Sob o olhar atento do atacante Robinho, um torcedor pra lá de especial, o Santos sofreu muito para vencer o Sport por 1 a 0 na Vila Belmiro. O gol salvador de Paulo Henrique Lima saiu somente aos 44 minutos do segundo tempo e de forma totalmente contraria às regras do jogo.
O atacante Neymar, que teve participação decisiva na jogada, encontrava-se em posição de impedimento. Depois do jogo, o platinado treinador Emerson Leão, como é de seu costume, soltou cobras e lagartos pra cima de Alicio Pena Junior e da arbitragem brasileira. Como se ele nunca tivesse sido beneficiado com erros de arbitragens. E o Sport também não tem muito o que reclamar destes errinhos não, ou eles já esqueceram dos erros que os beneficiaram em 2008 quando da conquista da Copa do Brasil contra o Corinthians? Hummm!!! É o tal negócio: pimenta no olho do outro não arde.
Por aqui, a partida entre o Avaí e Palmeiras foi fácil de apitar. O arbitro paranaense Evandro Rogério Roman pegou um jogo que não exigiu muito dele. O problema na Ressacada foi somente o pênalti a favor do Verdão, que não existiu. O jogador Obina sentindo que iria perder a jogada projetou-se ao chão. Porém, como não houve reclamação nenhuma por parte dos jogadores avaianos, vamos deixar assim.
Com um jogo que não apresentou aquelas dificuldades, tudo correu bem. Porém, se o Palmeiras estivesse perdido por 1 a 0, com a aplicação daquele pênalti, com certeza a imprensa paulista estaria amaldiçoando o Roman até hoje. Ou vocês duvidam disso?
No Couto Pereira, onde o Coritiba não tomou conhecimento do São Paulo e venceu por 2 a 0, o bom árbitro gaucho Leandro Pedro Vuaden também usou um pouquinho de precipitação ao expulsar o truculento zagueiro são-paulino André Dias, aos 11 minutos da segunda etapa. Foi uma entrada perigosa sobre Leandro Donizete, pela frente, e isso dá a oportunidade do adversário se defender. Este mesmo tipo de jogada quando é aplicada por trás, aí sim, é vermelho na hora.
E para finalizar as lambanças dos moçoilos do apito nesta nona rodada do Brasileirão, até mesmo o bom e simpático Paulo César de Oliveira e seu auxiliar pisaram feio na bola ao anular um gol legitimo de Cesinha, do Santo André, na partida que terminou empatada em 1 a 1 contra o Barueri.
Cabeças podem rolar
Após o jogo contra o Palmeiras, no último fim de semana, o treinador Paulo Silas voltou a defender seu time, chegando até mesmo a dizer que o Avaí jogou bem diante de um aplicadíssimo time palmeirense, que suou a camisa em favor do seu treinador interino. Ora meu caro! Não adianta tentar tapar o sol com a peneira. O time da Ressacada ainda não jogou nenhuma partida convincente nesta competição.
Como treinador do Leão, ele tem é que cobrar mais dos seus jogadores, se precisar achar logo um outro esquema tático, já que o atual está totalmente manjado por seus adversários. E até mesmo exigir reforços urgente à diretoria, mesmo porque foi ele que ajudou a montar este elenco. No mais é reconhecer que o time está mais errando do que acertando, e partir para uma reação positiva urgentemente. Porque se não aparecer, cabeças irão rolar, até mesmo a sua, meu caro treinador.
Lamentável
Todos sabem da maneira como defendo a arbitragem. E não é somente no campo profissional. Mesmo porque todos os árbitros de futebol no Brasil não são profissionais. Dentro da teoria todos são iguais àqueles que apitam o tradicional futebol de várzea e não estão distantes de sentirem na pele uma suposta agressão física.
Estou comentando isso para registrar um fato lamentável, envolvendo um bandeirinha que está sendo acusado de ter matado uma mulher e ferir dois homens após os jogos de um campeonato de futebol de dente-de-leite em Cascavel, neste último fim de semana. Depois de atuar na rodada, o árbitro assistente Wilson Aparecido Padilha, de 33 anos, se viu pressionado pelos familiares e jogadores no estacionamento do estádio. Todos estavam ali para cobrar de maneira mais enérgica uma justificativa. Ele havia anulado duas cobranças de pênaltis, o que irritou a todos.
Na iminência de se defender, o bandeirinha usou uma chave de fenda, atingindo o técnico José Carlos Soares, a tia dele, Vera Lucia, e o marido dela. Vera foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos que havia perfurado o pulmão.
Futebol varzeano é para se distrair, mesmo porque o ingresso para assistir ao futebol profissional anda o olho da cara. Sou totalmente contrário a qualquer atitude de agressão física, mas que isso sirva de lição a muitos “machões” que em turminhas de amigos adoram tentar agredir árbitros e assistentes nestes campos de várzea que por aqui existem. Agora, coincidência nesta história toda é o nome do estádio onde ocorreu a tragédia: Ninho da Cobra.
Pensamento do Bambi
Em dia de tempestade e trovoadas, o local mais seguro é perto da sogra, pois não há raio que a parta.
Cartão rosa/vermelho
Cartão vermelho para o nosso governo estadual, que gastou uma verdadeira fábula em dinheiro para trazer ao nosso Estado o campeonato de Showbol. Se o governo pagou não haveria a necessidade do catarinense pagar ingressos como foi pago. Na próxima coluna trago os valores exatos. Enquanto isso, varias cidades precisando de uma simples quadrinha de esporte, né!
Cartão rosa para o meu bom amigo Marco Antonio Martins, que vem fazendo um ótimo trabalho à frente do Sindicato de Árbitros de Santa Catarina. Se você quer conhecer um pouquinho da arbitragem catarinense, entre neste site:
www.sinafesc.com.br.