vitória engasgado já fazem alguns bons jogos. Para esta partida até parecia terem feito uma parceria com os jogadores e o que ocorreu no Heriberto Hulse foi um entusiasmo contagiante entre o torcedor e o time que atingiu em cheio mais um adversário dentro do caldeirão do Tigre. Mesmo diante do grito de alivio do seu torcedor, Itamar Schulle não deve ficar acomodado a esta vitória. É preciso contratar, porque o time ainda é muito deficiente.




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